Transtorno de Ansiedade
- 📅 Publicado: 13, janeiro, 2026
- ✏️ Última atualização: 22, janeiro, 2026
Sumário de "Transtorno de Ansiedade"
Thais Barbi
Número de Registro: CRP12-08005
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🧠 Minha experiência com o Transtorno de Ansiedade
Eu atendo ansiedade há muitos anos e, se tem uma coisa que eu aprendi na prática, é que a ansiedade raramente chega “sozinha”. Ela costuma vir em pacote: uma mente que não desliga, um corpo em alerta e um jeito de viver que vai ficando pequeno. Quando a pessoa me diz “eu sou ansiosa”, quase sempre eu escuto por trás disso um cansaço profundo: “eu não aguento mais pensar tanto”, “eu não consigo relaxar”, “eu estou sempre esperando o pior”.
Eu gosto de explicar de um jeito simples: ansiedade é um alarme. Em doses pequenas, ela é útil — te ajuda a se preparar. O problema começa quando esse alarme fica sensível demais e dispara por qualquer coisa. A pessoa vira especialista em prever desastres, como se antecipar fosse uma forma de se proteger. Só que, com o tempo, antecipar vira prisão.
🧠 O que é ansiedade: definição, quando é normal e quando vira transtorno
Ansiedade é um mecanismo natural de proteção: corpo e mente se preparam para lidar com algo importante ou potencialmente ameaçador. O problema começa quando esse “modo alerta” fica ligado por tempo demais — mesmo sem perigo real — e passa a guiar decisões, pensamentos e rotinas.
Eu atendo ansiedade há muitos anos e, se tem uma coisa que se repete, é a sensação de que ela “chegou do nada”. Na verdade, quase sempre ela vem depois de um período em que a pessoa segurou o mundo nas costas — trabalho, família, autocobrança — até o corpo começar a pedir socorro. Eu escuto muito: “Thais, eu sempre fui forte… e agora eu travo.” Nesses momentos, eu não tento “arrancar” a ansiedade com pressa. Eu ajudo a pessoa a entender o recado por trás do alarme e a construir segurança interna aos poucos: nomear emoções, organizar rotinas, ajustar expectativas e aprender a se tratar com menos dureza. Quando isso acontece, a ansiedade costuma perder força porque deixa de ser a única forma de o corpo pedir cuidado.
🧩 Causas da ansiedade: por que ela aparece e o que mantém o ciclo
Na prática clínica, eu vejo a ansiedade como resultado de uma combinação: predisposição biológica, aprendizagem (história de vida), ambiente (pressões, insegurança, excesso de tarefas) e hábitos que, sem perceber, alimentam o alarme (sono ruim, cafeína em excesso, sedentarismo, ruminação e evitar situações). Em vez de procurar uma causa única, costuma funcionar melhor mapear gatilhos e “combustíveis” do dia a dia.
Link interno sugerido: Causas da ansiedade (satélite).
🧭 Tipos de ansiedade: diferentes formas de o alarme disparar
Quando falamos em “tipos”, vale separar: ansiedade como emoção (comum a todos) e transtornos de ansiedade (quadros clínicos). Dentro dos transtornos, aparecem padrões como TAG, pânico, fobias (incluindo ansiedade social), ansiedade de separação e outras variações. A diferença costuma estar na intensidade, duração e no quanto a ansiedade limita a vida.
Link interno sugerido: Tipos de ansiedade (satélite).
⚖️ Ansiedade x estresse: diferenças e como eles se misturam
Estresse é a resposta do organismo a demandas (internas ou externas). Ele pode ser pontual e até mobilizador. A ansiedade tem um componente forte de antecipação (“e se…?”) e ameaça percebida. Na vida real, os dois se misturam: muito estresse prolongado pode aumentar ansiedade; e ansiedade crônica deixa o corpo estressado. O ponto é identificar o que dá para ajustar (rotina, limites, pausas) e o que precisa de manejo emocional e cognitivo.
Link interno sugerido: Ansiedade x estresse (satélite).
Na avaliação neuropsicológica, eu observo como a ansiedade interfere em atenção, velocidade de processamento e memória de trabalho. A pessoa tenta se concentrar, mas o cérebro está ocupado monitorando perigo: o corpo, o futuro, o julgamento alheio. Já vi adultos chegarem com medo de estar “perdendo a memória” e, na devolutiva, perceberem que o principal vilão era o sono fragmentado somado à ruminação. Também já vi o contrário: alguém com TDAH ou com depressão sendo tratado como “só ansiedade”, e a avaliação ajudou a separar os quadros. Quando a gente entende o que está por trás, o tratamento fica mais assertivo e a pessoa para de se culpar por sintomas que têm explicação clínica.
🗂️ CID da ansiedade: classificação, diagnóstico e por que isso importa
O CID (Classificação Internacional de Doenças) ajuda a organizar diagnósticos e orientar condutas, mas não substitui uma avaliação cuidadosa. Duas pessoas podem ter “ansiedade” e viver experiências completamente diferentes. Se você busca diagnóstico, o ideal é uma avaliação clínica (psicólogo/psiquiatra) considerando sintomas, duração, prejuízo funcional e fatores associados.
Link interno sugerido: CID da ansiedade (satélite).
🧾 Teste de ansiedade: para triagem e próximos passos (com link interno)
Um teste online pode ajudar a identificar intensidade e áreas mais afetadas, mas não dá diagnóstico sozinho. Use como ponto de partida para organizar sintomas, frequência e gatilhos — e, se houver prejuízo, busque avaliação profissional.
Link interno sugerido: Teste de ansiedade (seção nesta página) e satélite de teste.
Sintomas do Transtorno de Ansiedade: Como Reconhecer no Corpo e na Mente
Sintomas da ansiedade (lista completa)
Ansiedade pode aparecer em três camadas ao mesmo tempo: pensamentos, emoções e corpo. Na clínica, eu costumo organizar assim:
- No pensamento: preocupação excessiva, “e se…”, catastrofização, ruminação, dificuldade de decidir, necessidade de checar/garantir.
- Na emoção: medo antecipatório, irritação, sensação de urgência, insegurança, impaciência, vergonha por “não dar conta”.
- No corpo: tensão muscular, aperto no peito, falta de ar, tremor, sudorese, enjoo, diarreia/constipação, tontura, taquicardia.
- No comportamento: evitar situações, “comportamentos de segurança” (checar, pedir confirmação, ensaiar demais), adiar decisões, trabalhar até cair para tentar controlar o futuro.
Sinais de alerta da ansiedade
Aqui eu fico bem direta: se você percebe que a ansiedade está tirando sua liberdade, é sinal de alerta. Exemplos:
- Você começa a evitar coisas simples (elevador, mercado, reunião, transporte).
- O corpo entra em pânico com frequência (falta de ar, taquicardia, tremor) e você vive com medo “da próxima”.
- A ansiedade está junto com insônia persistente, queda importante de desempenho ou isolamento.
- Você sente que precisa “se anestesiar” (álcool, excesso de cafeína, compulsões) para aguentar.
Sintomas físicos da ansiedade (taquicardia, tremor, falta de ar)
Uma paciente, a “B.” (nome fictício), descrevia assim: “É como se eu estivesse sempre atrasada para uma ameaça que eu nem sei qual é.” Ela tinha taquicardia, tremor, uma sensação de falta de ar que dava medo, e um nó no estômago. O mais difícil é que ela começou a evitar situações simples, não por “não querer”, mas porque o corpo aprendia: “isso é perigoso”.
Eu sempre digo com carinho: “Seu corpo está tentando te proteger, só que está fazendo isso com força demais.” Esse jeito de olhar reduz culpa e abre espaço para um plano de cuidado.
Ansiedade ou estresse? diferenças
- Estresse costuma estar mais ligado a uma demanda concreta (prazo, excesso de tarefas) e tende a baixar quando a demanda passa.
- Ansiedade é mais “futuro-orientada”: a mente tenta prever e controlar ameaças, mesmo quando não existe um perigo real imediato.
- Na prática, eles se misturam. O ponto é observar: está te mobilizando ou te paralisando? Está te ajudando ou está tirando sua liberdade?
Ansiedade e insônia: como dormir melhor
Quando a ansiedade vem com insônia, eu quase sempre vejo um círculo vicioso: a pessoa deita, tenta dormir, começa a checar o corpo (“meu coração está acelerado”), pensa no amanhã, fica irritada por não dormir, e o cérebro entende que a cama é lugar de alerta. Uma paciente dizia: “Eu achava que dormir era desligar, mas eu preciso aprender a desacelerar.”
- Crie uma rotina de desaceleração (20–40 min) antes de deitar.
- Se a mente disparar, use “janela de preocupação”: anote e marque um horário no dia seguinte para pensar com mais clareza.
- Evite “lutar” para dormir: o foco é descansar o corpo (respiração, relaxamento, luz baixa, telas fora).
Ansiedade dá enjoo? causas e o que fazer
Sim. Eu escuto muito: “meu estômago sabe antes de mim”. O sistema gastrointestinal é sensível ao estresse e ao estado de alerta. Em geral ajuda:
- Respiração mais lenta (principalmente se você hiperventila).
- Reduzir cafeína, jejum longo e excesso de telas quando o corpo já está acelerado.
- Comida leve e fracionada, hidratação e descanso pós-crise.
Importante: se enjoo/dor abdominal são frequentes, intensos, novos ou vêm com perda de peso, febre, sangue nas fezes ou desmaios, procure avaliação médica.
Gancho para o próximo bloco: se o seu maior medo é a crise de ansiedade (ou ajudar alguém), no próximo trecho eu te deixo um passo a passo bem prático, com técnicas rápidas e prevenção.
🧾 Sintomas específicos: guias rápidos para você linkar
Abaixo eu deixo seções curtas para cada sintoma “campeão” de busca. Elas funcionam como resumo e como ponto de encaixe para links internos (hubs e satélites).
🔎 Ansiedade e Falta de Ar
Na ansiedade, a respiração tende a ficar curta e acelerada (hiperventilação), o que pode dar sensação real de sufoco. Em geral, isso melhora quando você desacelera o ritmo respiratório e solta a tensão do tórax, mas falta de ar nova, intensa ou com dor forte no peito precisa de avaliação médica.
Link interno sugerido: Ansiedade e Falta de Ar (satélite).
🔎 Ansiedade e Tontura
Tontura pode aparecer por hiperventilação, tensão muscular cervical, alterações de sono e alimentação, ou pelo próprio pico de adrenalina. O importante é observar padrão e gatilhos: se acontece sempre em situações de estresse ou em ambientes cheios, é comum ser ansiedade; se é súbita, com desmaio ou sintomas neurológicos, procure avaliação.
Link interno sugerido: Ansiedade e Tontura (satélite).
🔎 Ansiedade e Sintomas no Coração (Dor no peito/Palpitações)
Palpitações, taquicardia e aperto no peito são frequentes porque o corpo ativa o modo “luta ou fuga”. Apesar de ser comum em ansiedade, dor no peito deve ser avaliada quando é nova, forte, acompanhada de falta de ar intensa, desmaio, sudorese fria ou fatores de risco cardíaco.
Link interno sugerido: Ansiedade e Sintomas no Coração (Dor no peito/Palpitações) (satélite).
🔎 Ansiedade e Dor de Cabeça
Dor de cabeça na ansiedade costuma ter relação com tensão muscular, bruxismo, sobrecarga mental e sono ruim. Mapear horários, gatilhos (cafeína, telas, estresse) e frequência ajuda a diferenciar cefaleia tensional de outros tipos e a montar um plano de prevenção.
Link interno sugerido: Ansiedade e Dor de Cabeça (satélite).
🔎 Ansiedade e Dor nas Costas
Quando a ansiedade sobe, o corpo “endurece”: ombros elevados, mandíbula travada, lombar tensa. Essa contração sustentada pode virar dor nas costas. Alongamento, pausa ativa e trabalhar o padrão de tensão costumam ajudar, junto com manejo emocional.
Link interno sugerido: Ansiedade e Dor nas Costas (satélite).
🔎 Ansiedade e Náusea/Enjoo
O intestino é muito sensível ao estresse. Na ansiedade, pode haver náusea, enjoo e desconforto gástrico, especialmente em situações sociais ou antecipatórias. Estratégias de aterramento, alimentação leve e investigação de gatilhos costumam reduzir bastante.
Link interno sugerido: Ansiedade e Náusea/Enjoo (satélite).
🔎 Ansiedade e Diarreia
Em algumas pessoas, a ansiedade acelera o funcionamento intestinal; em outras, prende. Diarreia associada a eventos estressantes, provas, reuniões ou viagens é um padrão comum. Se houver sangue, febre, perda de peso ou persistência, vale avaliação médica para excluir causas orgânicas.
Link interno sugerido: Ansiedade e Diarreia (satélite).
🔎 Ansiedade e Insônia
Ansiedade e insônia alimentam um ciclo: quanto menos você dorme, mais reativo fica; quanto mais reativo, mais difícil é dormir. Intervenções em higiene do sono, rotina, redução de estimulantes e técnicas para desligar a ruminação são centrais aqui.
Link interno sugerido: Ansiedade e Insônia (satélite).
🔎 Ansiedade e Queda de Cabelo
Queda de cabelo pode aumentar em períodos de estresse prolongado (por exemplo, eflúvio telógeno). A ansiedade piora o quadro pela tensão e pela preocupação constante. O ideal é cuidar do estresse e, em paralelo, avaliar causas clínicas (ferro, tireoide, dermatologia) quando necessário.
Link interno sugerido: Ansiedade e Queda de Cabelo (satélite).
Crise de ansiedade: o que fazer Com um Plano Rápido e Seguro
O que fazer numa crise de ansiedade (passo a passo)
Em crise, o objetivo não é “zerar” a ansiedade. É atravessar com segurança e ensinar ao cérebro que você não está em perigo real. Eu uso um roteiro simples:
- Nomeie: “Isso é ansiedade no meu corpo. Vai passar.”
- Desacelere a respiração: solte o ar mais longo do que puxa (isso reduz hiperventilação).
- Aterre no presente (grounding): traga atenção para pés no chão, temperatura, som, textura.
- Solte a luta: em vez de “não posso sentir isso”, troque por “eu consigo sentir e ainda assim agir”.
- Faça um próximo passo pequeno: beber água, sentar, abrir janela, mandar mensagem, caminhar 2 minutos.
Depois, eu gosto de revisar: o que aconteceu antes? O corpo deu sinais? A crise vira dado, não sentença.
Como ajudar alguém com crise de ansiedade
- Fique perto e fale baixo: “Eu estou aqui com você.”
- Evite frases como “calma” ou “para com isso”. Prefira: “Vamos respirar juntos.”
- Oriente com comandos simples: “olha pra mim”, “pés no chão”, “solta o ar devagar”.
- Não discuta o conteúdo do medo no auge; foque em regular o corpo.
Quanto tempo dura uma crise de ansiedade
Varia. O pico costuma ser mais curto do que parece, mas a sensação de ameaça distorce tempo. A ansiedade pode subir e descer em ondas. O ponto prático é: quanto mais você “luta” para não sentir, mais combustível você dá. Quanto mais você regula e se ancora, mais rápido o corpo entende que pode desligar o alarme.
Recuperação pós-crise de ansiedade (24h)
Eu aprendi a respeitar o tempo do corpo. Depois de uma crise, muitas pessoas ficam “de ressaca”: cansadas, sensíveis, chorosas, com dor muscular, como se tivessem corrido uma maratona. Eu explico: foi adrenalina, hiperventilação, tensão. A recuperação pede o básico bem feito:
- Água + comida leve (evite pular refeições).
- Menos cafeína e álcool (principalmente nesse dia).
- Banho morno, alongamento leve, sol/ambiente aberto se possível.
- Uma tarefa simples de “vida normal” para o cérebro reaprender segurança.
Gatilhos da crise de ansiedade e prevenção
Gatilhos não são só “eventos”. Às vezes é o acúmulo: pouco sono + café + jejum + estresse + tela até tarde. Eu costumo pedir um mapa:
- Corpo: sono, alimentação, cafeína, sedentarismo, ciclo menstrual, doenças.
- Mente: ruminação, autocobrança, medo de errar, hipercontrole.
- Ambiente: conflitos, trabalho, sobrecarga, isolamento.
Crise de ansiedade: tópicos satélites para linkagem interna
Em psicoterapia individual, eu gosto de mapear com a pessoa o roteiro da ansiedade: gatilho → interpretação → sensação corporal → comportamento (evitar, checar, controlar, ruminar) → alívio curto → ansiedade maior depois. Esse mapa devolve escolha. Eu lembro de uma paciente que vou chamar de “Marina”: ela sentia taquicardia, interpretava como “vou desmaiar”, corria para o pronto-socorro e voltava para casa com mais medo. O que funcionou não foi “pensamento positivo”, e sim treino: entender o ciclo, praticar respiração curta e objetiva, permanecer alguns minutos com a sensação sem fugir e, depois, registrar o que realmente aconteceu. A cada repetição, o corpo foi aprendendo que desconforto não é necessariamente perigo.
Em grupo terapêutico, algo precioso acontece: a vergonha diminui. Pessoas que vivem se achando “fracas” percebem padrões comuns — hipervigilância, perfeccionismo, medo de decepcionar. Uma participante disse: “Achei que só eu tinha esse nó no peito.” A partir daí, o grupo vira laboratório seguro para treinar limites, pedir ajuda, experimentar novas respostas e receber feedback humano. Eu vejo muita mudança quando a pessoa entende que não precisa “ganhar da ansiedade” sozinha; ela precisa aprender no vínculo, com prática e repetição. E, curiosamente, ver o outro enfrentando com coragem costuma destravar enfrentamentos que, sozinho, a pessoa adiaria por meses.
Sintomas de uma Crise de Ansiedade
Uma crise costuma vir em ondas: aceleração cardíaca, falta de ar, tremor, sudorese, sensação de descontrole e medo de “algo grave”. Entender esse pacote ajuda a reduzir o susto e a evitar interpretações catastróficas.
Link interno sugerido: Sintomas de uma Crise de Ansiedade (satélite).
Como Controlar uma Crise de Ansiedade (O que Fazer)
O objetivo é estabilizar o corpo primeiro: reduzir hiperventilação, ancorar no presente (grounding), e fazer movimentos simples (soltar ombros, apoiar pés) para sinalizar segurança. Depois, você revisa o pensamento que alimentou o pico.
Link interno sugerido: Como Controlar uma Crise de Ansiedade (O que Fazer) (satélite).
Crise de Ansiedade Pode Matar?
Crises de ansiedade são muito desconfortáveis, mas, em geral, não são fatais por si só. Ainda assim, sintomas novos ou intensos (especialmente dor no peito diferente do habitual) merecem avaliação médica para excluir outras causas.
Link interno sugerido: Crise de Ansiedade Pode Matar? (satélite).
Como Ajudar Alguém com Crise de Ansiedade
Ajuda eficaz é simples: ficar presente, falar com calma, orientar respiração lenta sem forçar, reduzir estímulos e evitar frases como “para com isso”. O foco é devolver sensação de segurança e controle.
Link interno sugerido: Como Ajudar Alguém com Crise de Ansiedade (satélite).
Teste: Crise de Ansiedade
Um “teste” não dá diagnóstico, mas pode ajudar você a identificar padrão, frequência e gatilhos, e decidir próximos passos. Use como triagem: se há prejuízo, procure avaliação profissional.
Link interno sugerido: Teste: Crise de Ansiedade (satélite).
Tratamento para ansiedade: Caminhos que Funcionam na Vida Real
Eu vejo dois caminhos muito comuns que não funcionam como Tratamento para Ansiedade: o primeiro é tentar “vencer” a ansiedade na força, como se fosse um inimigo. O segundo é evitar tudo que dispara ansiedade. Evitar dá alívio rápido, mas cobra juros altos: o cérebro aprende que só fica seguro fugindo, e a vida vai encolhendo.
Como tratar ansiedade (guia prático)
O que tende a funcionar, na minha experiência, é um trio bem prático: psicoeducação (entender o ciclo), regulação (respiração, grounding, relaxamento) e exposição gradual (reaprender segurança).
- Entender o ciclo: gatilho → pensamento → sensação → comportamento → reforço.
- Treinar habilidades: não só “saber”, mas praticar quando está bem.
- Expor com gentileza: um degrau por vez, com plano.
Terapia para ansiedade (TCC): como funciona
Eu gosto muito de trabalhar com TCC porque ela dá estrutura. Na sessão, a gente mapeia pensamentos automáticos, crenças (“se eu falhar, eu vou ser humilhada”), e comportamentos de segurança (ensaiar demais, checar demais, pedir confirmação). E aos poucos a gente substitui controle rígido por confiança treinada.
Como controlar a ansiedade no dia a dia
- Regra do pequeno: 10 minutos contam (caminhada, alongamento, respiração).
- Checklist do corpo: sono, comida, água, movimento, luz do dia.
- Higiene mental: reduzir doomscroll, excesso de checagem e multitarefa.
- Limites: ansiedade adora agenda sem borda.
Hábitos para reduzir a ansiedade
- Rotina minimamente previsível (mesmo em dias caóticos).
- Atividade física regular (sem perfeccionismo).
- Conexão social (nem que seja uma conversa curta).
- Treino de exposição: fazer um pouco do que você evita, com plano.
Remédio para ansiedade: tipos e quando usar
Eu faço questão de dizer com firmeza e cuidado: procurar psiquiatra não é “fracasso”. Em alguns casos, medicação é uma ponte. Não resolve a vida, mas reduz o volume do alarme para a pessoa conseguir fazer terapia e retomar rotina. O ponto é: decisão informada, acompanhamento, e plano.
Nota: só médico pode indicar/ajustar medicação. Evite automedicação, especialmente com ansiolíticos.
Quando procurar psiquiatra por ansiedade
- Crises frequentes, sofrimento alto e prejuízo funcional (trabalho/estudo/relacionamentos).
- Insônia persistente, perda de peso importante, uso de álcool/remédios para “aguentar”.
- Comorbidades (depressão, pânico, TEPT) ou risco (ideação suicida).
Terapia em grupo ou individual para ansiedade
Em grupo, eu vejo algo lindo acontecer: a ansiedade perde o “poder do segredo”. Quando uma pessoa conta “eu achei que ia desmaiar no metrô”, e outra responde “eu também”, a vergonha cai. E isso muda tudo. Em geral:
- Individual: mais profundidade, ritmo personalizado, temas sensíveis.
- Grupo: normalização, treino social, prática guiada e suporte.
Métodos de tratamento e alívio: resumos para linkagem interna
Essas seções são pensadas para você plugar links para hubs/satélites. Eu resumo o essencial e deixo claro quando algo é complementar.
Eu também trabalho muito em parceria com psiquiatras quando há indicação de medicação. Para algumas pessoas, o remédio não é “muleta”; é uma ponte para sair do pico de sofrimento e conseguir fazer terapia, dormir e retomar rotina. O que não funciona é usar a medicação como única estratégia e manter os mesmos padrões que acendem o alarme: excesso de cafeína, noites curtas, falta de pausas, relações que drenam. Quando o cuidado é integrado (medicação quando necessário + psicoterapia + hábitos + rede de apoio), o ganho costuma ser mais estável e a pessoa se sente no comando do processo.
Como Controlar a Ansiedade (Dicas e Manejo)
Controlar ansiedade não é “zerar pensamentos”, e sim reduzir a ativação e retomar escolhas. Combina rotina (sono, alimentação, movimento), técnicas de regulação (respiração, grounding), e intervenções cognitivas para diminuir ruminação e catastrofização.
Link interno sugerido: Como Controlar a Ansiedade (Dicas e Manejo) (satélite).
Remédios para Ansiedade (Medicamentos)
Medicamentos podem ser indicados quando o sofrimento é alto ou há prejuízo importante. A escolha e o acompanhamento são médicos (psiquiatra ou médico habilitado). O objetivo costuma ser reduzir sintomas para que a pessoa consiga fazer terapia e mudar padrões de vida, com segurança.
Link interno sugerido: Remédios para Ansiedade (Medicamentos) (satélite).
Remédios Naturais para Ansiedade
“Natural” não significa “inofensivo”. Algumas estratégias complementares podem ajudar (hábitos, suplementação quando indicada, fitoterápicos sob orientação), mas o mais importante é ter critérios: evidência, dose, interações e acompanhamento profissional.
Link interno sugerido: Remédios Naturais para Ansiedade (satélite).
Chás para Ansiedade
Chás podem ser um ritual de desaceleração e ajudar no sono em algumas pessoas. O efeito costuma ser leve e complementar. Se você tem gastrite, usa medicação contínua ou está grávida, vale orientar com profissional de saúde antes de usar fitoterápicos regularmente.
Link interno sugerido: Chás para Ansiedade (satélite).
Florais para Ansiedade
Algumas pessoas relatam benefício subjetivo com florais (como Florais de Bach), especialmente quando associados a rotina de autocuidado. Eu costumo tratá-los como complemento: se ajuda você a se regular, ótimo; mas não substitui terapia, sono e enfrentamento gradual.
Link interno sugerido: Florais para Ansiedade (satélite).
Óleos Essenciais para Ansiedade
Aromas podem contribuir para relaxamento (por associação e resposta sensorial). Use com segurança: diluição adequada, cuidado com alergias e animais de estimação, e expectativas realistas. Funciona melhor como parte de um “kit de regulação”.
Link interno sugerido: Óleos Essenciais para Ansiedade (satélite).
Meditação e Relaxamento para Ansiedade
Meditação, mindfulness e relaxamento treinam o cérebro a voltar para o presente e a observar pensamentos sem entrar neles. No início, pode dar desconforto em pessoas muito ativadas; por isso, é comum começar com práticas curtas e guiadas.
Link interno sugerido: Meditação e Relaxamento para Ansiedade (satélite).
Exercícios de Respiração para Ansiedade
Respiração lenta e com foco na expiração ajuda a sinalizar segurança ao corpo. Em crise, o objetivo é reduzir hiperventilação e estabilizar o ritmo. No dia a dia, é treino: poucos minutos, repetidos, para o sistema aprender a voltar ao equilíbrio.
Link interno sugerido: Exercícios de Respiração para Ansiedade (satélite).
Acupuntura para Ansiedade
A acupuntura é buscada por muitas pessoas como recurso complementar para reduzir tensão e melhorar sono. Pode ajudar como parte de um plano mais amplo, especialmente quando combinada com psicoterapia e mudanças de estilo de vida.
Link interno sugerido: Acupuntura para Ansiedade (satélite).
Ansiedade Tem Cura?
Muita gente melhora a ponto de a ansiedade deixar de comandar a vida. Eu gosto de falar em “remissão” e “autonomia”: aprender a reconhecer sinais cedo, regular o corpo e escolher respostas diferentes. Isso muda o prognóstico de forma profunda.
Link interno sugerido: Ansiedade Tem Cura? (satélite).
Orações para Ansiedade (Abordagem Espiritual)
Para quem tem fé, oração pode ser uma forma de acolhimento e de desacelerar, trazendo sentido e esperança. Eu só tomo cuidado para que a espiritualidade não vire culpa (“eu deveria conseguir sozinho”) nem substitua cuidados necessários.
Link interno sugerido: Orações para Ansiedade (Abordagem Espiritual) (satélite).
E quando o tema é espiritualidade — como oração, fé e sentido — eu vejo isso como uma dimensão possível de regulação e esperança, desde que não vire fuga do cuidado. Já acompanhei pacientes que se sentiam culpados por “não ter fé suficiente” e isso aumentava a ansiedade. O caminho foi diferente: usar a espiritualidade como fonte de acolhimento, junto com prática diária, terapia e, quando indicado, acompanhamento médico. Quando a pessoa se permite ser cuidada por várias vias (corpo, mente, vínculos e valores), o processo tende a ficar mais humano e sustentável.
TCC para ansiedade: Como a Técnica Vira Mudança de Verdade
TCC para ansiedade: como é a sessão
- Checagem rápida (0–10) de ansiedade e principais situações da semana.
- Mapa do episódio (gatilho → pensamento → sensação → ação).
- Reestruturação cognitiva (perguntas, evidências, alternativas realistas).
- Plano de experimento/exposição (o que praticar até a próxima sessão).
TCC em grupo para ansiedade: benefícios
- Treino de habilidades com outras pessoas (inclusive falar, pedir ajuda, expor-se).
- Ver que você não está “quebrado” — você está aprendendo.
- Maior constância de prática (o grupo puxa).
Como medir progresso na ansiedade (escalas)
Eu gosto de medir progresso de forma objetiva e gentil: você não precisa “sumir com a ansiedade”, precisa recuperar liberdade. Ajuda acompanhar:
- Frequência de crises e intensidade (0–10).
- Evitação: o que você voltou a fazer?
- Sono: tempo para pegar no sono, despertares, descanso.
- Escalas: instrumentos validados como GAD-7 e BAI (aplicados e interpretados por profissional).
Perguntas frequentes sobre TCC para ansiedade
- “Eu vou ter que enfrentar tudo?” Você enfrenta por degraus, com plano e segurança.
- “E se eu piorar?” A ideia é exposição com regulação, não tortura. Ajusta-se a dose.
- “Quanto tempo leva?” Depende do quadro e constância. O foco é ganho funcional contínuo.
Técnicas de respiração e grounding: Ferramentas para o Corpo Entender Segurança
Respiração para ansiedade (diafragmática)
Coloque uma mão no peito e outra no abdômen. Puxe o ar pelo nariz levando mais movimento para o abdômen. Solte o ar lentamente pela boca. O segredo é soltar mais longo do que puxar.
Técnica 4-7-8 para ansiedade
- Inspire 4 segundos
- Segure 7 segundos
- Expire 8 segundos
Se segurar for desconfortável, encurte (por exemplo 3-4-5). A técnica é ferramenta, não prova.
Box breathing para ansiedade (crises)
- Inspire 4
- Segure 4
- Expire 4
- Segure 4
Grounding 5-4-3-2-1 para ansiedade
- 5 coisas que você vê
- 4 coisas que você sente (toque)
- 3 coisas que você ouve
- 2 coisas que você cheira
- 1 coisa que você prova (ou um pensamento gentil)
Rotina diária de respiração para ansiedade
- Manhã: 2 minutos (antes do celular)
- Meio do dia: 2 minutos (transição trabalho/almoço)
- Noite: 4 minutos (desaceleração)
TAG — Transtorno de Ansiedade Generalizada: Quando a Preocupação Vira Permanente
Ansiedade generalizada (TAG) x ansiedade normal
Ansiedade normal aparece e passa. No TAG, a preocupação é frequente, difícil de controlar e invade várias áreas (saúde, dinheiro, família, trabalho). É como se o cérebro vivesse em “modo simulação de desastre”.
Sintomas de ansiedade generalizada (TAG)
- Preocupação excessiva e constante
- Inquietação, tensão, irritabilidade
- Fadiga, dificuldade de concentração
- Sono ruim e sensação de “mente ligada”
Tratamento para TAG (ansiedade generalizada)
Em geral, combina psicoeducação, TCC (com foco em preocupação, intolerância à incerteza e exposição), hábitos e, quando indicado, avaliação psiquiátrica.
TAG e insônia
Quando a preocupação vira “ritual noturno”, a gente trabalha: horário de desligar telas, janela de preocupação, relaxamento e recondicionamento da cama como lugar de descanso.
TAG no trabalho: como lidar
- Defina 3 prioridades do dia (não 30).
- Blocos curtos + pausa real (2–5 min).
- Reduza checagens (e-mail, mensagens) com horários fixos.
TAG: seções satélites para completar a página pilar
Sintomas da Ansiedade Generalizada (TAG)
No TAG, a preocupação é persistente e “gruda” em vários temas (saúde, trabalho, família, dinheiro). O corpo costuma ficar tenso, com irritabilidade, fadiga e dificuldade de desligar a mente. A chave é reconhecer que o problema não é “pensar”, e sim a rigidez e a sensação de ameaça constante.
Link interno sugerido: Sintomas da Ansiedade Generalizada (TAG) (satélite).
Tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada
Tratamento eficaz costuma combinar psicoterapia (frequentemente com TCC e outras abordagens baseadas em evidências), estratégias de regulação corporal e, em alguns casos, medicação indicada por psiquiatra. O objetivo é reduzir ruminação, aumentar tolerância à incerteza e reconstruir hábitos que dão base.
Link interno sugerido: Tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada (satélite).
Autocuidados para Ansiedade Generalizada
Autocuidado aqui não é “luxo”; é intervenção. Sono regular, limites de trabalho, movimento, alimentação, reduzir estimulantes e criar pausas reais ao longo do dia fazem diferença enorme no nível de ativação. Autocuidado também inclui vínculo e pedir ajuda.
Link interno sugerido: Autocuidados para Ansiedade Generalizada (satélite).
Ansiedade infantil: sinais, manejo e próximos passos
Ansiedade pode acontecer na infância e na adolescência, e o formato muda com a idade. Nesta seção eu deixo um panorama e resumos de satélites para você linkar.
Também é meu papel dizer o que costuma não funcionar. Tentar resolver ansiedade só com força de vontade, ou consumir autoajuda sem prática, frequentemente vira mais cobrança: “eu deveria estar melhor”. Outro caminho é o evitamento: parar de dirigir, cancelar compromissos, fugir de sensações corporais. O alívio vem na hora, mas o cérebro aprende que aquilo era perigoso — e a ansiedade cresce. Eu já vi mudanças grandes quando a pessoa topa o caminho gradual: pequenos enfrentamentos planejados, exposição com suporte, revisão de pensamentos automáticos e construção de hábitos de autocuidado. Com crianças e adolescentes, eu vejo a ansiedade aparecer como irritabilidade, dor de barriga e recusa escolar; quando a família participa e ajusta o ambiente (sem superproteção), o progresso costuma ser bem mais rápido.
Sintomas de Ansiedade em Crianças
Em crianças, ansiedade pode aparecer como dor de barriga, choro, irritação, medo de separação, dificuldade de dormir, queixas somáticas e recusa de ir à escola. Observar o contexto (mudanças, bullying, rotina) ajuda a entender o que está acontecendo.
Link interno sugerido: Sintomas de Ansiedade em Crianças (satélite).
Como Tratar Ansiedade Infantil
O tratamento costuma envolver psicoterapia infantil e orientação parental. O foco é ensinar regulação emocional, construir previsibilidade e enfrentar medos de forma gradual, sem reforçar evitamento. Escola e família podem ser aliados importantes.
Link interno sugerido: Como Tratar Ansiedade Infantil (satélite).
Remédios para Ansiedade Infantil
Medicação em infância é decisão médica e depende de gravidade, idade, comorbidades e resposta a intervenções psicoterápicas. Quando indicada, deve ser acompanhada de perto e integrada a um plano terapêutico.
Link interno sugerido: Remédios para Ansiedade Infantil (satélite).
Crise de Ansiedade em Crianças
Crises em crianças podem parecer birra, desorganização, choro intenso ou queixa corporal. A intervenção começa por acalmar o corpo (respirar junto, nomear emoções, reduzir estímulos) e depois revisar gatilhos e estratégias de enfrentamento.
Link interno sugerido: Crise de Ansiedade em Crianças (satélite).
Ansiedade e depressão: quando o motor e o freio aparecem juntos
Essa comorbidade é muito comum e exige olhar integrado. Abaixo, resumos de satélites para você encaixar links internos.
Quando ansiedade e depressão andam juntas, eu explico que a ansiedade é como um motor acelerado e a depressão como um freio puxado. A pessoa fica exausta: pensa demais, sente culpa, perde prazer, dorme mal. Já vi melhora importante quando paramos de tratar “um ou outro” como inimigos separados e passamos a integrar: sono, ativação comportamental, manejo de ruminação, exposição gradual e, quando indicado, avaliação psiquiátrica. E quando me perguntam “isso tem cura?”, eu respondo com honestidade: em muitos casos, a ansiedade deixa de ser dominante e vira um sinal manejável — como um alarme que toca, mas que você sabe regular. O ponto não é nunca mais sentir ansiedade, e sim recuperar autonomia para viver mesmo quando ela aparece de vez em quando.
Sintomas de Depressão e Ansiedade Juntos
Quando ansiedade e depressão se misturam, é comum alternar agitação com desânimo: mente acelerada, culpa, falta de prazer, fadiga e sono ruim. O cuidado precisa olhar para os dois lados, sem reduzir tudo a “falta de força”.
Link interno sugerido: Sintomas de Depressão e Ansiedade Juntos (satélite).
Diferenças entre Depressão e Ansiedade
Ansiedade tem muita antecipação e ameaça; depressão tende a trazer rebaixamento de humor, desesperança e perda de interesse. Mas elas podem coexistir. Diferenciar ajuda a escolher estratégias: ativação comportamental e ritmo para depressão; manejo de ruminação e tolerância à incerteza para ansiedade.
Link interno sugerido: Diferenças entre Depressão e Ansiedade (satélite).
Remédios para Ansiedade e Depressão
Alguns antidepressivos são usados para tratar tanto ansiedade quanto depressão, e a indicação é médica. Em geral, o melhor resultado vem quando medicação (quando necessária) anda junto com psicoterapia e mudanças de estilo de vida.
Link interno sugerido: Remédios para Ansiedade e Depressão (satélite).
Ansiedade social (fobia social): Estratégias para Parar de Viver em Observação
Ansiedade social: sintomas e gatilhos
- Medo intenso de avaliação negativa
- Evitar falar, comer, apresentar, participar
- Depois do evento: ruminação (“passei vergonha?”)
Exposição graduada para ansiedade social (roteiro)
- Escolha uma situação “nível 3/10” (cumprimentar, fazer uma pergunta).
- Defina o objetivo: ficar na situação até a ansiedade cair um pouco.
- Repita 3–5 vezes/semana.
- Suba um degrau.
Falar em público com ansiedade
- Treine em voz alta (não só na cabeça).
- Use cartões com tópicos (não texto inteiro).
- Comece com 60–90 segundos e aumente.
Ansiedade em entrevista de emprego
- Prepare 3 histórias (situação–ação–resultado).
- Respiração curta antes de entrar.
- Se der branco: pause, beba água, retome pelo tópico.
Ansiedade social no trabalho remoto
- Exposição também existe no remoto: ligar câmera 2 min, falar 1 vez por reunião.
- Reduza perfeccionismo (não precisa “performar” o tempo todo).
Ansiedade social: resumos para linkar satélites
Eu também aprendi, na prática, que o corpo precisa participar do tratamento. Tem gente muito inteligente, que entende tudo racionalmente, mas continua em alerta porque o sistema nervoso não “aprendeu” segurança ainda. Por isso eu combino psicoeducação com técnicas de regulação: aterramento, relaxamento muscular, treino respiratório e cuidado com ritmo de vida. Um paciente dizia: “Eu sei que não vou morrer, mas meu corpo não sabe.” Quando ele começou a praticar cinco minutos por dia, especialmente nos horários em que não estava em crise, ele percebeu algo importante: treino fora da crise reduz a chance de a crise tomar conta. Com consistência, a resposta fisiológica foi diminuindo e ele recuperou confiança para voltar a fazer coisas simples, como dirigir e ir ao mercado.
Teste de Ansiedade Social
Autoquestionários podem ajudar a perceber padrão: medo de avaliação, evitação, antecipação intensa, sofrimento em apresentações e interações. Não é diagnóstico, mas orienta se vale buscar avaliação profissional.
Link interno sugerido: Teste de Ansiedade Social (satélite).
Como Tratar/Vencer a Ansiedade Social
O núcleo do tratamento é reduzir evitação e treinar exposição gradual, com reestruturação de crenças (“vão me julgar”, “vou passar vergonha”) e habilidades sociais quando necessário. É um processo progressivo, mas muito transformador.
Link interno sugerido: Como Tratar/Vencer a Ansiedade Social (satélite).
Síndrome do pânico: Entender o Corpo para Recuperar Confiança
Diferença entre síndrome do pânico e ansiedade
Na síndrome do pânico, aparecem crises intensas e inesperadas, com medo de morrer, enlouquecer ou perder o controle, e frequentemente medo da próxima crise. A ansiedade pode ser mais contínua e ligada a preocupações.
Plano de segurança para pânico
- Cartão SOS (abaixo) + técnica de respiração
- Evitar “checagens médicas” repetitivas sem orientação (vira comportamento de segurança)
- Exposição interoceptiva guiada (com profissional) quando indicado
Tratamento para síndrome do pânico
TCC com exposição (inclusive a sensações corporais, quando apropriado) costuma ser muito efetiva, além de avaliação psiquiátrica quando necessário.
Quando ir ao hospital por ansiedade/pânico
Procure emergência se houver sinais que possam indicar condição clínica grave (por exemplo: dor no peito forte e diferente do habitual, desmaio, falta de ar intensa, fraqueza em um lado do corpo, confusão, ou sintomas novos e muito intensos). Se houver risco de autoagressão, procure ajuda imediatamente.
Ansiedade no trabalho: Estratégias para Produzir sem se Destruir
Ansiedade em reuniões: como se preparar
- Entre com 2 pontos-chave (não 20).
- Fale cedo (uma frase). Quem fala uma vez, fala de novo com mais facilidade.
- Respiração curta antes de abrir o microfone.
Sobrecarga sensorial no trabalho e ansiedade
- Fones/pausas sensoriais curtas
- Luz/ruído: ajustes simples já reduzem alerta
- Transições: 2 minutos entre tarefas ajudam o cérebro a “trocar de marcha”
Como organizar o dia com ansiedade no trabalho
- 1 tarefa difícil por bloco + 1 tarefa fácil de “respiro”.
- Pomodoro flexível (25–40 min) + pausa real.
- Fechamento do dia: 5 min para planejar amanhã e desligar.
Como falar com RH sobre ansiedade
Você não precisa contar detalhes íntimos. Foque em necessidade funcional:
- “Estou em acompanhamento e preciso de ajustes temporários (pausas curtas, menos reuniões seguidas, flexibilidade).”
- Leve proposta concreta e prazo de reavaliação.
Ansiedade no home office: estratégias
- Marque início e fim (ritual curto).
- Evite trabalhar da cama (proteja o sono).
- Exposição social planejada (mensagem, call curta, coworking eventual).
Teste de ansiedade: Autoavaliação com Próximos Passos
Teste de ansiedade online (autoavaliação)
Este teste não dá diagnóstico. Ele te ajuda a observar padrão. Marque quantas vezes isso aparece na última semana:
- Preocupação difícil de controlar
- Tensão muscular ou dor por tensão
- Falta de ar/peito apertado sem causa clínica conhecida
- Taquicardia, tremor, suor frio
- Insônia (dificuldade para pegar no sono ou sono leve)
- Evitação (de lugares, conversas, situações)
- Ruminação pós-evento (“falei errado?”)
- Enjoo/diarreia ligados a nervosismo
- Necessidade de checar/garantir (mensagens, e-mails, saúde)
- Sensação de urgência constante
Leitura prática: se 5+ itens são frequentes e isso está atrapalhando sua vida, vale buscar avaliação profissional.
Interpretação do teste de ansiedade e próximos passos
- Leve: comece por hábitos + treino de respiração/grounding + psicoeducação.
- Moderada: considere terapia (TCC) e plano de exposição gradual.
- Alta/prejuízo importante: terapia + avaliação médica/psiquiátrica conforme necessidade.
Recursos e downloads: Materiais Prontos para Usar
Kit de respiração para ansiedade (download)
Copie e cole no celular (nota) e use 2x ao dia:
- 2 min respiração diafragmática (expirar mais longo)
- 1 min grounding (mão no peito + pés no chão)
- 1 min alongamento de ombros/pescoço
Cartão SOS crise de ansiedade (download)
Cartão SOS
1) Isso é ansiedade. Vai passar.
2) Solta o ar devagar (expira longo).
3) Pés no chão. Nomeie 5 coisas que vejo.
4) Próximo passo pequeno: água, sentar, mensagem.
5) Depois eu registro: o que veio antes?
Checklist de sintomas de ansiedade (PDF)
Checklist para você acompanhar por 14 dias:
- Ansiedade (0–10) manhã / tarde / noite
- Sono (horas + qualidade)
- Cafeína (quantidade)
- Evitação (o que evitei hoje?)
- Exposição (o que enfrentei, mesmo pequeno?)
Checklist de exposição para ansiedade social
- Nível 2/10: cumprimentar e manter contato visual
- Nível 3/10: fazer 1 pergunta simples
- Nível 4/10: dar opinião curta em reunião
- Nível 5/10: iniciar conversa de 2 minutos
- Nível 6/10: apresentar 2–3 minutos
Guia de conversa com RH (ansiedade no trabalho)
Roteiro curto:
- “Estou em acompanhamento de saúde e preciso de ajustes temporários para manter desempenho.”
- “Sugestões: pausas curtas, menos reuniões seguidas, flexibilidade de horário em dias críticos.”
- “Podemos reavaliar em X semanas com metas objetivas.”
Quando procurar ajuda: Sinais, Avaliação e Encaminhamentos
Sinais de alerta da ansiedade
Se você percebe que a ansiedade virou padrão e está roubando liberdade, isso já é motivo suficiente. E procure ajuda com urgência se houver:
- Risco de autoagressão ou desesperança intensa
- Crises frequentes com evitação crescente
- Uso de álcool/remédios para “aguentar”
- Sintomas físicos novos e intensos (avaliar clinicamente)
Avaliação psicológica para ansiedade
A avaliação costuma envolver entrevista clínica, histórico, padrões de evitação, gatilhos, sono, uso de substâncias e, quando faz sentido, escalas. Quando necessário, eu também faço triagem/avaliação neuropsicológica, porque a ansiedade pode bagunçar atenção sustentada, velocidade de processamento e flexibilidade cognitiva. Eu já vi gente achar que estava “ficando burra”, quando na verdade estava exausta e hipervigilante.
Quando procurar psiquiatra por ansiedade
Se a ansiedade está alta e persistente, se há pânico, depressão junto, prejuízo funcional relevante ou insônia grave, uma avaliação psiquiátrica pode ser parte do cuidado. Em alguns casos, medicação é ponte para a pessoa conseguir fazer terapia e retomar a vida.
Perguntas frequentes sobre ansiedade (FAQ) com Respostas Diretas
- Ansiedade tem cura? Muitas pessoas entram em remissão e vivem bem. O foco é recuperar liberdade e reduzir recaídas.
- Ansiedade é só “psicológica”? Não. Ela é corpo + mente + ambiente. Por isso o cuidado é integrado.
- Respiração funciona mesmo? Funciona como ferramenta de regulação do corpo, principalmente se você hiperventila. Não substitui tratamento quando há transtorno.
- Eu preciso “me expor” sempre? Exposição bem feita é gradual, com plano e gentileza, e costuma ser parte essencial do tratamento.
- Ansiedade é um sentimento? Sim — ansiedade pode ser um sentimento/estado emocional de alerta e preocupação diante de algo incerto ou importante (por exemplo: uma prova, uma entrevista, uma mudança). Ela vira problema quando fica frequente, intensa e difícil de controlar, com prejuízo real (sono, trabalho/estudo, relações) por semanas ou meses.
Próximos passos: Como Continuar seu Cuidado com Ansiedade
Inscrição na terapia em grupo para ansiedade (TCC)
Se você quer estrutura, prática e apoio, a terapia em grupo pode ser um ótimo caminho. Em grupo, a ansiedade perde o “poder do segredo” e você treina habilidades com consistência.
Bibliografia e referências (científicas e institucionais)
- OMS/WHO — Anxiety disorders (visão geral, tratamento e prevenção)
- NICE CG113 — GAD e pânico em adultos (stepped care)
- Spitzer et al. (2006) — GAD-7 (artigo original, PubMed)
- American Psychiatric Association — Anxiety Disorders (pacientes e famílias)
- American Psychological Association — Anxiety (conceitos e intervenções)
- Carpenter et al. (2018) — Meta-análise CBT para transtornos de ansiedade (PubMed)
- Kaczkurkin & Foa (2015) — Revisão sobre exposição/CBT em ansiedade (PMC)
- Manfro et al. — TCC no transtorno de pânico (SciELO)
- Linhas de Cuidado (Brasil) — Planejamento terapêutico na APS
Mais informações sobre Ansiedade

Depressão e ansiedade
Você não está sozinho(a). Depressão e ansiedade podem aparecer juntas, com sinais emocionais e também sintomas físicos. Aqui eu explico diferenças, rastreios como DASS-21, o que significa CID, e os caminhos de tratamento da ansiedade e depressão com acolhimento, prática e psicoterapia (inclusive em Grupo de Terapia).

O que é fobia social
Fobia social (ou ansiedade social) vai além da timidez: é medo intenso de julgamento, com evitamento e sofrimento. Veja sintomas, como usar teste com segurança, caminhos de tratamento e quando faz sentido falar em remédio. Um guia acolhedor, prático e bem pé no chão.

Transtorno de Ansiedade Generalizada
Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) vai além de “nervosismo”. Aqui você entende ansiedade tag, sinais físicos e emocionais, CID F41.1, GAD-7, diagnóstico, tratamento e autocuidados — com um olhar humano, direto e sem promessas milagrosas.

Sintomas da Ansiedade
Sintomas da ansiedade podem surgir no corpo (coração acelerado, falta de ar, tensão) e na mente (preocupação, medo, irritabilidade). Nesta página pilar, explico sintomas de ansiedade, sinais de crise de ansiedade e quando procurar ajuda profissional.

Tratamento para Ansiedade
Tratamento para ansiedade é um processo: terapia (como TCC), rotina, sono, técnicas de respiração e, em alguns casos, medicação. Aqui eu explico o que funciona no dia a dia, como lidar com crises e quando procurar médico ou psicólogo, com orientações práticas e seguras.

Síndrome do pânico: Sintomas e Tratamento
Crise do pânico assusta, mas é tratável. Veja sintomas, diferenças entre pânico e ansiedade, respiração para hiperventilação, quando ir ao hospital e como a TCC ajuda a recuperar liberdade com um plano_toggle de segurança.

Transtorno de Ansiedade
Ansiedade pode aparecer na mente e no corpo: preocupação, tensão, taquicardia, tremor, insônia e enjoo. Aqui você entende sintomas, diferença entre ansiedade e estresse, o que fazer na crise de ansiedade, técnicas de respiração/grounding, TCC e quando procurar ajuda.
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Thais Barbi
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