TDAH em Adultos: O que é e Quais são os 18 Síntomas
- 📅 Publicado: 22, junho, 2024
- ✏️ Última atualização: 13, janeiro, 2026
Sumário de "TDAH: O que é? – Quais são os 18 Sintomas? | É deficiência?"
Thais Barbi
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O que é TDAH? Significado na Vida Real
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta, principalmente, a capacidade de sustentar atenção, inibir impulsos, organizar o tempo e regular o nível de atividade. Muita gente associa TDAH apenas a crianças, mas a realidade é que muitos adultos continuam convivendo com sintomas relevantes.
Uma coisa que eu vejo o tempo todo é que quase ninguém chega dizendo “tenho TDAH”. Chegam dizendo: “eu não dou conta”, “eu começo e não termino”, “eu me esforço e parece que não rende”, “eu explodo”, “eu me atraso”, “eu esqueço”. E, no cotidiano, o TDAH aparece como padrões repetidos: dificuldade de iniciar, de sustentar, de priorizar, de concluir, de se organizar no tempo, de filtrar distrações e de regular emoção. Isso cobra um preço invisível em escola, trabalho e família.
O Que Eu Observo Como “Núcleo” do TDAH
- Funções executivas (planejamento, organização, memória de trabalho, inibição, flexibilidade)
- Gestão de tempo (atrasos crônicos, subestimar duração, “só funciono no desespero”)
- Regulação emocional (irritação, explosões, arrependimento rápido, vergonha e autocobrança)
- Variação de desempenho (vai muito bem no que interessa e despenca no resto)
Quais são os 18 sintomas de TDAH? Lista Completa e Exemplos
Os “18 sintomas” se organizam em dois grupos: 9 de desatenção e 9 de hiperatividade/impulsividade. O ponto central não é “ter traços”, e sim a combinação de frequência, persistência e prejuízo funcional.
Na prática, quando eu avalio, eu não fico “caçando diagnóstico”. Eu busco: linha do tempo (desde quando), impacto real (em desempenho, rotina, relações) e consistência em contextos (ex.: casa e escola; vida pessoal e trabalho).
- Desatenção: dificuldade em prestar atenção a detalhes ou cometer erros por descuido.
- Desatenção: dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades.
- Desatenção: parece não escutar quando lhe dirigem a palavra diretamente.
- Desatenção: dificuldade em seguir instruções ou terminar tarefas (não por oposição, mas por se perder no processo).
- Desatenção: dificuldade em organizar tarefas e atividades.
- Desatenção: evita ou reluta em tarefas que exigem esforço mental constante (tende a procrastinar).
- Desatenção: perde com frequência objetos necessários (chaves, material, documentos, carteira, celular).
- Desatenção: é facilmente distraído por estímulos externos (ou por pensamentos internos).
- Desatenção: é esquecido em atividades diárias (compromissos, prazos, recados).
- Hiperatividade/Impulsividade: agita mãos ou pés ou se remexe na cadeira.
- Hiperatividade/Impulsividade: levanta-se em situações em que se espera que permaneça sentado.
- Hiperatividade/Impulsividade: corre ou escala em situações inadequadas (em adolescentes/adultos pode ser “inquietação interna”).
- Hiperatividade/Impulsividade: tem dificuldade de brincar ou se envolver silenciosamente em lazer.
- Hiperatividade/Impulsividade: parece estar “a mil por hora”, como se fosse movido por um motor.
- Hiperatividade/Impulsividade: fala em excesso.
- Hiperatividade/Impulsividade: responde antes de as perguntas serem concluídas.
- Hiperatividade/Impulsividade: tem dificuldade em aguardar sua vez.
- Hiperatividade/Impulsividade: interrompe ou se intromete em conversas/atividades dos outros.
Observação clínica importante: muita gente com TDAH relata hiperfoco (atenção intensa e prolongada no que dá prazer). Eu vejo isso direto: a pessoa “some” em algo interessante e depois tem um apagão no resto. Mas o hiperfoco costuma ser melhor entendido como um padrão de regulação de atenção e recompensa, e não como “sintoma oficial” dentro da lista clássica de 18 critérios.
Um exemplo bem comum é o caso de “Luan”, 9 anos. A mãe dizia: “inteligente, mas desligado”. Material perdido, bilhetes esquecidos, tarefa pela metade. Em casa, uma atividade de 10 minutos virava briga de 1 hora. O pai insistia: “é falta de limite”. Na escola, a professora relatava que ele “viajava”, levantava muito, interrompia. Não era “malcriado”, parecia não conseguir segurar o impulso. E as notas oscilavam: ia bem quando a matéria interessava; despencava no resto.
O TDAH é deficiência (PCD)? O Que Dá Para Dizer no Brasil
Essa é uma pergunta sensível e, eu prefiro ser bem honesto: TDAH não é automaticamente reconhecido como PCD para todo mundo de forma geral e irrestrita. Existe um debate público e legislativo em andamento sobre isso, e propostas que buscam equiparar TDAH à deficiência “para todos os efeitos legais”.
O que costuma ajudar mais na vida real é entender dois pontos:
- Direitos educacionais existem: há base legal para políticas de acompanhamento e suporte educacional para educandos com TDAH.
- PCD, em geral, envolve avaliação de funcionalidade e barreiras: o reconhecimento costuma depender do impacto e das limitações na participação social, não apenas do nome do transtorno.
Na Prática: Como Eu Oriento a Documentar Necessidades
- Relatório clínico bem feito (história, sintomas, prejuízo, recomendações objetivas)
- Evidências de impacto (atrasos, perdas de prazo, quedas de desempenho, desgaste emocional)
- Plano de adaptações razoáveis (provas em blocos, instrução em etapas, redução de distrações, marcos menores)
Eu já vi muita gente se frustrar por tentar resolver isso “só no grito” ou “só na bronca”. E, no fim, vira aquilo que eu escuto demais: “eu me esforço e parece que não rende”. A virada costuma acontecer quando a família e a escola (ou o trabalho) saem do eixo “culpa/moral” e vão para o eixo “habilidade + suporte”.
TDAH em adultos: Como Aparece e Como Atrasa a Vida
Muita gente acha que TDAH é “coisa de infância”. Mas eu vejo o contrário: adultos chegando depois de anos de compensação, exaustão e vergonha. No adulto, o TDAH costuma aparecer mais como gestão de tempo, prazos, organização, priorização e regulação emocional — e menos como “correr pela sala”.
O caso do “Rafael”, 34 anos, é um clássico: muito bom em crise e improviso, péssimo em rotina. Advertência no trabalho por atrasos e perda de prazos. Em casa, contas atrasadas, compromissos esquecidos, casamento desgastado. Ele dizia: “eu decepciono todo mundo”. E eu vejo isso com frequência: a pessoa vive em urgência, faz tudo “no tranco” e paga com ansiedade, burnout e brigas.
O Que Costuma Ajudar de Forma Concreta
- Um sistema simples vale mais que um sistema perfeito: calendário + alarmes + lista curta diária.
- Blocos curtos (10–15 min) com pausa combinada, em vez de “maratona”.
- Fechamento do dia em 10 minutos (o básico do básico: revisar agenda, separar 3 prioridades).
- Ambiente: reduzir notificações e fricção (o celular é uma armadilha real).
- Terapia estruturada (especialmente TCC) para planejamento e regulação emocional.
As pessoas com TDAH são mais inteligentes? Mito, Verdade e Nuance
Eu gosto de quebrar esse mito com uma frase: TDAH não define QI. Existem pessoas com TDAH com alta habilidade, habilidade média, e dificuldades cognitivas associadas. O que eu observo com frequência é outra coisa: a inteligência pode estar presente, mas o desempenho fica instável por causa do “gargalo” nas funções executivas.
Em avaliações neuropsicológicas, muitas vezes o QI global não é o problema; o gargalo aparece em controle inibitório, atenção sustentada e memória de trabalho (segurar informação e operar com ela). O “Luan”, por exemplo, entendia a matéria, mas errava por pular etapas, não ler enunciado inteiro ou se perder no meio. Isso gera a sensação cruel de “eu sei, mas não entrego”.
Causas do TDAH: O Que a Ciência Sugere (Sem Simplificar Demais)
Quando alguém pergunta “qual a causa do TDAH?”, eu respondo com cuidado: é multifatorial. Há forte contribuição genética, e fatores do neurodesenvolvimento interagem com ambiente. O que muda muito é como os sintomas aparecem e quanto eles atrapalham.
- Genética e neurobiologia: diferenças em redes de atenção, controle e recompensa.
- Ambiente: sono ruim, estresse crônico, demandas altas, caos, excesso de estímulo e notificações.
- Comorbidades: ansiedade, depressão e transtornos do sono podem piorar atenção e impulsividade.
E aqui entra uma parte que eu vejo demais: pais em conflito — um “passa pano”, o outro “endurece”, e a criança vira campo de batalha. Isso não “cria TDAH do nada”, mas pode aumentar vergonha e piorar adesão a rotinas e estratégias.
Teste do TDAH: O Que Serve, O Que Não Serve e Como Eu Faço na Prática
Se você está se perguntando “como saber se tenho TDAH?”, eu diria: um teste online sozinho não fecha diagnóstico. Ele pode até ajudar como triagem, mas diagnóstico é construído com entrevista clínica, histórico e prejuízo funcional — e, quando necessário, avaliação complementar.
Como Eu Diferencio “Traço” de “Transtorno”
- Desde quando isso acontece? (o padrão vem de anos ou é recente?)
- Quanto isso atrapalha? (prazos, estudos, relações, dinheiro, autocuidado)
- Acontece em mais de um contexto? (não só no trabalho, não só em casa)
- O que pode estar mascarando? (ansiedade, depressão, privação de sono)
Eu uso escalas e checklists como apoio (por exemplo, para mapear sintomas), mas eu sempre volto ao essencial: linha do tempo + impacto + consistência. Sem isso, a gente cai na armadilha de confundir vida difícil com diagnóstico — ou de negar um padrão que já existe há muito tempo.
CID do TDAH: Códigos e Como Aparecem em Laudos
O TDAH aparece na CID-10 (muito usada no SUS e em sistemas administrativos) dentro do grupo F90 (transtornos hipercinéticos). Alguns exemplos comuns incluem F90.0 (transtornos da atividade e da atenção) e variações relacionadas ao padrão predominante.
Na CID-11, o TDAH aparece como 6A05, com especificadores por apresentação (predominantemente desatenta, hiperativa-impulsiva ou combinada). Em termos práticos, o mais importante é que o laudo descreva sintomas, prejuízo e necessidades — código sozinho não resolve vida.
Medicamento ou remédio para o TDAH: O Que Eu Explico Antes de Qualquer Prescrição
Eu sempre falo isso com clareza: medicação não substitui terapia e não substitui ajustes de ambiente. Quando bem indicada, ela pode reduzir “ruído” e ajudar a pessoa a conseguir aplicar estratégia, rotina e habilidades.
Em termos gerais (sem entrar em conduta individual), os tratamentos farmacológicos costumam envolver:
- Estimulantes (ex.: metilfenidato; lisdexanfetamina)
- Não estimulantes (ex.: atomoxetina, em alguns perfis)
O que eu vejo atrapalhar muito é “autotratamento” com cafeína, virar noites e viver em urgência. O “Rafael” fazia isso: cafeína como muleta, sono desregulado, irritabilidade maior, e o ciclo fechando. Quando a medicação entra de forma responsável, ela costuma entrar para abrir o ciclo, não para apertar ainda mais.
Importante: decisão de medicação deve ser feita por médico, com avaliação de comorbidades (ansiedade, depressão, sono), histórico, efeitos adversos e acompanhamento.
O TDAH tem cura? Prognóstico Realista e Vida Possível
Eu prefiro responder de um jeito que ajuda: não existe uma “cura” única, mas existe tratamento e existe construção de funcionamento. Em muita gente, os sintomas mudam com a idade: a hiperatividade pode virar inquietação interna; a impulsividade pode virar decisões apressadas; a desatenção pode virar apagão em tarefas longas. O objetivo é reduzir sofrimento e aumentar autonomia.
Eu vejo resultados melhores quando o tratamento é combinado: psicoeducação + terapia estruturada (TCC) + intervenção ambiental + (quando indicado) medicação. E com uma regra de ouro: metas pequenas sustentáveis.
Um Detalhe Que Muda Tudo: “Eu Não Sou o Único”
Em grupos de adultos com TDAH, é muito comum alguém dizer: “eu achei que era só comigo”. O grupo, quando tem estrutura, ajuda porque normaliza sem banalizar (tira a vergonha, não tira a responsabilidade) e troca estratégias que funcionam na vida real. O que atrapalha é grupo sem estrutura (vira só desabafo), metas genéricas (“se organize”) e gente saindo culpada por não conseguir aplicar “tudo”.
Tipos de TDAH: Entenda as Apresentações e o Que Muda
De forma geral, falamos em três apresentações principais:
- Predominantemente Desatento: mais apagão, esquecimento, desorganização, procrastinação e gestão de tempo.
- Predominantemente Hiperativo-Impulsivo: mais inquietação, impulsos, interrupções e urgência.
- Combinado: mistura relevante de sintomas de desatenção e hiperatividade/impulsividade.
Eu sempre reforço: não caia no estereótipo. Tem adulto que nunca “correu pela sala”, mas viveu a vida inteira “no tranco”. Tem adolescente que “vai bem quando gosta” e despenca no resto. E tem criança rotulada como “sem limite” quando, na verdade, precisa de estrutura + treino + suporte.
Especialistas em TDAH: Quem Avalia, Quem Trata e Como Montar um Time
Quem “diagnostica” e quem “trata” pode variar, mas eu gosto da lógica de time:
- Médicos (psiquiatra, neurologista/neuropediatra, pediatra): diagnóstico médico e manejo de medicação quando indicado.
- Psicólogos: terapia (muito frequentemente TCC), regulação emocional, hábitos, adesão e psicoeducação.
- Neuropsicólogos: avaliação neuropsicológica quando é útil (funções executivas, atenção, memória de trabalho etc.).
- Escola/família/trabalho: adaptações e acordos práticos (o ambiente precisa parar de sabotar).
No caso do “Luan”, ajudou rotina visual simples (duas ou três regras, não vinte), tarefa em blocos curtos com pausa combinada, adaptações na escola (menos estímulos, instruções curtas, checagem de agenda, dividir provas longas) e psicoeducação com a família para tirar do eixo “preguiça”.
Ansiedade e TDAH: Quando um Mascarra o Outro
TDAH e ansiedade se misturam com facilidade. A ansiedade pode derrubar foco, sim. Mas quando existe desde cedo um padrão de desorganização, esquecimentos, atrasos, dificuldade de iniciar e sustentar tarefas — atravessando anos — o TDAH entra forte como hipótese.
A “Marina”, 16 anos, chegou por ansiedade e crise de choro antes de provas. Ela dizia: “eu estudo, mas parece que não entra”. Procrastinação intensa, noites viradas, estudo em maratona e depois culpa. E a ansiedade virava motor: “eu só funciono no desespero”. Quando o motor falha, desaba tudo.
Estratégias Que Eu Vejo Funcionarem (Sem Vida Ideal)
- TCC: quebrar o ciclo “evito → acumula → desespero → culpa”.
- Planejamento realista: lista curta, semana possível, blocos curtos.
- Estudo ativo: testar, explicar em voz alta, fazer questões (só ler e sublinhar costuma falhar mais).
- Sono como pilar: sem sono, atenção e humor despencam.
TDAH e Depressão: Cansaço, Culpa e o Peso de Anos se Esforçando
A depressão pode reduzir energia, iniciativa e concentração — e isso pode se parecer com TDAH. Mas também existe o caminho inverso: um TDAH não reconhecido pode gerar história de falhas repetidas, críticas, punição e vergonha. Com o tempo, a pessoa internaliza: “não adianta tentar”.
Eu fico atento quando aparecem sinais como perda de prazer, desesperança, alterações importantes de sono/apetite e autoconceito muito negativo. Nesses casos, não dá para “forçar organização” como se fosse só disciplina: tratar comorbidades não é opcional.
Quem tem TDAH pode dirigir? Segurança, Atenção e Regras do Jogo
De modo geral, não existe uma lei que proíba pessoas com TDAH de dirigir. O que existe é a exigência de aptidão física e mental nos exames de habilitação e renovação, com avaliação de condições que possam comprometer a condução.
Na prática clínica, eu oriento olhar para o que realmente aumenta risco:
- Multitarefa no volante (principalmente celular e notificações)
- Privação de sono e estresse alto
- Impulsividade (pressa, manobras por irritação, “dirigir no limite do atraso”)
- Uso inadequado de substâncias (inclusive excesso de estimulantes/cafeína sem acompanhamento)
Se você percebe “apagões” no trajeto, histórico de multas por distração, ou dirige sempre em modo urgência, vale discutir isso numa avaliação. De novo: um sistema simples vale mais que um sistema perfeito — sair com antecedência, rota previsível, reduzir estímulos e respeitar sono muda muito o risco.
Referências (Leituras Confiáveis)
- American Psychiatric Association — What is ADHD?
- National Institute of Mental Health (NIMH) — ADHD
- CDC — Diagnosing ADHD
- NICE Guideline NG87 — ADHD: diagnosis and management
- CONITEC/Ministério da Saúde — PCDT do TDAH
- Planalto — Lei 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão)
- Senado — Lei 14.254/2021 (Acompanhamento integral para educandos com TDAH/dislexia)
- CONTRAN — Resolução 927/2022 (Exame de aptidão física e mental)
- ABRAMET — Diretriz sobre TDAH e Condução Veicular
- OMS/WHO — ICD-11 Browser
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