Sintomas da Ansiedade

Sintomas da ansiedade podem surgir no corpo (coração acelerado, falta de ar, tensão) e na mente (preocupação, medo, irritabilidade). Nesta página pilar, explico sintomas de ansiedade, sinais de crise de ansiedade e quando procurar ajuda profissional.

Sumário de "Sintomas da Ansiedade"

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Thais Barbi

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🌿 Sintomas da Ansiedade

Se você chegou aqui procurando sintomas da ansiedade, eu quero começar com um cuidado: reconhecer sinais não é “dar nome para drama”. Muitas vezes é o primeiro passo para parar de se assustar com o próprio corpo e construir um caminho de tratamento. Eu sou a Thais Barbi, psicóloga, e uma parte grande do que eu aprendi sobre ansiedade veio do lugar onde ela aparece “sem pedir licença”: o cotidiano. Trabalhei cinco anos no SUS e, nesse período, eu vi a ansiedade atravessar todas as idades, profissões, e histórias de vida. Ela aparecia na senhora que chegava com dor no peito, fazia exames, saía aliviada e, semanas depois, voltava com a mesma sensação. Aparecia no adolescente que “travava” para entrar na escola e dizia que o corpo parecia de outra pessoa, como se não respondesse. Aparecia no pai que não conseguia dormir porque a cabeça não desligava, e na mulher que descrevia um aperto na garganta sempre que recebia uma mensagem do chefe. Eu aprendi, ali, que ansiedade não escolhe “perfil”: ela se adapta ao contexto e se manifesta do jeito que consegue. Ao longo desta página, eu vou detalhar sinais físicos, psicológicos e comportamentais, explicar o que costuma acontecer em uma crise de ansiedade (e o que fazer na hora) e mostrar quando vale procurar ajuda profissional. Importante: este conteúdo é informativo e não substitui avaliação. Se houver dor forte no peito, falta de ar intensa, desmaio, sintomas neurológicos súbitos ou risco de autoagressão, procure atendimento de urgência.

🔎 Como reconhecer sintomas de ansiedade no dia a dia

Em termos simples, sintomas de ansiedade são sinais do corpo e da mente quando o seu sistema de alerta entende que existe ameaça. O problema é que, em muitas pessoas, esse alarme dispara com facilidade e se mantém ligado por tempo demais. No SUS, uma coisa ficou muito clara para mim: ansiedade não é frescura e nem falta de força de vontade. É uma resposta do corpo e da mente a uma percepção de ameaça. Às vezes a ameaça é real. Às vezes é uma previsão catastrófica. Às vezes é um perigo antigo que o corpo aprendeu a reconhecer cedo demais e continua acionando no presente. Eu costumava ouvir frases como “eu sei que não faz sentido, mas meu corpo não obedece”. E essa frase, por si só, já é um mapa: a pessoa está tentando se convencer racionalmente, enquanto o sistema de alarme do corpo já disparou. Quando eu explicava que o objetivo não era “mandar no corpo”, e sim entender o ciclo e treinar o alarme, eu via muita gente respirar aliviada pela primeira vez. Por isso, eu gosto de pensar em três camadas de sinais: físicos (o corpo acelera), mentais/emocionais (a cabeça antecipa perigo) e comportamentais (você começa a evitar e se proteger). A seguir, eu separo por partes, porque isso ajuda a reconhecer o seu padrão.
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💓 Sintomas físicos da ansiedade: quando o corpo fala primeiro

Muita gente procura ajuda dizendo: “eu sinto no corpo”. E faz sentido: o corpo costuma ser o primeiro a avisar. Os sinais abaixo podem aparecer juntos ou alternados, e variam de pessoa para pessoa. Em consultório, eu vejo muito a ansiedade se confundir com “sintomas do corpo”: coração acelerado, falta de ar, tremor, enjoo, diarreia, dor de estômago, tensão muscular. Teve um paciente, o “R.” (nome fictício), que passou por cardiologista, pronto atendimento e uma bateria de exames. Ele chegava dizendo: “Doutora, eu sinto que vou morrer”. Quando a gente começou a mapear os episódios, apareceu um padrão: quase sempre aconteciam antes de uma reunião importante. O corpo do R. associou exposição e avaliação com perigo. O que funcionou foi construir um plano de enfrentamento gradual: treino de respiração, reestruturação de pensamentos, ensaio de fala e, principalmente, exposição em passos pequenos. O que não funcionou foi tentar “vencer” a ansiedade na marra, como se ela fosse inimiga.
  • Coração acelerado e palpitações: sensação de batimento forte, rápido ou irregular.
  • Falta de ar e aperto no peito: respiração curta, suspiros, sensação de “não encher o pulmão”.
  • Tremores, formigamento e tensão muscular: especialmente em mãos, pernas, mandíbula e ombros.
  • Náusea, dor de estômago, diarreia ou intestino preso: o eixo intestino-cérebro é muito sensível ao estresse.
  • Suor, ondas de calor e calafrios: o corpo se prepara para “luta ou fuga”.
  • Tontura e sensação de desmaio: frequentemente ligada a hiperventilação e tensão.
  • Alterações de sono: insônia, sono leve, despertar precoce, cansaço ao acordar.
Um detalhe importante: ter sintomas físicos não significa “ser só psicológico”. É físico mesmo. E, ainda assim, vale investigar causas clínicas quando houver sinais de alerta, histórico ou dúvida.

🫀 Ansiedade e coração: por que parece infarto?

Coração acelerado, dor no peito e falta de ar podem assustar muito. Se é a primeira vez, se a dor é intensa, se irradia para braço/mandíbula, se há desmaio ou fatores de risco cardíaco, procure avaliação médica. Depois de causas clínicas afastadas, é comum que a pessoa descubra que está vivendo episódios de ansiedade ou pânico.

🌬️ Ansiedade e falta de ar: o papel da hiperventilação

Quando a ansiedade sobe, muita gente passa a respirar mais rápido e superficial. Isso pode dar tontura, formigamento e sensação de sufoco. Técnicas de respiração lenta e diafragmática ajudam, mas o objetivo não é “forçar controle”, e sim sinalizar segurança ao corpo.

🧠 Sintomas psicológicos e emocionais: o que acontece na mente

Se o corpo dispara, a mente costuma acompanhar. E aqui entram os sintomas que, muitas vezes, são invisíveis para os outros, mas exaustivos para quem sente. Também vi o outro lado: pessoas que engoliam a ansiedade por anos e só percebiam quando o corpo cobrava a conta. A “M.” (nome fictício) dizia que era “normal” viver com ombros duros e mandíbula travada. Ela fazia de tudo para dar conta: trabalho, casa, filhos, e ainda se culpava por estar irritada. Quando começamos a olhar para a rotina, ficou claro que ela vivia em modo de exigência permanente, como se descansar fosse proibido. Em sessão, ela chorou ao perceber que a irritabilidade era um sintoma — e um pedido de cuidado — e não um traço de caráter. Para ela, o que ajudou foi aprender limites concretos, reduzir perfeccionismo e parar de se comparar com um ideal impossível. O que piorava era “empurrar” o cansaço com mais café, mais cobrança e menos sono.
  • Preocupação excessiva: a mente roda cenários, tenta prever tudo e não consegue “desligar”.
  • Medo de perder o controle: sensação de que algo terrível vai acontecer.
  • Irritabilidade e impaciência: o sistema de alerta deixa a pessoa mais reativa.
  • Dificuldade de concentração: atenção capturada por pensamentos de ameaça.
  • Ruminação: replay mental do que foi dito/feito, com autocobrança.
  • Desrealização/despersonalização: sensação de estranhamento do ambiente ou de si, geralmente em picos de ansiedade.
Quando eu explico isso em sessão, muita gente se emociona por entender que não é “fraqueza”: é um padrão de funcionamento que pode ser treinado e tratado.

🧩 Sintomas comportamentais: o que você começa a fazer para se proteger

Além do que você sente, importa observar o que você faz quando a ansiedade aparece. Esses comportamentos parecem ajudar no curto prazo, mas frequentemente mantêm o ciclo.
  • Evitação: deixar de ir a lugares, falar com pessoas, dirigir, viajar, pegar elevador, entrar em reuniões.
  • Fuga: sair da situação assim que o desconforto aparece.
  • Comportamentos de segurança: sentar perto da porta, carregar remédio “por via das dúvidas”, checar o corpo, pedir garantias.
  • Busca de reafirmação: perguntar várias vezes se “está tudo bem”, fazer testes e pesquisas incessantes.
Na clínica, eu costumo dizer: o cérebro aprende pelo que você faz. Se toda vez que o medo vem você foge, o cérebro conclui que havia perigo. Se você fica e atravessa com apoio, o cérebro aprende segurança.

🚨 Crise de ansiedade: sintomas e o que fazer na hora

A crise de ansiedade (ou ataque de pânico, quando é muito intenso e súbito) costuma vir com pico de sintomas físicos e medo de morrer, enlouquecer ou perder o controle. Ela é assustadora, mas passa. O objetivo é atravessar sem alimentar o alarme. Um roteiro simples que eu ensino com frequência:
  1. Nomeie: “isso é ansiedade, meu corpo está em alarme”.
  2. Enraíze: pés no chão, descreva 5 coisas que vê, 4 que toca, 3 que ouve.
  3. Respire lento: solte o ar mais longo do que puxa (sem forçar demais).
  4. Afrouxe o corpo: solte mandíbula, ombros, mãos. Micro-relaxamentos ajudam.
  5. Fique onde está, se possível: reduzir fuga reduz o ciclo de medo do medo.
Depois da crise, vale registrar: onde eu estava, o que pensei, o que senti no corpo e o que eu fiz. Esse mapa acelera o tratamento.

🩺 Quando investigar outras causas: sinais de alerta

Nem todo sintoma é ansiedade. E, ao mesmo tempo, ansiedade pode coexistir com condições clínicas. Procure avaliação médica com prioridade se houver:
  • Dor no peito intensa (principalmente com irradiação, desmaio ou falta de ar importante).
  • Sintomas neurológicos súbitos (fraqueza em um lado, fala enrolada, perda de visão, confusão aguda).
  • Perda de peso importante, febre persistente, anemia, alterações hormonais suspeitas.
  • Uso/abstinência de substâncias ou mudanças recentes de medicação.
Quando exames estão normais e o padrão é repetitivo, a psicoterapia ajuda a encaixar as peças com menos medo e mais estratégia.

🧒 Sintomas de ansiedade em crianças e adolescentes

Em crianças, ansiedade pode aparecer como dor de barriga, dor de cabeça, choro, irritabilidade, recusa escolar, medo de separação, dificuldade de dormir. Em adolescentes, é comum ver insônia, queda de desempenho, isolamento, crises em situações sociais e cobrança intensa. Nem sempre a criança diz “estou ansiosa”. Muitas vezes ela mostra. Por isso, olhar para rotina, sono, ambiente escolar, telas e acontecimentos recentes faz diferença.

🌙 Sintomas da ansiedade à noite e ao acordar

Muita gente me procura dizendo que a ansiedade “piora quando deita”. Isso é comum: o silêncio e a ausência de tarefas deixam mais espaço para pensamentos. Aí aparecem taquicardia, aperto no peito, agitação nas pernas, ruminação e insônia.
  • Ansiedade noturna: dificuldade para pegar no sono, sensação de alerta, medo sem motivo claro.
  • Acordar ansioso: despertar com coração acelerado, estômago embrulhado e pensamentos acelerados.
  • Pesadelos e sono leve: sono fragmentado aumenta irritabilidade e sensibilidade a estressores.
Aqui, a meta costuma ser dupla: reduzir ativação fisiológica (rotina de sono e relaxamento) e treinar a mente a não transformar o quarto em “sala de preocupações”. Em terapia, muitas vezes eu proponho um horário de “preocupação programada” mais cedo no dia, para tirar esse trabalho da madrugada.

🌓 Ansiedade e depressão: como diferenciar sintomas parecidos

Ansiedade e depressão podem andar juntas, mas têm marcas diferentes. A ansiedade tende a ser orientada para o futuro (medo, antecipação, alerta). A depressão tende a puxar para o passado e para o presente sem cor (desânimo, perda de prazer, desesperança).
  • Mais ansiedade: inquietação, tensão, preocupação, sensação de ameaça, necessidade de controle.
  • Mais depressão: apatia, perda de interesse, lentificação, culpa intensa, vazio.
  • As duas juntas: irritabilidade, fadiga, alteração de sono e concentração podem confundir.
Se há pensamentos de autoagressão, sensação de que a vida não vale a pena, ou perda de funcionamento importante, isso é sinal de procurar ajuda com prioridade.

💼 Ansiedade no trabalho e nos estudos: sinais que costumam passar batido

Em adultos, um dos lugares onde a ansiedade mais se disfarça é a produtividade. A pessoa parece “funcionar”, mas vive em modo de urgência: responde tudo na hora, revisa mil vezes, evita delegar, sente culpa ao descansar.
  • Procrastinação ansiosa: adiar por medo de errar, depois correr no último minuto.
  • Perfeccionismo: gastar energia excessiva para “não ser avaliado negativamente”.
  • Somatização: dor de cabeça, tensão cervical, gastrite nervosa, bruxismo.
  • Queda de desempenho: atenção fragmentada, mente acelerada, esquecimento por desatenção.
Quando eu acompanhei pessoas em grupos no SUS, era comum ouvir: “eu só paro quando o corpo me obriga”. Esse é um ponto de virada importante: ansiedade não é só emoção, é um custo fisiológico.

🤰 Ansiedade na gravidez, no pós-parto e na menopausa

Mudanças hormonais, sono fragmentado, preocupações com bebê e rede de apoio podem intensificar sintomas. É comum surgirem pensamentos intrusivos (“e se acontecer algo?”), hipervigilância e culpa. Isso não define maternidade, e não é vergonha pedir ajuda. Se você está grávida ou no pós-parto e percebe ansiedade intensa, insônia persistente, crises ou medo de ficar sozinha com o bebê, procure um profissional com experiência em perinatalidade. Intervenções precoces protegem a mãe e o vínculo.

🧾 Avaliação neuropsicológica e ansiedade: quando faz sentido

Uma parte importante do meu trabalho envolve avaliação neuropsicológica, e ela pode ser muito útil quando a ansiedade bagunça atenção, memória e desempenho. Eu já avaliei adultos que juravam estar “perdendo a memória” e, nos testes, aparecia um padrão muito comum: a memória estava preservada, mas a atenção estava sequestrada pela preocupação. A pessoa lia um parágrafo e, no fim, não sabia dizer o que leu, não por falta de capacidade, mas porque a mente estava fazendo previsões o tempo todo. Em crianças e adolescentes, às vezes a ansiedade imita TDAH: inquietação, dificuldade de foco, irritabilidade. A avaliação ajuda a separar o que é primariamente ansiedade, o que é dificuldade atencional e o que é efeito de sono ruim, estresse e ambiente. A avaliação neuropsicológica pode ajudar, por exemplo, a diferenciar: dificuldade de atenção por ansiedade x TDAH; lentificação por depressão x fadiga por insônia; esquecimento por desatenção x alterações cognitivas. Ela não é um “teste para provar” ansiedade, e sim uma forma de entender funcionamento e planejar intervenções.

🛠️ Psicoterapia para ansiedade: o que costuma funcionar

Na psicoterapia individual, eu gosto de trabalhar com uma combinação de psicoeducação (entender o que está acontecendo) e treino de habilidades (o que fazer com isso). A pessoa aprende a identificar gatilhos, pensamentos automáticos, sensações corporais e comportamentos de segurança — como evitar lugares, buscar confirmação o tempo todo, checar o corpo, pedir garantias. Eu lembro de uma paciente que vivia pedindo para o companheiro medir a pressão dela, porque “vai que é algo sério”. No curto prazo, isso acalmava; no longo prazo, virava prisão. Quando ela aprendeu a tolerar a dúvida e a ficar com a sensação sem checar, o medo perdeu força. O que mais atrapalhava era a vergonha por sentir ansiedade: vergonha e autocobrança viravam combustível.
  • Terapia cognitivo-comportamental (TCC): identificação de pensamentos automáticos, exposição gradual, treino de habilidades.
  • ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso): aprender a se relacionar diferente com pensamentos e sensações, com foco em valores e ação.
  • Mindfulness (atenção plena): treinar presença e regulação, sem briga com a experiência interna.
  • Psicoeducação: entender o ciclo da ansiedade reduz medo e culpa.
  • Plano de vida realista: sono, rotina, limites, autocuidado e rede de apoio.
Quando a ansiedade é grave, persistente ou vem com depressão, também pode ser indicado acompanhamento psiquiátrico para discutir medicação. Medicação não “cura sozinho”, mas pode abrir espaço para a terapia funcionar melhor.

👥 Psicoterapia em grupo: por que ajuda tanto

Na terapia em grupo, eu vi algo muito bonito acontecer: o alívio de perceber “eu não sou a única pessoa que sente isso”. Em grupos de ansiedade, a gente treina técnicas de respiração, relaxamento, mindfulness e exposição de forma cuidadosa. Mas, sobretudo, a gente treina linguagem e pertencimento. Quando alguém consegue trocar “eu sou ansiosa” por “eu estou com ansiedade agora”, abre-se uma fresta de liberdade. Eu vi participantes que chegavam com vergonha de tremer a mão e, com o tempo, passaram a compartilhar o que sentiam sem se diminuir. A melhora não é linha reta: recaídas existem, e isso não apaga o caminho. Em grupo, a pessoa aprende a normalizar sintomas sem banalizar o sofrimento. E aprende, com exemplos vivos, que enfrentar com apoio é possível.

🤝 Como ajudar alguém em uma crise de ansiedade

  1. Fale com calma: “eu estou aqui com você”. Evite frases como “para com isso”.
  2. Oriente para o corpo: “vamos sentir os pés no chão”, “olhe ao redor e descreva o que vê”.
  3. Respiração sem briga: convide a soltar o ar lentamente, sem forçar.
  4. Não alimente catástrofes: acolha o medo, mas não confirme que “vai dar ruim”.
  5. Depois, planeje: se crises são frequentes, incentive psicoterapia e avaliação.
Ajudar é oferecer presença e estrutura, não “garantias”. A pessoa precisa aprender, aos poucos, que o corpo pode disparar e ainda assim ela consegue atravessar.

📌 Estratégias práticas para o dia a dia

  • Reduzir estimulantes: café, energéticos e nicotina podem piorar palpitação e agitação.
  • Movimento: atividade física regular ajuda a descarregar tensão e regular sono.
  • Sono como prioridade: horário consistente, luz baixa à noite, telas com limite.
  • Alimentação previsível: longos jejuns podem intensificar sintomas como tremor e taquicardia.
  • Exposição gradual: pequenos passos, repetidos, ensinam segurança ao cérebro.
  • Registrar padrões: gatilho → pensamento → corpo → ação. Isso vira plano terapêutico.
Eu sempre lembro: consistência ganha de intensidade. Uma técnica perfeita feita uma vez quase nunca muda o padrão. Um passo pequeno repetido muda.

📣 Quando procurar ajuda profissional

  • Se os sintomas da ansiedade são frequentes e limitam sua vida.
  • Se você evita situações importantes por medo do corpo.
  • Se há crises recorrentes, insônia persistente ou sofrimento intenso.
  • Se aparecem pensamentos de autoagressão ou sensação de desesperança.
Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza. Na minha experiência, é um sinal de lucidez: reconhecer que você não precisa atravessar isso sozinho.

🧯 Mitos e verdades sobre ansiedade

  • Mito: “ansiedade é falta de controle”. Verdade: é um sistema de alarme treinável.
  • Mito: “se eu ignorar, passa”. Verdade: evitar pode aliviar agora e piorar depois.
  • Mito: “quem tem ansiedade é fraco”. Verdade: ansiedade é comum e tratável.

✅ Checklist rápido: o seu padrão se parece com ansiedade?

Use como orientação, não como diagnóstico. Responda mentalmente: nos últimos tempos, eu tenho vivido com preocupação excessiva? Meu corpo acelera sem motivo claro? Eu evito situações com medo de ter sintomas? Minha atenção está sempre no futuro? Se a resposta é “sim” com frequência, vale procurar uma avaliação com psicólogo(a).

🌱 Fechamento: ansiedade tem tratamento

Se eu pudesse resumir o que mais se repete na prática, eu diria assim: ansiedade cresce com evitação, e diminui com presença e ação possível. Presença para notar o corpo sem entrar em pânico com ele. Ação possível para fazer, em passos pequenos, o que é importante mesmo com medo. E, quando necessário, construir uma rede de cuidado com psicoterapia e, em alguns casos, avaliação psiquiátrica para medicação. Não é sobre eliminar toda ansiedade; é sobre aprender a viver com ela em um volume que não roube sua vida. Se você se reconheceu aqui, a mensagem central é: existe caminho. E ele costuma começar com duas coisas simples e difíceis ao mesmo tempo: gentileza com você e ação consistente, com apoio.

📚 Referências e leituras confiáveis

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Mais informação sobre Sintomas Ansiedade

Os sintomas físicos mais comuns incluem coração acelerado, aperto no peito, falta de ar, tremores, tensão muscular, suor, tontura e desconforto gastrointestinal. Podem variar e aparecer em conjunto.
Ambos podem ter pico de sintomas físicos e medo intenso. No pânico, a crise costuma ser mais súbita e intensa, com sensação de morte ou perda de controle. Em qualquer caso, avaliação profissional ajuda a diferenciar e tratar.
Pode. Hiperventilação e ativação do sistema de alerta podem dar falta de ar, aperto e palpitações. Se for a primeira vez, for intenso ou houver fatores de risco, procure avaliação médica para descartar causas cardíacas.
Quando os sintomas são frequentes, duram semanas/meses, atrapalham sono, trabalho, estudos ou relações, ou geram evitação. Psiquiatra é importante quando há sintomas graves, comorbidades ou necessidade de discutir medicação.
Ajuda quando a ansiedade afeta atenção, memória e desempenho, ou quando há dúvida com TDAH, depressão ou outras condições. A avaliação descreve funcionamento cognitivo e orienta intervenções, não substitui psicoterapia.

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