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Grupo de Apoio Online

Olá, querido/a, eu sou a Thais Barbi, psicóloga profissional faz mais de 15 anos e gostaria de te apresentar os meus Grupos de Apoio Onlineespaços seguros e acolhedores, para falar do que pesa — com respeito, sigilo, sem julgamentos e com técnicas baseadas na evidência científica. Como eles ajudam?

Instituições e empresas que confiam na Thais Barbi

Empresas e instituicoes que confiam na neuropsicologa Thais Barbi

O que é e como funcionam os Grupos de Apoio Online

Normalmente, um grupo de apoio online é conduzido por voluntários ou por pessoas com vivência e uma escuta acolhedora. No meu caso, além desse cuidado humano, você conta com um acompanhamento fundamentado na Psicologia, com 15 anos de experiência no atendimento clínico e no SUS, apoiado em abordagens validadas cientificamente, como Mindfulness, TCC, TDC, entre outras. E para que você se sinta ainda mais à vontade, ofereço diferentes modalidades de grupo — escolha livremente a que fizer mais sentido para você.

Foto da Thais diretora do Grupo de Apoio de Autistas Adultos
D Desenho de um contrato de um grupo de apoio ao luto

Inscrição + alinhamento

Você entra na lista de espera e recebe as orientações do grupo (regras, formato e próximos passos).

Desenho de uma videoligacao no grupo de apoio para o luto

Encontros semanais guiados

Encontros em grupo com condução profissional e foco em estratégias aplicáveis: rotina e sobrecarga, comunicação, emoções, limites, relações e autocuidado.

Desenho das tarefas do grupo de apoio para luto

Plano de ação + apoio

Você sai com um plano simples para a semana e com apoio de comunidade para manter consistência (sem pressão para se expor além do que é confortável).

⚠️ Nota importante:

A maioria dos nossos grupos não são separados por transtornos. Acreditamos na inclusão de pessoas com diferentes características, com aceitação, respeito e acolhimento — para que todos possam se preparar para a vida real em sociedade.

Benefícios do Grupo de Apoio Online

Para quem quer acolhimento, pertencimento e direção

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Desenho-das-tarefas-de-casa-no-grupo-de-apoio-online

Mais alívio no dia a dia

Quando você é acolhido(a) e consegue colocar pra fora com segurança, a mente desacelera. Você sai se sentindo mais leve e com mais clareza para lidar com ansiedade, desânimo e sobrecarga.

desenho de duas pessoas se conhecendo no grupo de terapia

Pertencimento (sem exposição)

Você percebe que não é “só você”. Ouvir pessoas com histórias parecidas reduz o isolamento e traz apoio entre pares. Aqui você pode falar ou só escutar, no seu tempo.

Desenho de umas instruções práticas psicológicas para o dia a dia

Estratégias simples e aplicáveis

Além da partilha, você leva passos pequenos e possíveis para a vida real: rotina, autocobrança, limites, relações e regulação emocional — com orientação profissional e linguagem clara.

Confira quem me da carinho
Nos depoimentos do meu trabalho

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Thais-Barbi-condutora-dos-grupos-de-apoio-online

Valor da Terapia Grupal Online

O que você Paga e o que você Recebe

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PARA QUEM É (E PARA QUEM NÃO É)

✅ É para você se…

  • quer aprender estratégias práticas para o dia a dia

  • busca um espaço acolhedor e sem julgamento

  • quer evoluir no seu ritmo 

❌ Talvez não seja para você se…

  • precisa de atendimento individual imediato/crise aguda

  • procura “cura” ou soluções milagrosas

  • não pode manter uma frequência mínima

(Se você estiver em crise, priorize atendimento individual/urgência.)

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O QUE ESTÁ INCLUÍDO NA ASSINATURA

✅ Questionário VIP (97 perguntas) para entender melhor seus desafios e suas fortalezas

✅ Encontro em grupo (online) 1x/semana (1 hora e meia para grupos reduzidos ou 2 horas para grupos grandes)

✅ Temas guiados + exercícios práticos

✅ Plano de ação da semana (simples e aplicável)

✅ Materiais de apoio (infografias/resumos)

✅ Acompanhamento da lista de espera e comunicação por e-mail

✅ Participação ativa 

✅ Grupo de Whatsapp

🤏

POR QUE ESTE GRUPO É DIFERENTE

✅ CONDUÇÃO PROFISSIONAL E ESTRUTURA CLARA
Encontros guiados com temas e objetivos. Você sabe o que esperar (sem improviso, sem pressão).

✅ AMBIENTE SEGURO E RESPEITOSO
Regras de convivência e confidencialidade para reduzir ansiedade social e aumentar conforto.

✅ GRUPO PRIVADO NO WHATSAPP (COM MODERAÇÃO)
Um espaço para avisos, materiais e apoio entre encontros — com regras claras.

✅ ADAPTADO PARA TODO TIPO DE ADDULTOS(NO SEU RITMO)
Nada de exposição forçada.

✅ FOCO EM ESTRATÉGIAS PRÁTICAS
Menos teoria solta, mais ferramentas aplicáveis: rotina, sobrecarga, comunicação, limites e autocuidado.

✅ ACOMPANHAMENTO COM MATERIAIS
Resumos e exercícios simples para você levar para a semana.

🚀

O QUE VOCÊ VAI GANHAR NA PRÁTICA

✅ MENOS SOBRECARGA NO DIA A DIA
Você aprende a reconhecer gatilhos e criar ajustes realistas na rotina.

✅ MAIS CLAREZA E AUTOCONHECIMENTO
Entender padrões, necessidades e limites sem culpa.

✅ MELHOR AUTO-CONTROLE EMOCIONAL
Estratégias para lidar com ansiedade, frustração e cansaço.

✅ RELACIONAMENTOS MAIS SAUDÁVEIS
Comunicação mais direta, limites mais claros e menos conflitos.

✅ PERTENCIMENTO (SEM SE SENTIR “ESTRANHO”)
Contato com pessoas parecidas com você — e a sensação de não estar sozinho(a).

✅ SUPORTE ENTRE ENCONTROS (SEM FICAR SOZINHO[A])
No WhatsApp, você troca experiências, recebe lembretes e mantém constância com o grupo.

 

 

ASSINATURA ATIVA

R$ 350/mês Equivale à R$ 43,75/hora
  • ✅ 1 Sessão semanal
  • ✅ Max. 20 pessoas ativas
  • ✅ 120 Minutos (conforme tamanho do grupo)
  • ✅ Tarefinhas de Casa + Recursos cada semana (na área interna)
  • ✅ Grupo de Whatsapp para trocar ajuda e experiências
  • ✅ Atendimento prioritário por Whatsapp
  • ✅ 1 Terapia por mês personalizada em você dentro do grupo
  • ✅ Questionário VIP de 97 Perguntas

ASSINATURA OUVINTE

R$ 175/mês Equivale à R$ 21,88/hora
  • ✅ 1 Sessão semanal
  • ✅ Max. 50 pessoas ativas
  • ✅ 120 Minutos (conforme tamanho do grupo)
  • ✅Tarefinhas de casa + Recursos cada semana (na área interna
  • ❌ Grupo de Whatsapp para trocar ajuda e experiências
  • ❌ Atendimento prioritário por Whatsapp
  • ❌ Terapia por mês personalizada em você dentro do grupo
  • ❌ Questionário VIP de 97 Perguntas​

Bem-vind@ ao seu grupo Acolhedor Assertivo Confidencial Seguro

A Terapia em Grupo de Terapia Online quer que você aprenda, se descubra, se foque na sua qualidade de vida, faça amizades e muito mais!

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Acessando ao Grupo de Terapia Online você...

Perguntas sobre o grupo de Apoio online?

Você pode encontrar grupos de apoio de forma prática assim:

  1. Pelo SUS

    • Procure o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) da sua cidade/município. Eles têm grupos terapêuticos para ansiedade, depressão, luto, vício, etc.

    • Pergunte na UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima sobre grupos no SUS.

  2. Clínicas-escola e universidades

    • Faculdades de Psicologia costumam ter grupos gratuitos ou de baixo custo (psicoeducativos e terapêuticos).

    • Entre em contato com cursos de Psicologia da sua região.

  3. Organizações e ONGs

    • Busque organizações que trabalham com saúde mental (ansiedade, depressão, vícios, luto).

    • Muitas oferecem grupos presenciais ou online.

  4. Grupos online moderados

    • Há grupos no WhatsApp, Telegram e Facebook focados em ansiedade, depressão e luto.

    • Prefira os que têm moderação profissional ou são vinculados a clínicas/terapeutas.

  5. Profissional de saúde que você já atende

    • Psicólogos e psiquiatras costumam indicar grupos de apoio compatíveis com sua necessidade.

Para participar de um grupo de apoio, siga estes passos simples:

  1. Escolha o tipo de grupo
    Defina o tema que você precisa (ansiedade, depressão, luto, vício, familiares, etc.).

  2. Encontre o grupo

    • CAPS ou UBS da sua cidade

    • Clínicas-escola de universidades

    • ONGs e projetos comunitários

    • Grupos online moderados

  3. Faça o primeiro contato
    Geralmente por telefone, WhatsApp, e-mail ou formulário. Pergunte sobre horário, formato (presencial/online) e se há lista de espera.

  4. Verifique as regras
    Confidencialidade, frequência, participação voluntária, respeito mútuo.

  5. Compareça ao primeiro encontro
    Você não é obrigado(a) a falar. Pode apenas ouvir até se sentir confortável.

  6. Avalie se faz sentido para você
    Observe se o grupo é acolhedor, respeitoso e útil. Se não for, é válido procurar outro.

Participar de grupo de apoio não exige “estar pronto(a)”; exige apenas disposição para não passar por isso sozinho(a). Se quiser, diga sua cidade/tema, que te indico o caminho mais direto.

A dificuldade de socializar pode ter múltiplas causas, que costumam se combinar. As mais comuns são:

  • Ansiedade social: medo intenso de julgamento, rejeição ou constrangimento.

  • Depressão: desânimo, baixa energia, sensação de não pertencer.

  • Experiências passadas negativas: bullying, rejeição, críticas constantes, traumas.

  • Baixa autoestima: autocrítica excessiva e medo de “não ser suficiente”.

  • Déficits de habilidades sociais: pouca prática, dificuldade em iniciar/manter conversas.

  • Transtornos do neurodesenvolvimento (como TEA): diferenças na comunicação social.

  • Timidez extrema ou inibição: traço de temperamento que pode virar limitação.

  • Isolamento prolongado: quanto menos contato, mais difícil retomar.

  • Uso excessivo de telas/redes: menos prática presencial.

  • Estresse, cansaço ou privação de sono: reduzem tolerância social.

Em geral, não é falta de vontade, mas uma combinação de fatores emocionais, experiências e habilidades. Identificar a causa principal ajuda a escolher o melhor caminho (por exemplo, terapia focada em ansiedade social ou treino de habilidades sociais).

  1. Para encontrar uma rede de apoio, pense em fontes diferentes e avance passo a passo:

    1. Profissionais de saúde
      Psicólogo, CAPS ou UBS podem indicar grupos e serviços adequados ao seu caso.

    2. Grupos de apoio
      Presenciais ou online (ansiedade, depressão, luto, vício). O vínculo surge com a frequência.

    3. Pessoas de confiança
      Um amigo, familiar ou colega disposto a ouvir já conta como apoio. Não precisa ser muita gente.

    4. Ambientes com interesse comum
      Cursos, atividades físicas, voluntariado, comunidades religiosas ou culturais facilitam conexão.

    5. Comunidades online moderadas
      Podem ajudar no início, mas prefira as com regras claras e moderação.

    6. Manutenção da rede
      Combine contatos regulares, peça ajuda de forma específica e retribua quando puder.

    Rede de apoio não aparece pronta: ela se constrói aos poucos. Se quiser, diga seu contexto (saúde mental, luto, mudança de cidade) que eu indico o melhor ponto de partida.

Mais informações sobre o Grupo de apoio online

Se tem uma coisa que eu aprendi na prática, é que grupo de apoio emocional online muda vida — e não é frase bonita, é chão mesmo. Quando eu fui contratada como psicóloga para trabalhar no Núcleo de Apoio à Saúde da Família, um programa criado pelo Ministério da Saúde para apoiar as equipes das unidades básicas (médico da família, enfermeira, odonto, técnico, agente comunitário de saúde…), eu entrei numa equipe multiprofissional, multidisciplinar, com psiquiatra, fisioterapeuta, nutricionista, educadora física, médico veterinário… e uma das propostas era bem clara: fazer trabalho em grupo e matriciamento.

Naquele momento, eu entendi rápido que a dor na comunidade não vinha em “fila organizada”. Vinha como sofrimento acumulado, ansiedade, luto, tristeza, solidão, crise, e uma demanda tão grande que, dependendo da realidade do território, se torna muito difícil de dar conta desse sofrimento só no modelo individualizado. E aí o grupo aparece não como “plano B”, mas como uma estratégia potente de cuidado 🤝.

Mas eu já adianto: foi desafiador, por exemplo com o grupo de apoio para bipolares, pois é um transtorno muito complexo clínicamente e as pessoas têm muito preconceito e acham que o psicólogo vai fazer aquele atendimento individualizado, psicoterapia a longo prazo. E, olha… tem coisas que realmente são importantes na psicoterapia individual. Só que o grupo tem outra proposta: ele cria encontro, espelho, pertencimento e coragem.

Acolhimento online

Acolhimento online é quando você encontra um espaço (com profissional, instituição ou rede) para ser escutado com respeito, sem julgamento, com orientação e suporte emocional 💬. Em muitos casos, ele é a porta de entrada: a pessoa chega fragilizada, confusa, com vergonha, e precisa primeiro de um lugar seguro para respirar e organizar o que está vivendo.

Eu gosto de explicar assim:

  • Acolhimento online: foco em escuta, orientação e suporte imediato (pode ser individual ou em grupo).
  • Grupo de apoio online: encontro recorrente (ou contínuo) para troca de experiências, construção de rede e estratégias de enfrentamento.
  • Terapia em grupo online: intervenção clínica estruturada, com objetivos terapêuticos e condução profissional (quando é o caso).
  • Grupos de pares: apoio entre pessoas com vivências semelhantes (com ou sem facilitador profissional), com regras e moderação.

⚠️ Importante: acolhimento e grupo de apoio não substituem atendimento de urgência. Se você está em risco, procure emergência da sua região. E, no Brasil, existe apoio emocional gratuito 24h pelo telefone 188 e também por chat/e-mail (CVV).

O que um grupo oferece que o individual não oferece (e vice-versa) 🧠

Tem uma frase que eu ouvi e nunca mais esqueci: “no grupo, eu não sou só eu”. No individual, a gente aprofunda história, crenças, traumas, padrões, e cria um plano de cuidado altamente personalizado. No grupo, além disso, surge algo diferente: você se vê no outro e o outro se vê em você.

Na prática, eu via isso acontecer quando alguém dizia: “poxa, eu não sou sozinha”. E olha como isso é forte: “eu tenho uma família, mas eu me sinto tão sozinha na minha família”. E aí, dentro do grupo, com “pessoas estranhas”, essa pessoa se sentia acolhida, auxiliada, e ainda sentia que estava ajudando as outras pessoas. Esse tipo de fala aparecia muito.

E eu não romantizo: grupo não é mágico. Grupo exige estrutura, regras e manejo. Mas quando encaixa, ele vira uma rede viva.

Para quem um grupo de apoio online funciona muito bem ✅

Eu sempre observo perfil, momento de vida e objetivo. Tem gente que “floresce” em grupo. E tem gente que precisa primeiro de um espaço individual para depois se abrir.

  • Ansiedade (principalmente quando a pessoa precisa de rotina, validação e prática de estratégias). Se esse é o seu caso, pode ajudar conhecer um Grupo de Apoio para Ansiedade.
  • Ansiedade social: treinamento de habilidades sociais, exposição gradual e enfrentamento do medo com apoio.
  • Luto: compartilhar a dor com quem entende (e não com quem tenta “consertar”).
  • Depressão: construir rede, combater isolamento, recuperar pequenas ações — e, em alguns casos, um espaço específico como o Grupo de Apoio – Depressão ou um Grupo de Apoio para Jogadores Online podem ser um complemento importante.
  • Familiares/cuidadores: aprender limites, comunicação e suporte sem se anular.

Eu costumo dizer: no transtorno de ansiedade social, por exemplo, nada melhor do que você realmente estar ali no grupo e trabalhar isso junto com os pacientes, já que ele precisa enfrentar esse medo, essa dificuldade. O grupo vira “laboratório de vida” — com cuidado, ética e segurança.

Quando eu fico mais cautelosa (e às vezes indico outra rota) ⚠️

Tem situações em que eu avalio com muito critério antes de indicar grupo, principalmente se não houver triagem ou condução qualificada. Por exemplo: crises agudas intensas, risco de autoagressão, psicose descompensada, violência em curso, dependência química em fase muito instável, ou quando a pessoa está num nível de vulnerabilidade que torna o ambiente grupal um gatilho forte.

Nesses casos, acolhimento individual, serviços de saúde, CAPS/atenção especializada e rede de proteção podem ser mais adequados — e o grupo entra depois, como sustentação.

O segredo que quase ninguém fala: grupo dá certo quando existe “contrato” 🔒

Eu tive um grande desafio no começo porque a equipe e a chefia não acreditavam que daria certo levar trabalho de grupo para a comunidade. Diziam que outras psicólogas não tinham tido bom resultado, que as pessoas tinham vergonha, medo de se expor, porque o vizinho poderia estar ali, algum familiar, ou alguém da equipe de saúde. E eu entendo: isso acontece.

Mas eu sempre repito: isso é um trabalho de formiguinha. E a primeira parte desse trabalho é construir regras simples, repetidas e combinadas. Eu gosto de abrir grupos (online ou presencial) reforçando:

  • Sigilo: o que é dito no grupo, fica no grupo.
  • Ética não é só do profissional: no grupo, também se faz importante vir dos participantes.
  • Respeito: sem humilhação, sem ataques, sem “diagnosticar” o outro.
  • Liberdade: ninguém é obrigado a falar; pode participar só ouvindo.
  • Direito ao próprio ritmo: cada um tem seu tempo.

Online, eu adiciono regras práticas:

  • Entrar em local reservado (se possível), com fone de ouvido 🎧.
  • Nome e câmera: combinados claros (dependendo do objetivo do grupo).
  • Não gravar, não tirar print.
  • Chat: combinado de uso (perguntas, acolhimento, sem flood).

O erro que eu cometi (e que me ensinou muito): “separar por diagnóstico”

Eu trabalho com terapia cognitivo-comportamental, então no início eu tentava separar os encaminhamentos por transtornos. Eu tinha cinquenta encaminhamentos do médico para pacientes com sintomas de transtorno depressivo, aí eu separava outro bolinho de luto, outro de ansiedade, criança, adolescente, idosos… e eu chamava, entrava em contato, me apresentava e dizia que eu estava organizando um grupo.

E aí vinha o balde de realidade: dos cinquenta, apareciam três, dois. O de luto deu um pouco mais certo, mas também acabava em pouco tempo. Não tinha adesão.

Hoje eu entendo: na ponta, a pessoa não está pensando “eu sou do grupo do CID X”. Ela está pensando: “vou me expor?”, “vão me julgar?”, “isso vai me ajudar?”, “eu pertenço?”. Então, além de tema, eu comecei a cuidar de coisas que parecem pequenas, mas são decisivas: convite feito por alguém de confiança, linguagem simples, sensação de acolhimento e uma dinâmica que faça sentido para aquela comunidade.

O que virou o jogo pra mim: terapia comunitária integrativa + psicoeducação ✨

Teve um momento em que eu pensei: “poxa, se o Ministério da Saúde diz que dá certo fazer esse trabalho, por que eu não vou conseguir?”. Aí eu fui pesquisando e descobri a terapia comunitária integrativa.

E eu percebi outra coisa: para trabalhar cognitivo-comportamental, alguns pacientes não se conectavam — e isso é importante. Às vezes a pessoa não se adequa à abordagem naquele momento, naquele contexto. Então eu fui adaptando: misturei um pouco da terapia comunitária com um pouco da TCC. Eu tinha o conhecimento de psicóloga da TCC, mas eu tentava fazer essa mescla: toda vez que eu falasse algo, eu poderia trazer a psicoeducação, um pouco de conhecimento para o grupo, sem “dar aula”, mas oferecendo ferramentas.

Foi aí que começou a dar muito certo. Eram 21 equipes de saúde da família. Eu ia em cada unidade, fazia reunião com a equipe, levava o que era a terapia comunitária, como estava sendo feita no Brasil, e pedia apoio para divulgar. E isso muda tudo: quando a enfermeira, o médico, o agente comunitário convida, toca mais no coração. Elas confiam mais.

O grupo começou pequenininho… e de repente foi ficando enorme. Eu me lembro de até umas 50 pessoas. E a chefia, que não acreditava, começou a ver: “o pessoal está aderindo, está motivado”.

Por que o online pode ajudar (mesmo quem tem vergonha de se expor) 💻

Tem gente que não vai no presencial porque tem medo do vizinho, do familiar, de “aparecer”. No online, apesar de ainda existir receio, surgem facilidades:

  • Acesso: você participa de onde estiver.
  • Menos barreiras: deslocamento, custo, tempo.
  • Controle de exposição: às vezes a pessoa começa ouvindo, com câmera fechada, até ganhar segurança (se o grupo permitir).
  • Continuidade: manter encontros regulares aumenta adesão.

Mas eu também sou realista: online exige moderação, regras e manejo de crises. Por isso, eu sempre olho se existe facilitador preparado e se o grupo tem combinados bem definidos.

Como eu sei se um grupo de apoio online é confiável ✅

Se você está procurando um grupo, aqui vai meu checklist (simples e direto):

  • Quem facilita? É profissional? É instituição? É grupo de pares com moderação?
  • Existe regra de sigilo? Foi explicada no início?
  • Tem termo/consentimento? Nem sempre formal, mas pelo menos um contrato claro.
  • Como lidam com gatilhos? Existe cuidado com relatos muito gráficos e exposição desnecessária?
  • O clima é de respeito? Ou tem julgamento, “conselho agressivo”, humilhação?
  • Existe encaminhamento? Se alguém piora, o grupo sabe orientar para rede de saúde?

⚠️ Sinal de alerta: promessas milagrosas (“cura em 7 dias”), exposição forçada, ausência total de regras, incentivo a romper tratamento, ou um ambiente em que você sai pior do que entrou.

Como participar de um grupo e aproveitar de verdade (mesmo sendo tímida) 🌱

  • Comece pequeno: se puder, escolha grupos menores ou com triagem.
  • Vá no seu ritmo: ouvir também é participar.
  • Leve 1 objetivo: “quero aprender a lidar com crises de ansiedade”, “quero construir rede”.
  • Teste por 3 encontros: muitas pessoas precisam de tempo para se sentir pertencendo.
  • Registre aprendizados: uma frase, uma estratégia, um passo da semana.

E se você gosta de algo mais dinâmico, eu amo uma proposta que funcionou muito comigo: o “sarau do grupo”. A gente podia levar algo que ajudou durante a semana — uma música, um texto, uma oração (quando fazia sentido para a pessoa), uma lembrança, um hábito. E aí aconteciam cenas lindas.

Eu nunca esqueço de uma senhora que, naquela semana, lembrou que a mãe tinha falecido. Ela compartilhou a dor, mas também trouxe uma memória afetiva: a mãe fazia uma receita de um bolo muito gostoso, então ela fez o bolo com a receita da mãe e levou para o grupo. E ali, a gente participava do momento de tristeza e angústia, mas também de carinho, de vínculo e de vida.

“Eu me senti ajudando as outras pessoas”: o efeito mais poderoso do grupo 🤝

Tem um ponto que eu acho subestimado: não é só receber ajuda. É poder ser útil. Em muitos grupos, quando alguém percebe que sua história vira recurso para o outro, algo muda por dentro: a dor ganha sentido, a pessoa se sente pertencente, capaz.

Eu vi vínculos sendo formados, amizades sendo construídas. Até hoje encontro alguns pacientes (ou eles me mandam mensagem) e dizem que sentem saudade. Tem pessoa que me encontra e chora, dizendo que foi tão boa aquela época, que estava precisando muito de ajuda, que se conectou, se sentiu acolhida… e isso me emocionava.

Eu me apaixonei pela terapia comunitária (e pela potência do grupo), porque eu vi que fez diferença na vida das pessoas. E, pra mim, como psicóloga, é isso que eu mais desejo. Não importa a abordagem — claro que eu tenho a minha, mas eu pude misturar um pouquinho e construir algo que funcionou naquele território.

Se você é profissional e quer criar um grupo de apoio online: passo a passo 🧩

Eu vou te passar um roteiro prático, baseado no que eu aprendi “no fogo” (inclusive quando nada aderiu) e no que fez o grupo crescer.

  1. Defina o tipo de grupo: apoio, psicoeducação, terapia em grupo, comunidade/roda, pares.
  2. Escolha um tema que una: “ansiedade e autocuidado”, “luto e reconstrução”, “vínculos e solidão”.
  3. Faça uma triagem leve (se possível): expectativas, riscos, disponibilidade, combinado de câmera/áudio.
  4. Crie contrato claro: sigilo, respeito, tempo de fala, gatilhos, não gravação.
  5. Estruture encontros (simples): abertura, check-in, tema/dinâmica, fechamento, encaminhamentos.
  6. Facilite, não “domine”: o grupo é dos participantes; você organiza o campo.
  7. Tenha plano de crise: contatos de emergência, encaminhamento para rede, orientação de busca de ajuda.
  8. Cuide da adesão: convite por pessoas de confiança, linguagem acessível, continuidade.

Eu vi que quando a equipe de saúde (médico, enfermeira, agente comunitário) entrava junto no convite, isso aumentava muito a presença. De novo: trabalho de formiguinha. E funciona.

Perguntas frequentes (FAQ) 🙋‍♀️

“Tenho vergonha de falar, então grupo não é pra mim?”
Não necessariamente. Muita gente começa só ouvindo. O importante é você sentir que o ambiente é respeitoso e que ninguém força exposição.

“Grupo online é menos eficaz que presencial?”
Depende do objetivo, da condução e do seu momento. Para algumas pessoas, o online aumenta acesso e continuidade, o que já é meio caminho para melhorar.

“O que eu faço se eu sair pior do encontro?”
Pare, observe, converse com o facilitador (se houver) e reavalie. Grupo bom acolhe e organiza; não deve virar um lugar de violência emocional ou gatilho sem manejo.

“Grupo substitui terapia?”
Às vezes complementa; às vezes é o melhor formato naquele momento; e às vezes a terapia individual é necessária. Eu vejo como ferramentas diferentes para necessidades diferentes.

Referências científicas e diretrizes (para aprofundar) 📚