Grupo de Apoio ao Luto

Olá, querido(a). Eu sou a Thais Barbi, psicóloga há mais de 15 anos. Se você perdeu alguém importante e tem vivido esse vazio — saudade, culpa, raiva, insônia ou vontade de se isolar — este grupo é para você. Eu também conheço o luto por dentro: perdi meu irmão quando eu era pequena e o luto marcou minha vida ao cuidar da minha mãe, que ficou sozinha. Aqui você será acolhido(a), sem julgamentos e sem pressa.

Instituições e empresas que confiam na Thais Barbi

O que é e como funcionam os Grupos de Apoio Online

Na internet, muitos grupos de apoio são conduzidos por voluntários e isso pode ajudar. Mas, quando falamos de luto, faz diferença ter um espaço profissional, com acolhimento e técnica ao mesmo tempo.

O luto não tem prazo e pode pesar: culpa, raiva, saudade intensa, vazio e vontade de se isolar. Aqui, você encontra um lugar seguro para falar disso sem julgamentos. 

Thais Barbi, Responsável pelo grupo de apoio ao luto
D Desenho de um contrato de um grupo de apoio ao luto

Inscrição + alinhamento

Você entra na lista de espera e recebe as orientações do grupo (regras, formato e próximos passos).

Desenho de uma videoligacao no grupo de apoio para o luto

Encontros semanais guiados

Encontros em grupo com condução profissional e foco em estratégias aplicáveis: rotina e sobrecarga, comunicação, emoções, limites, relações e autocuidado.

Desenho das tarefas do grupo de apoio para luto

Plano de ação + apoio

Você sai com um plano simples para a semana e com apoio de comunidade para manter consistência (sem pressão para se expor além do que é confortável).

⚠️ Nota importante:

Nossos grupos não são separados por transtornos. Acreditamos na inclusão de pessoas com diferentes características, com aceitação, respeito e acolhimento — para que todos possam se preparar para a vida real em sociedade.

Benefícios do Grupo de Apoio ao Luto (ou qualquer outra condição)

Para quem quer realmente mudar o sentir

Foto da Thais, facilitadora de grupo de apoio ao luto online
Desenho das tarefas de casa no g rupo de apoio ao luto

Quando o luto “trava” tudo

Nos primeiros dias (e às vezes por meses), o luto pode deixar o corpo no “modo sobrevivência”: cansaço, falta de foco, aperto no peito, insônia ou sensação de estar no automático. No grupo, você encontra acolhimento e um jeito possível de atravessar isso sem se cobrar “força” o tempo todo.

Culpa, “e se…” e autocrítica

Muita gente fica presa no “eu devia ter feito mais”, revendo cenas e tentando achar uma resposta. A culpa e a autocrítica viram um peso extra em cima da saudade. Aqui, você aprende a nomear esses padrões e a se acolher — com apoio de pessoas que entendem de verdade.

Isolamento, gatilhos e dias difíceis

O luto costuma afastar: vontade de se isolar, evitar lugares e pessoas, e ser “pegado(a) de surpresa” por gatilhos (datas, músicas, cheiros). No grupo, você encontra pertencimento e estratégias práticas para lidar com esses momentos — no seu tempo.

Confira quem me da carinho
Nos depoimentos do meu trabalho

Thais Barbi - Responsável dos grupos de apoio para pessoas com transtorno depressivo

Valor da Terapia Grupal Online

O que você Paga e o que você Recebe

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PARA QUEM É (E PARA QUEM NÃO É)

✅ É para você se…

  • quer aprender estratégias práticas para o dia a dia

  • busca um espaço acolhedor e sem julgamento

  • quer evoluir no seu ritmo 

❌ Talvez não seja para você se…

  • precisa de atendimento individual imediato/crise aguda

  • procura “cura” ou soluções milagrosas

  • não pode manter uma frequência mínima

(Se você estiver em crise, priorize atendimento individual/urgência.)

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O QUE ESTÁ INCLUÍDO NA ASSINATURA

✅ Questionário VIP (97 perguntas) para entender melhor seus desafios e suas fortalezas

✅ Encontro em grupo (online) 1x/semana (1 hora e meia para grupos reduzidos ou 2 horas para grupos grandes)

✅ Temas guiados + exercícios práticos

✅ Plano de ação da semana (simples e aplicável)

✅ Materiais de apoio (infografias/resumos)

✅ Acompanhamento da lista de espera e comunicação por e-mail

✅ Participação ativa 

✅ Grupo de Whatsapp

🤏

POR QUE ESTE GRUPO É DIFERENTE

✅ CONDUÇÃO PROFISSIONAL E ESTRUTURA CLARA
Encontros guiados com temas e objetivos. Você sabe o que esperar (sem improviso, sem pressão).

✅ AMBIENTE SEGURO E RESPEITOSO
Regras de convivência e confidencialidade para reduzir ansiedade social e aumentar conforto.

✅ GRUPO PRIVADO NO WHATSAPP (COM MODERAÇÃO)
Um espaço para avisos, materiais e apoio entre encontros — com regras claras.

✅ ADAPTADO PARA TODO TIPO DE ADDULTOS(NO SEU RITMO)
Nada de exposição forçada.

✅ FOCO EM ESTRATÉGIAS PRÁTICAS
Menos teoria solta, mais ferramentas aplicáveis: rotina, sobrecarga, comunicação, limites e autocuidado.

✅ ACOMPANHAMENTO COM MATERIAIS
Resumos e exercícios simples para você levar para a semana.

🚀

O QUE VOCÊ VAI GANHAR NA PRÁTICA

✅ MENOS SOBRECARGA NO DIA A DIA
Você aprende a reconhecer gatilhos e criar ajustes realistas na rotina.

✅ MAIS CLAREZA E AUTOCONHECIMENTO
Entender padrões, necessidades e limites sem culpa.

✅ MELHOR AUTO-CONTROLE EMOCIONAL
Estratégias para lidar com ansiedade, frustração e cansaço.

✅ RELACIONAMENTOS MAIS SAUDÁVEIS
Comunicação mais direta, limites mais claros e menos conflitos.

✅ PERTENCIMENTO (SEM SE SENTIR “ESTRANHO”)
Contato com pessoas parecidas com você — e a sensação de não estar sozinho(a).

✅ SUPORTE ENTRE ENCONTROS (SEM FICAR SOZINHO[A])
No WhatsApp, você troca experiências, recebe lembretes e mantém constância com o grupo.

 

 

ASSINATURA ATIVA

R$ 350/mês Equivale à R$ 43,75/hora
  • ✅ 1 Sessão semanal
  • ✅ Max. 20 pessoas ativas
  • ✅ 120 Minutos (conforme tamanho do grupo)
  • ✅ Tarefinhas de Casa + Recursos cada semana (na área interna)
  • ✅ Grupo de Whatsapp para trocar ajuda e experiências
  • ✅ Atendimento prioritário por Whatsapp
  • ✅ 1 Terapia por mês personalizada em você dentro do grupo
  • ✅ Questionário VIP de 97 Perguntas

ASSINATURA OUVINTE

R$ 175/mês Equivale à R$ 21,88/hora
  • ✅ 1 Sessão semanal
  • ✅ Max. 50 pessoas ativas
  • ✅ 120 Minutos (conforme tamanho do grupo)
  • ✅Tarefinhas de casa + Recursos cada semana (na área interna
  • ❌ Grupo de Whatsapp para trocar ajuda e experiências
  • ❌ Atendimento prioritário por Whatsapp
  • ❌ Terapia por mês personalizada em você dentro do grupo
  • ❌ Questionário VIP de 97 Perguntas​

Bem-vind@ ao seu grupo Acolhedor Assertivo Confidencial Seguro

A Terapia em Grupo de Terapia Online quer que você aprenda, se descubra, se foque na sua qualidade de vida, faça amizades e muito mais!

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Acessando ao Grupo de Terapia Online você...

Perguntas sobre o grupo de Apoio ao Luto?

A terapia mais usada e eficaz para luto é a Psicoterapia do Luto, geralmente com estas abordagens:

  • TCC – Terapia Cognitivo-Comportamental
    Ajuda a lidar com pensamentos dolorosos, culpa e ruminação, e a retomar a rotina.

  • Terapia Focada no Luto Complicado
    Indicada quando o luto fica intenso e prolongado, com grande prejuízo funcional.

  • Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT – em português ACT, Terapia de Aceitação e Compromisso)
    Trabalha aceitação da dor e reconstrução de sentido de vida.

  • Abordagem psicodinâmica / humanista
    Explora o vínculo, a perda e as emoções profundas associadas.

Não existe uma única “terapia certa”: a escolha depende da intensidade, do tempo de luto e do impacto na vida da pessoa. Em casos leves, apoio psicológico breve pode bastar; em luto complicado, é importante terapia especializada.

Para apoiar alguém que está de luto, foque em presença, escuta e respeito ao tempo da pessoa:

  • Esteja presente de forma simples: às vezes, só estar junto já ajuda.

  • Escute mais do que fale: deixe a pessoa falar (ou ficar em silêncio) sem tentar “consertar”.

  • Valide a dor: frases como “sinto muito” e “imagino o quanto isso dói” ajudam. Evite minimizar.

  • Respeite o ritmo do luto: cada pessoa vive o luto de um jeito e em um tempo próprio.

  • Ofereça ajuda prática: refeições, tarefas, companhia para consultas — coisas concretas aliviam.

  • Evite comparações e conselhos prontos: não diga “o tempo cura” ou “seja forte”.

  • Fique atento a sinais de alerta: isolamento extremo, desesperança intensa, ideias de morte — nesses casos, incentive ajuda profissional.

O mais importante é não abandonar depois dos primeiros dias; o luto costuma ficar mais pesado quando o apoio some.

Acolhimento no luto é a forma de oferecer presença, escuta e cuidado emocional a alguém que perdeu algo ou alguém importante, sem julgar, apressar ou tentar “resolver” a dor.

Na prática, significa:

  • Escutar com empatia, permitindo choro, silêncio e repetição da história.

  • Validar sentimentos (“faz sentido doer assim”), sem minimizar.

  • Respeitar o tempo e o jeito da pessoa, sem cobranças de melhora.

  • Oferecer apoio concreto, quando necessário (companhia, ajuda prática).

  • Criar um espaço seguro, onde a pessoa se sinta vista e amparada.

O objetivo não é tirar a dor, mas ajudar a pessoa a atravessá-la com menos solidão.

  1. Choque – sensação de anestesia emocional, irrealidade.

  2. Negação – dificuldade em aceitar a perda.

  3. Raiva – revolta, irritação, culpa dirigida a si, a outros ou à situação.

  4. Barganha – tentativas mentais de “se ao menos…” para mudar o ocorrido.

  5. Tristeza/Depressão – dor profunda, vazio, choro, retraimento.

  6. Aceitação – reconhecimento da perda como real e irreversível.

  7. Ressignificação – integração da perda à vida e retomada gradual do sentido.

Importante: não é linear. As pessoas podem ir e voltar entre estágios, pular alguns ou vivê-los em outra ordem.

Não existe “cura” rápida para a dor do luto. O que existe é atravessar a dor até que ela se transforme. Alguns passos ajudam nesse processo:

  • Permita sentir: tristeza, raiva, saudade e até alívio podem coexistir. Evitar sentir costuma prolongar o sofrimento.

  • Fale sobre a perda: contar a história, lembrar, chorar e nomear sentimentos ajuda o cérebro a integrar o ocorrido.

  • Mantenha cuidados básicos: sono, alimentação e rotina mínima reduzem a sobrecarga emocional.

  • Busque apoio: amigos, família, grupos de luto ou terapia oferecem acolhimento e diminuem a solidão.

  • Dê tempo ao tempo: o luto não é linear; haverá dias melhores e piores.

  • Ressignifique o vínculo: a dor não some, mas o vínculo pode mudar de forma (memórias, rituais, significado).

  • Procure ajuda profissional se a dor ficar intensa e persistente, com prejuízo importante na vida diária.

A dor do luto não desaparece, mas pode se tornar mais leve e integrada à vida, permitindo seguir em frente sem esquecer.

Quando se está de luto, algumas atitudes tendem a dificultar o processo e aumentar o sofrimento. Evite, principalmente:

  • Reprimir ou negar a dor (“tenho que ser forte”, “não posso chorar”).

  • Se apressar para “ficar bem” por pressão própria ou dos outros.

  • Isolar-se completamente por longos períodos, cortando todo apoio.

  • Tomar decisões importantes no auge da dor (mudanças radicais, rompimentos, grandes gastos).

  • Usar álcool ou drogas para anestesiar sentimentos.

  • Comparar seu luto com o de outras pessoas (“o meu deveria ser menor/maior”).

  • Culpar-se excessivamente pelo que não podia ser controlado.

  • Ignorar sinais de alerta, como desesperança intensa, vontade de morrer ou incapacidade prolongada de funcionar.

O luto precisa de tempo, expressão e apoio. Evitar sentir ou tentar “pular etapas” costuma prolongar a dor

Não existe uma “pior” fase universal do luto. Para muitas pessoas, a mais difícil costuma ser a fase da tristeza profunda (depressão do luto), porque:

  • a perda já é totalmente reconhecida (não há mais anestesia do choque);

  • surgem vazio, saudade intensa e sensação de ausência permanente;

  • o apoio externo costuma diminuir enquanto a dor continua.

Para outras pessoas, a raiva ou o choque inicial podem ser mais difíceis. Isso varia conforme a pessoa, o tipo de perda e a história de vida.

Importante: o luto não é linear. A fase “mais difícil” pode voltar em datas, lembranças ou mudanças importantes.

Mais informações sobre o Grupo de Apoio ao Luto Online

Eu vou direto ao ponto, com muito cuidado e muita humanidade: luto dói — e dói de um jeito que, muitas vezes, a gente não consegue explicar. 😔

E, ao mesmo tempo, existe uma verdade que eu repito com carinho para quem chega até mim: você não precisa atravessar isso sozinho(a). Um grupo de apoio psicológico ao luto pode ser o espaço que faltava para você respirar, nomear a dor e se reorganizar por dentro, sem julgamento.

Eu falo disso com convicção também por uma história que me atravessa desde cedo.
Eu tinha cinco anos. É… a minha mãe, ela tinha um filho mais velho, eu tinha cinco anos e o meu irmão tinha dezenove anos. E… ele sofreu um acidente de carro, ele era super saudável, né? E ele tava de carona e ele sofreu um acidente de carro e veio a falecer.

Esse tipo de perda muda a casa, muda o corpo, muda a forma como a gente enxerga a vida. E foi ali que eu comecei a entender (mesmo ainda criança) que o luto não é só “tristeza”: ele mexe com identidade, rotina, fé, memória, futuro.

grupo de apoio ao luto online

Quando a gente fala em grupo de apoio ao luto online, a primeira pergunta costuma ser: “funciona mesmo?” 💻

Funciona — especialmente quando o grupo é bem conduzido, tem regras claras de convivência e oferece acolhimento + escuta qualificada + segurança. E faz ainda mais diferença quando a pessoa está com a rede de apoio “esvaziada”, mora longe, tem dificuldade de deslocamento ou simplesmente não consegue (ainda) estar presencialmente. Se você está buscando um formato remoto para começar com mais conforto e constância, um Grupo de Apoio Online pode ser um primeiro passo possível.

Eu vejo isso na prática: tem gente que chega dizendo “não consigo falar disso com ninguém, porque todo mundo muda de assunto”. E aí, no online, pela primeira vez, encontra um espaço onde falar da perda não assusta e não incomoda.

Porque é real: a sociedade tem um tabu ainda muito grande em cima da morte.
As pessoas não querem falar. É… E… então, muitas vezes, quando alguém perde um ente querido, ouve coisas como: “vamos conversar sobre outra coisa”, “não olha as fotos”, “guarda os objetos”, “se distrai”.

Só que eu aprendi cedo (e a ciência também mostra) que evitar não cura. A gente pode até adiar… mas o luto cobra o caminho de volta.
E eu lembro exatamente da sensação de ver isso acontecer dentro de casa:
Eu participei do sofrimento dela, assim, né? De ver o quanto que ela sofreu… e também de perceber como o mundo julgava.

A minha mãe teve um luto patológico, na verdade. Ela… além do que é esperado socialmente, ela teve alguns comportamentos… que foram julgados, né? E ela começou a frequentar psicólogo, psiquiatra, e eu achava muito bonito… eu ficava na recepção esperando, eu achava muito bonito o trabalho de poderem ajudá-la.

E foi aí que nasceu um desejo muito claro em mim:
“Eu quero ser esse tipo de profissional aí, né, que quando a pessoa tá sofrendo dessa forma, a pessoa vai escutar e vai ajudar.” 🧠✨

O que é um grupo de apoio ao luto (de verdade)

Um grupo de apoio ao luto é um espaço de encontro (online ou presencial) para que pessoas enlutadas possam:

  • falar sobre quem morreu e sobre o que mudou depois disso;
  • ser escutadas sem conselhos rápidos, sem “positividade tóxica”, sem pressa;
  • entender que certas reações (insônia, culpa, raiva, confusão) podem aparecer;
  • aprender recursos para atravessar datas difíceis, gatilhos e mudanças na rotina;
  • construir, aos poucos, um caminho possível de continuidade.

Alguns grupos são psicoeducativos (explicam o processo do luto, normalizam reações e ensinam estratégias). Outros são mais focados em troca e acolhimento. E também existe o grupo terapêutico (conduzido por profissional), com técnicas e objetivos clínicos.

Grupo de apoio x terapia em grupo (parece igual, mas não é)

Eu gosto de explicar assim:

  • Grupo de apoio: foco em acolhimento, pertencimento, troca, validação emocional. Pode ser conduzido por profissional ou por pares (pessoas enlutadas com organização e regras).
  • Terapia em grupo: é psicoterapia. Tem enquadre clínico, sigilo formal, objetivos terapêuticos e manejo de sintomas com técnicas (ex.: TCC, terapia focal, intervenções baseadas em evidência).

Na prática, ambos podem ajudar — desde que sejam conduzidos com responsabilidade e com limites claros.

Por que o grupo costuma ser “mais rico” do que o individual

Eu vou usar aqui uma frase que eu digo muito, e que está no centro do que eu acredito:
“O trabalho em grupo, ele é mais rico do que o individual, porque no grupo são pessoas que também passaram pela perda e você compartilha e é acolhido.”

E tem um motivo humano por trás disso:
o ser humano ele é um ser social. A gente precisa desse olhar do outro e de ser olhado pelo outro, e escutar e ser escutado.

No grupo, algo poderoso acontece: você percebe que não está “quebrado(a)”. Você está enlutado(a). E isso muda tudo. 💛

O que eu considero um “bom” grupo de apoio ao luto

Se você está escolhendo um grupo (especialmente online), eu recomendo observar estes critérios:

  • Regras de sigilo e convivência (o que é dito no grupo não vira assunto fora dele).
  • Clareza sobre facilitação: quem conduz? qual formação? qual proposta?
  • Limites: o grupo não “invade” sua vida (ex.: mensagens insistentes, exposição pública, pressão para falar).
  • Acolhimento sem julgamento (sem comparações do tipo “meu luto é pior/melhor”).
  • Espaço para emoção (chorar, silenciar, repetir histórias — tudo isso pode fazer parte).
  • Orientação de encaminhamento quando necessário (ex.: crise intensa, risco, sintomas graves).

Uma observação importante, especialmente no Brasil: psicoterapia online é regulamentada e deve seguir diretrizes éticas; desde 31/08/2024, o Cadastro e-Psi deixou de ser exigido, mas a responsabilidade técnica e ética permanece. ✅

“Mas existe um jeito certo de viver o luto?”

Eu entendo essa pergunta, porque ela aparece muito: “Quanto tempo vai durar?”, “Quando eu volto ao normal?”

Eu costumo dizer: não existe um “normal” universal. Mas existe sofrimento que precisa de mais suporte, porque começa a paralisar a vida.

E aqui entra uma psicoeducação que eu faço com muita calma:
“a gente trabalha a psicoeducação do que que é esperado, o que que é considerado ‘normal’, entre aspas, pra uma pessoa que passa por esse processo.”

Também é importante lembrar uma coisa que você falou com muita precisão:
“Luto, na verdade, não é só a perda de um ente querido.”
O luto também pode aparecer quando a gente recebe um diagnóstico, quando a gente é demitido, quando termina um relacionamento, quando muda de país… a gente está elaborando uma perda e um luto.

Quando o luto vira um alerta (luto prolongado/complicado)

Eu prefiro falar disso com cuidado, sem assustar: a maioria das pessoas vive um luto doloroso e, com o tempo, vai encontrando algum tipo de reorganização. Mas existe um quadro reconhecido por classificações diagnósticas, chamado Transtorno de Luto Prolongado, quando a dor permanece intensa e com prejuízo funcional por um tempo atipicamente longo.

  • Em critérios do DSM-5-TR, para adultos, a perda precisa ter ocorrido há pelo menos 12 meses (e 6 meses para crianças/adolescentes), com sintomas persistentes e prejuízo.
  • Na perspectiva do ICD-11, o foco é uma resposta de luto persistente, com anseio/saudade intensa ou preocupação com o falecido, por pelo menos 6 meses, excedendo normas culturais e com prejuízo.

Isso não é para você se “auto-diagnosticar”. É para você ter um mapa: se a dor está te impedindo de viver, procure ajuda especializada. E sim, dá para tratar e atravessar com suporte adequado.

Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda no luto

Você trouxe um ponto muito verdadeiro: enquanto o mundo lá fora julga e foge, a psicoterapia — individual ou em grupo — acolhe essa dor.

Na TCC, a gente costuma trabalhar três frentes que andam juntas:

  • Pensamentos: culpa (“e se…”), autocobrança, ideias rígidas (“eu deveria estar bem”), interpretações sobre a perda.
  • Comportamentos: evitar lugares, evitar falar do assunto, isolamento, parar a vida (ou ficar “no piloto automático”).
  • Emoções e corpo: tristeza intensa, ansiedade, irritabilidade, sensação de vazio, alterações de sono e apetite.

E eu repito a frase que está no coração do trabalho:
“A gente precisa enfrentar o luto, essa perda… não tem como eu fugir, me esquivar.”

Enfrentar aqui não é “forçar”. É ter um lugar seguro para olhar para a perda em doses humanas, no seu tempo, com suporte. E, quando junto do luto aparecem sintomas como ansiedade persistente (tensão, aperto no peito, insônia, ruminação), um cuidado complementar como um Grupo de Apoio para Ansiedade pode ajudar a sustentar o processo.

O que acontece num encontro de grupo (na prática)

Para reduzir a ansiedade do “não sei o que esperar”, eu descrevo um encontro típico:

  • Boas-vindas e checagem breve (como cada um chega hoje).
  • Compartilhamento (livre, sem obrigação de falar).
  • Validação do que aparece (dor, saudade, raiva, culpa, alívio, ambivalência).
  • Temas que costumam surgir: datas marcantes, lembranças, rituais, conflitos familiares, mudanças de identidade.
  • Fechamento com combinados de autocuidado para a semana (pequenos passos).

Em muitos casos, o grupo também ajuda em algo fundamental: dar um lugar para a memória. Porque “memória” não é o oposto de “seguir em frente”. Memória é vínculo transformado.

Se você está sem rede de apoio (ou sentindo que ninguém entende)

Eu sei o quanto isso pesa. E eu lembro de ver isso acontecer: as pessoas achavam que estavam “protegendo” evitando o assunto, mas, por trás, era dificuldade delas com a finitude.

É por isso que eu valorizo tanto grupo: ele pode virar um pedaço de rede onde antes havia silêncio. E, aos poucos, você vai se reencontrando, se reorganizando, caminhando na direção daquela palavra que todo mundo fala, mas quase ninguém explica direito: aceitação.

E eu gosto da forma como você colocou:
“Até chegar na aceitação é um caminho… que não é rápido. E cada paciente tem o seu tempo.” 🕊️

Cuidados importantes: quando buscar ajuda imediatamente

Se, além do luto, você perceber algum destes sinais, não carregue isso sozinho(a):

  • ideias de morte, vontade de sumir, ou pensamentos de se machucar;
  • uso de álcool/drogas como única forma de anestesiar;
  • insônia total por dias, crises de pânico recorrentes;
  • isolamento completo + incapacidade de fazer o mínimo da rotina por semanas;
  • desespero que parece “sem saída”.

Você merece apoio agora. Se estiver em risco, busque emergência (SAMU 192) e apoio emocional imediato.

Conclusão: o luto precisa de lugar — e o grupo pode ser esse lugar

Eu sempre volto ao que me move desde aquela cena antiga, eu pequena, e minha mãe tentando sobreviver ao impensável.
Eu vi o quanto que foi difícil e sofrido… e foi ali o meu despertar, pro olhar da psicologia pra ajudar o outro.

Então, se você está procurando um grupo de apoio ao luto (principalmente um grupo de apoio ao luto online), eu deixo uma mensagem simples:

Você não está “fraco(a)”. Você está enlutado(a).
E o luto, quando encontra escuta, encontra caminho. 💛

E, se junto do luto vier uma tristeza profunda que não passa (apatia, culpa intensa, perda de sentido), pode ser importante ter um espaço específico de acolhimento — como um Grupo de Apoio – Depressão — para não atravessar essa fase sozinho(a). Da mesma forma, se você perceber que está usando jogos/apostas como forma de “anestesiar” a dor, um grupo de apoio para viciados em jogo pode ser um suporte complementar, com foco e segurança.

Referências e leituras confiáveis