Grupos de Apoio para Depressão

Olá, querido(a). Eu sou a Thais Barbi, psicóloga há mais de 15 anos.
Se a depressão tem te deixado sem energia, com a sensação de que “nada faz sentido”, com culpa, isolamento ou um cansaço que não passa… este grupo é para você ter um lugar onde dá para respirar e ser acolhido(a) de verdade — com técnicas baseadas em evidências (como TCC e Mindfulness) e uma condução profissional, humana e respeitosa.

Instituições e empresas que confiam na Thais Barbi

O que é e como funcionam os Grupos de Apoio Online

Na internet, muitos grupos de apoio são conduzidos por voluntários ou por pessoas com vivência e boa escuta. Isso pode ajudar — mas, quando estamos falando de depressão, também faz diferença ter um espaço profissional, com acolhimento e técnica ao mesmo tempo. O recomendado para um caso de depressão leve ou grave seria a Psicoterapia em Grupo, pois se usam técnicas que repercutem diretamente no seu caso concreto ou transtorno, mas também os outros grupos podem ajudar.

Thais Barbi - responsável do grupo de apoio para depressão
Desenho de um contrato de um grupo de apoio para depressão

Inscrição + alinhamento

Você entra na lista de espera e recebe as orientações do grupo (regras, formato e próximos passos).

Desenho de uma videoligacao no grupo de apoio para depressivos

Encontros semanais guiados

Encontros em grupo com condução profissional e foco em estratégias aplicáveis: rotina e sobrecarga, comunicação, emoções, limites, relações e autocuidado.

Desenho das tarefas do grupo de apoio para pessoas com transtorno de depressão

Plano de ação + apoio

Você sai com um plano simples para a semana e com apoio de comunidade para manter consistência (sem pressão para se expor além do que é confortável).

⚠️ Nota importante:

Nossos grupos não são separados por transtornos. Acreditamos na inclusão de pessoas com diferentes características, com aceitação, respeito e acolhimento — para que todos possam se preparar para a vida real em sociedade.

Benefícios do Grupo de Apoio para Depressivos (ou qualquer outro transtorno)

Para quem quer acolhimento, pertencimento e direção

Foto da Thais Barbi - Facilitadora de grupo de apoio para depressivos
Desenho das tarefas de casa no grupo de apoio para depressão

Quando a depressão “trava” tudo

A depressão não é falta de vontade. É quando até levantar da cama parece pesado, a energia some e tudo perde o sentido. No grupo, você encontra acolhimento para dias de apatia, cansaço extremo e desânimo, sem ser cobrado(a) a “reagir”.

Desenho de duas pessoas se encontrando no grupo de apoio para pessoas com depressão leve

Culpa, autocrítica e sensação de ser um peso

Muita gente com depressão vive pensando “eu tô atrapalhando”, “sou fraco(a)”, “não mereço ajuda”. Aqui, você aprende a nomear esses padrões e a se acolher — diminuindo culpa, vergonha e autocrítica, com apoio de pessoas que entendem de verdade.

 

Desenho das instrucoes e praticas psicológicas para o grupo de apoio online

Isolamento, vazio e pensamentos repetitivos

A depressão costuma te empurrar para longe de todo mundo e deixar a mente rodando em pensamentos que machucam. No grupo, você tem pertencimento sem exposição e estratégias simples para atravessar solidão, vazio e ruminação, dando passos pequenos e possíveis no seu ritmo.

 
 

Confira quem me da carinho
Nos depoimentos do meu trabalho

Thais Barbi - Responsável dos grupos de apoio para pessoas com transtorno depressivo

Valor da Terapia Grupal Online

O que você Paga e o que você Recebe

Desenho-de-um-filtro-metaforico.png

PARA QUEM É (E PARA QUEM NÃO É)

✅ É para você se…

  • quer aprender estratégias práticas para o dia a dia

  • busca um espaço acolhedor e sem julgamento

  • quer evoluir no seu ritmo 

❌ Talvez não seja para você se…

  • precisa de atendimento individual imediato/crise aguda

  • procura “cura” ou soluções milagrosas

  • não pode manter uma frequência mínima

(Se você estiver em crise, priorize atendimento individual/urgência.)

Desenho-de-uma-lista-de-beneficios.png

O QUE ESTÁ INCLUÍDO NA ASSINATURA

✅ Questionário VIP (97 perguntas) para entender melhor seus desafios e suas fortalezas

✅ Encontro em grupo (online) 1x/semana (1 hora e meia para grupos reduzidos ou 2 horas para grupos grandes)

✅ Temas guiados + exercícios práticos

✅ Plano de ação da semana (simples e aplicável)

✅ Materiais de apoio (infografias/resumos)

✅ Acompanhamento da lista de espera e comunicação por e-mail

✅ Participação ativa 

✅ Grupo de Whatsapp

🤏

POR QUE ESTE GRUPO É DIFERENTE

✅ CONDUÇÃO PROFISSIONAL E ESTRUTURA CLARA
Encontros guiados com temas e objetivos. Você sabe o que esperar (sem improviso, sem pressão).

✅ AMBIENTE SEGURO E RESPEITOSO
Regras de convivência e confidencialidade para reduzir ansiedade social e aumentar conforto.

✅ GRUPO PRIVADO NO WHATSAPP (COM MODERAÇÃO)
Um espaço para avisos, materiais e apoio entre encontros — com regras claras.

✅ ADAPTADO PARA TODO TIPO DE ADDULTOS(NO SEU RITMO)
Nada de exposição forçada.

✅ FOCO EM ESTRATÉGIAS PRÁTICAS
Menos teoria solta, mais ferramentas aplicáveis: rotina, sobrecarga, comunicação, limites e autocuidado.

✅ ACOMPANHAMENTO COM MATERIAIS
Resumos e exercícios simples para você levar para a semana.

🚀

O QUE VOCÊ VAI GANHAR NA PRÁTICA

✅ MENOS SOBRECARGA NO DIA A DIA
Você aprende a reconhecer gatilhos e criar ajustes realistas na rotina.

✅ MAIS CLAREZA E AUTOCONHECIMENTO
Entender padrões, necessidades e limites sem culpa.

✅ MELHOR AUTO-CONTROLE EMOCIONAL
Estratégias para lidar com ansiedade, frustração e cansaço.

✅ RELACIONAMENTOS MAIS SAUDÁVEIS
Comunicação mais direta, limites mais claros e menos conflitos.

✅ PERTENCIMENTO (SEM SE SENTIR “ESTRANHO”)
Contato com pessoas parecidas com você — e a sensação de não estar sozinho(a).

✅ SUPORTE ENTRE ENCONTROS (SEM FICAR SOZINHO[A])
No WhatsApp, você troca experiências, recebe lembretes e mantém constância com o grupo.

 

 

ASSINATURA ATIVA

R$ 350/mês Equivale à R$ 43,75/hora
  • ✅ 1 Sessão semanal
  • ✅ Max. 20 pessoas ativas
  • ✅ 120 Minutos (conforme tamanho do grupo)
  • ✅ Tarefinhas de Casa + Recursos cada semana (na área interna)
  • ✅ Grupo de Whatsapp para trocar ajuda e experiências
  • ✅ Atendimento prioritário por Whatsapp
  • ✅ 1 Terapia por mês personalizada em você dentro do grupo
  • ✅ Questionário VIP de 97 Perguntas

ASSINATURA OUVINTE

R$ 175/mês Equivale à R$ 21,88/hora
  • ✅ 1 Sessão semanal
  • ✅ Max. 50 pessoas ativas
  • ✅ 120 Minutos (conforme tamanho do grupo)
  • ✅Tarefinhas de casa + Recursos cada semana (na área interna
  • ❌ Grupo de Whatsapp para trocar ajuda e experiências
  • ❌ Atendimento prioritário por Whatsapp
  • ❌ Terapia por mês personalizada em você dentro do grupo
  • ❌ Questionário VIP de 97 Perguntas​

Bem-vind@ ao seu grupo Acolhedor Assertivo Confidencial Seguro

A Terapia em Grupo de Terapia Online quer que você aprenda, se descubra, se foque na sua qualidade de vida, faça amizades e muito mais!

Foto-da-Neuropsicologa-Thais-2.png

Acessando ao Grupo de Terapia Online você...

Perguntas sobre o grupo de Apoio para Depressão?

Para apoiar alguém com depressão, foque em presença, escuta e incentivo ao cuidado, sem pressionar:

  • Escute sem julgar: deixe a pessoa falar; evite minimizar ou dar soluções rápidas.

  • Valide a dor: reconheça o sofrimento (“entendo que está pesado”).

  • Esteja presente de forma consistente: mensagens curtas, companhia silenciosa, continuidade.

  • Incentive ajuda profissional: psicoterapia e, se indicado, psiquiatria; ofereça acompanhar.

  • Ajude no básico: pequenas tarefas, lembretes de comer/dormir, organização simples do dia.

  • Evite cobranças: “reagir”, “pensar positivo” e comparações costumam piorar.

  • Observe sinais de alerta: isolamento extremo, desesperança intensa, falar em morte — nesses casos, busque ajuda imediata.

  • Cuide de você: estabeleça limites e tenha sua própria rede de apoio.

Apoiar não é “curar”, é não deixar a pessoa sozinha enquanto o tratamento faz efeito.

 

As 3 fases da depressão costumam ser descritas assim (modelo didático):

  1. Fase inicial (sintomas leves)
    Tristeza persistente, cansaço, desânimo, irritabilidade, perda de interesse e dificuldade de concentração. A pessoa ainda consegue funcionar, mas com esforço.

  2. Fase intermediária (depressão moderada)
    Sintomas mais intensos: apatia, isolamento, alterações importantes do sono e apetite, culpa, baixa autoestima e prejuízo claro no trabalho/estudos/relacionamentos.

  3. Fase grave (depressão severa)
    Sofrimento profundo, lentidão ou agitação, desesperança, sensação de vazio e, em alguns casos, ideias suicidas. Há grande prejuízo funcional e necessidade de tratamento intensivo.

Importante: nem todas as pessoas passam claramente por “fases” lineares. A intensidade e a evolução variam, e tratamento precoce pode impedir a progressão.

Para alguém com depressão, evite frases que minimizam, culpabilizam ou pressionam. As principais são:

  • “É só pensar positivo.”

  • “Isso é falta de força de vontade.”

  • “Todo mundo fica triste às vezes.”

  • “Você tem tudo, não deveria estar assim.”

  • “Reage / levanta e vai fazer algo.”

  • “Isso vai passar rápido.”

  • “Outras pessoas estão pior.”

  • “Você não tenta porque não quer.”

  • “Pare de se vitimizar.”

  • “Se continuar assim, vai afastar todo mundo.”

Essas frases invalidam o sofrimento e costumam piorar a depressão.
Prefira validação simples e presença: “Sinto muito que esteja doendo assim” ou “Estou aqui com você.”

  1. A fase mais perigosa da depressão é a fase grave (depressão severa), especialmente quando há ideias suicidas.

    Ela é considerada a mais arriscada porque:

    • a desesperança é intensa (“nada vai melhorar”);

    • podem surgir pensamentos de morte ou suicídio;

    • em alguns casos, a pessoa recupera um pouco de energia antes do humor melhorar, o que aumenta o risco de agir.

    ⚠️ Alerta importante:
    Se houver falas sobre morte, desejo de desaparecer, planejamento ou despedidas, é urgência. Procure ajuda imediata (serviço de saúde, CAPS, pronto atendimento) e não deixe a pessoa sozinha.

    Com tratamento adequado, o risco diminui significativamente.

Uma pessoa com depressão costuma se sentir melhor ao ouvir frases que validam, acolhem e não pressionam. Exemplos úteis:

  • “Sinto muito que esteja tão difícil.”

  • “Você não está sozinho(a).”

  • “Eu acredito em você e no que está sentindo.”

  • “Não precisa se explicar nem se apressar.”

  • “Estou aqui, mesmo em silêncio.”

  • “Podemos dar um passo pequeno hoje.”

  • “Posso te acompanhar para buscar ajuda.”

  • “Isso não define quem você é.”

O mais importante não é a frase perfeita, e sim presença consistente, escuta sem julgamento e respeito ao ritmo da pessoa.

A depressão costuma piorar quando alguns fatores se mantêm ou se acumulam, especialmente:

  • Isolamento social prolongado.

  • Invalidar a própria dor ou ouvir frases que minimizam (“é frescura”, “reage”).

  • Falta de tratamento ou interrupção precoce de terapia/medicação.

  • Privação de sono e rotina desorganizada.

  • Uso de álcool ou drogas, que agravam o humor e a impulsividade.

  • Estresse crônico (conflitos, sobrecarga, insegurança financeira).

  • Ruminação (ficar preso a pensamentos negativos repetitivos).

  • Autocrítica excessiva e culpa constante.

  • Evitar tudo (parar completamente atividades, compromissos e cuidados).

Resumo: isolamento, invalidação, desregulação do sono/rotina, substâncias e falta de cuidado adequado tendem a manter e aprofundar a depressão. Tratamento e apoio consistente reduzem significativamente esses efeitos.

 

Surto depressivo é um termo popular, não técnico, usado para descrever um agravamento súbito e intenso dos sintomas da depressão.

Na prática, costuma significar um período em que a pessoa apresenta:

  • Tristeza profunda e persistente ou sensação de vazio

  • Desânimo extremo e perda quase total de interesse

  • Isolamento acentuado

  • Alterações importantes de sono e apetite

  • Lentidão ou agitação intensa

  • Pensamentos de culpa, inutilidade ou morte (às vezes ideias suicidas)

Pode ser desencadeado por estresse intenso, perdas, conflitos, interrupção de tratamento, uso de álcool/drogas ou evolução natural do transtorno.

Importante: quando há ideias de morte, incapacidade de funcionar ou piora rápida, isso é urgência em saúde mental e requer avaliação profissional imediata.

Mais informações sobre o Grupo de Apoio para Depressão (ou outros transtornos)

Se você chegou até aqui procurando um Grupo de Apoio para depressão, eu já quero começar do jeito mais honesto possível: você não está “fraco”, você não está “quebrando” e você não precisa dar conta disso sozinho. Eu falo isso com a tranquilidade de quem já viveu, na prática, a experiência tanto com psicoterapia individual quanto com psicoterapia em grupo — e também de quem já viu como o acolhimento certo muda o curso de um transtorno depressivo.

Ao mesmo tempo, eu não romantizo. Depressão tem níveis, tem gravidade, tem risco, tem recaída e, sim, tem tratamento. E quando a gente encaixa o tratamento certo (no tempo certo, com o suporte certo), a vida volta a ter movimento — mesmo que comece com um passo minúsculo. 🌱

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional. Se você estiver em risco imediato ou com pensamentos de suicídio com planejamento, procure um serviço de urgência da sua cidade (ex.: UPA/Pronto Socorro) ou acione ajuda imediatamente.

O que é (de verdade) um grupo de apoio para depressão?

Um grupo de apoio é um espaço em que pessoas que estão atravessando algo parecido se reúnem para trocar experiências, reduzir isolamento, aprender estratégias e se fortalecer. Em muitos casos, existe mediação profissional (psicóloga/o), e em outros casos é um grupo de pares (pessoas com vivência em comum, seguindo regras claras de respeito e segurança).

Eu gosto de explicar de um jeito simples: a depressão costuma convencer a pessoa de que ela está sozinha, “estragada”, sem saída. O grupo faz o caminho inverso: ele devolve pertencimento e cria rede de apoio. E isso não é “fofo” — isso é intervenção concreta contra o isolamento, que é um combustível clássico da depressão.

Na prática, eu já vi muita gente chegar “sem ânimo” e, aos poucos, conseguir se apoiar no grupo para dar o primeiro passo. Às vezes o primeiro passo não é “felicidade”. É ir. É aparecer. É não sumir. Isso já é enorme. 💛

Grupo de Apoio para Depressivos

Sim, a expressão “grupo de apoio para depressivos” aparece muito na busca — e eu entendo o que a pessoa quer dizer: “eu estou deprimido agora, eu preciso de um lugar para respirar sem ser julgado”.

Quando a pessoa está deprimida, o que ela mais precisa é de um ambiente em que:

  • não exista julgamento (nem “força”, nem “é falta de Deus”, nem “isso é frescura”);
  • o sofrimento seja levado a sério;
  • haja limite e segurança (para não virar gatilho coletivo);
  • exista continuidade (porque depressão não melhora em “uma conversa”).

Eu já precisei fazer muita psicoeducação com família e com o próprio paciente para desfazer esses mitos: depressão não é “mente desocupada”, não é “falta de ter o que fazer” e não é “falta de religião”. Eu já vi, inclusive, pessoas muito religiosas entrarem em depressão — então não dá para reduzir uma doença a moral ou fé. Depressão é multifatorial: tem biologia, ambiente, história, estresse, perdas, traumas, repetição de padrões… e cada pessoa tem uma combinação única.

Antes de entrar em qualquer grupo: eu sempre avalio 3 coisas

Na minha prática, num primeiro momento, eu preciso identificar: qual é a intensidade (leve, moderada, grave), se a pessoa está com ideação suicida ou pensamentos de morte, se já fez tratamento, se o quadro é recorrente ou não.

Isso importa porque depressão leve, moderada e grave não são “a mesma coisa em volume diferente”. Elas podem mudar totalmente o nível de risco, o tipo de intervenção e a velocidade com que a pessoa consegue se engajar.

  • Leve: a pessoa ainda consegue funcionar em partes (trabalhar/estudar com sofrimento), mas perde prazer, energia e motivação.
  • Moderada: já há prejuízo maior de rotina, sono, apetite, concentração e presença de desesperança mais intensa.
  • Grave: pode haver incapacidade de manter rotina básica, risco aumentado, e em alguns casos sintomas mais complexos (por exemplo, alterações importantes de sono e alimentação; e, em quadros específicos, até sintomas psicóticos). Aqui segurança é prioridade.

Eu também olho muito para o básico do básico: sono, comida, energia, isolamento, e o quanto a pessoa está conseguindo manter o mínimo do dia. Porque, muitas vezes, é isso que vai dizer se o grupo será um suporte suficiente agora ou se a pessoa precisa primeiro de estabilização individual/psiquiátrica.

Grupo de apoio substitui psicoterapia individual?

Na maioria dos casos, não. Eu costumo dizer: o grupo é um acelerador de pertencimento e um protetor contra isolamento, mas a psicoterapia individual é o lugar onde a gente aprofunda a história, a formulação do caso e as mudanças finas de pensamento e comportamento.

E aqui entra um ponto bem real da minha experiência: quando o paciente está de moderado para grave, eu percebia que, sem medicamento (quando havia indicação médica), ele muitas vezes não conseguia absorver a parte cognitiva da terapia. A cognição fica mais afetada: atenção, memória, capacidade de planejar, de testar estratégias.

Como a psicoterapia é fala, escuta, mudança de comportamento, trabalhar cognição e identificar emoções… se a pessoa está muito rebaixada, sem nenhum suporte biológico quando indicado, o trabalho pode ficar muito mais demorado. Não porque ela “não quer”, mas porque a depressão sequestra as funções que a terapia precisa.

Por isso, muitas vezes o cuidado é em equipe multidisciplinar. E eu sei que existe resistência: já tive pacientes que vieram para psicoterapia e “não queriam experimentar” a medicação. Então, em vez de brigar, eu trabalho em passos: a gente conversa, entende o medo, alinha expectativa, envolve a família quando necessário e mostra que, às vezes, o remédio não é “muleta” — é ponte.

O que eu faço na TCC (e como isso conversa com um grupo)

Na terapia cognitivo-comportamental, eu sigo um caminho que faz sentido:

  1. Vínculo: ninguém muda em um lugar onde não se sente seguro.
  2. Psicoeducação: eu ensino o modelo, explico sintomas, explico como o ciclo da depressão se mantém.
  3. Lista de problemas: a gente monta uma lista para entender “coisas que o paciente fazia antes e deixou de fazer”.
  4. Estratégias: ativação comportamental, reestruturação cognitiva, treino de habilidades, rotina, sono, enfrentamento de evitação.

Quando eu levo isso para um grupo (ou quando um grupo é bem conduzido), o ganho é que as pessoas aprendem e treinam juntas. E tem uma coisa muito poderosa: quando alguém do grupo dá um passo pequeno, isso vira um espelho possível para o outro. O grupo vira um lembrete vivo de que “movimento” existe — mesmo que lento.

Ativação comportamental: por que eu começo pequeno

Eu uso muito ativação comportamental porque ela é extremamente útil em depressão. E eu explico de um jeito que as pessoas entendem: a vontade, a motivação é a última que vai vir na depressão.

Então eu não fico esperando a motivação aparecer para a pessoa agir. Eu ajudo a pessoa a começar por ações mínimas. Às vezes eu digo exatamente assim: vamos fazer “coisas pequenininhas que lá no passado você amava fazer, mas hoje você não consegue fazer”.

Exemplos práticos (bem pé no chão):

  • tomar banho e trocar de roupa antes do meio-dia;
  • abrir a janela por 5 minutos;
  • andar até a esquina ouvindo uma música;
  • voltar a fazer 10 minutos de algo que já foi prazeroso;
  • enviar uma mensagem para alguém seguro (uma pessoa só).

Aos poucos, mudando comportamento, a cognição e a emoção começam a fazer movimento. Não é mágico, é repetição. E é por isso que o grupo ajuda: ele sustenta a repetição quando a pessoa quer desistir.

Quando o grupo é excelente (e quando ele não é a melhor opção agora)

Eu acho o grupo excelente quando ele oferece:

  • acolhimento sem julgamento;
  • regras claras de respeito;
  • sigilo (o que é dito ali não vira fofoca fora);
  • mediação responsável (profissional ou liderança treinada);
  • foco em estratégia e suporte, não em “disputar sofrimento”.

Agora, eu sou muito transparente: se a pessoa está com planejamento suicida, impulso forte para tentar suicídio, ou risco elevado, pode ser necessário um cuidado mais intensivo, às vezes até internação para estabilizar. Nesses casos, o grupo pode ser um complemento depois, mas não deve ser a única estrutura.

Se existe “só ideação” (pensamentos de morte sem plano), eu já começo a organizar rede: quem mora junto, qual familiar fica responsável por apoiar, quem ajuda com rotina e, quando indicado, até com o controle do medicamento. Nessa parte, o psicólogo trabalha muito: orienta, ajuda a família a entender e constrói um plano de segurança.

O papel da família (e a psicoeducação que eu sempre faço)

Eu costumo dizer que o ser humano não é um ser sozinho. A gente não vive em caverna. Então, quando dá, eu envolvo família — não para “vigiar”, mas para apoiar.

Eu explico para a família, com todas as letras: depressão não é frescura. Não é “falta de Deus no coração”. Não é “preguiça”. É uma doença e pode envolver alterações químicas e fatores ambientais que foram se acumulando ao longo do tempo: estresse, trauma guardado, perdas, sobrecarga, repetição de experiências difíceis.

Quando a família entende isso, ela muda o tipo de fala em casa. Sai o “reage” e entra o “como eu te ajudo a fazer o mínimo hoje?”. E isso muda tudo.

Como é a psicoterapia em grupo (e por que ela pode ser mais rica do que você imagina)

Eu já participei de grupos e também já criei grupos no SUS voltados para transtorno depressivo. O trabalho no grupo pode ser parecido com o individual em técnicas, mas no grupo ele fica mais rico porque o paciente não se sente sozinho no sofrimento.

Ele olha para o lado e percebe: “tem outras pessoas passando por isso”. E isso não diminui a dor — mas diminui o isolamento, a vergonha e o silêncio.

Às vezes familiares participam em momentos específicos, e isso também é transformador: eles veem que não é só “o meu familiar” que está passando por aquilo, e que existe uma lógica clínica por trás. O grupo vira um espaço de acolhimento e treino: a pessoa compartilha o sofrimento, aprende ferramenta, testa um passo e volta para contar.

E eu reforço sempre: não existe uma técnica única. Existem muitas ferramentas. O que funciona para um, pode não funcionar para outro. Uns melhoram mais rápido, outros mais lento. O importante é consistência e cuidado.

Regras de ouro: sigilo, limites e segurança

  • Sigilo: o que é dito no grupo fica no grupo.
  • Sem julgamento: ninguém é “fraco” por estar deprimido.
  • Sem competição de dor: o objetivo é apoio e estratégia.
  • Limite para gatilhos: detalhes gráficos de autoagressão/suicídio não são necessários (e podem machucar o grupo).
  • Encaminhamento quando preciso: grupo bom sabe dizer “aqui não basta, vamos te conectar com cuidado intensivo”.

O que esperar do primeiro encontro (para não se frustrar)

Eu vejo muita gente desistir rápido porque vai com uma fantasia: “vou numa reunião e volto curado”. E eu explico com carinho: o trabalho não acontece no nosso tempo. Cada paciente tem seu ritmo.

Tem gente que em 3 ou 4 meses já sente mudanças claras. Outros demoram mais, dependendo da gravidade, do contexto e do suporte. E faz sentido: você está há quanto tempo sofrendo? Há quanto tempo com esses sintomas? Não é um resfriado de 7 dias.

No primeiro encontro, é comum:

  • sentir vergonha (e isso passa);
  • ficar mais quieto (e tudo bem);
  • pensar “não sou tão grave quanto os outros” ou “sou grave demais” (comparação é armadilha);
  • sentir alívio por não ser julgado.

Como encontrar um grupo de apoio para depressão (online e presencial)

Eu gosto de orientar por caminhos práticos:

  • SUS: procure a UBS do seu bairro e pergunte sobre rede de saúde mental, CAPS e grupos disponíveis.
  • CAPS: em muitas cidades, o CAPS tem acolhimento e atividades em grupo, além de Projeto Terapêutico Singular com a pessoa e a família.
  • Online: existem iniciativas sérias com inscrição, regras e mediação. Prefira grupos com orientação clara de sigilo, limites e conduta.
  • Clínicas-escola e universidades: muitos serviços oferecem grupos com valor social.

Checklist rápido para escolher bem:

  • Quem facilita o grupo? Existe formação/treino?
  • Tem regras escritas (sigilo, respeito, limites)?
  • O grupo promete “cura rápida” ou vende milagre? (🚩)
  • Existe orientação sobre o que fazer em crise?
  • Você se sente minimamente seguro ali?

Perguntas frequentes (FAQ)

📌 Grupo de apoio é para qualquer tipo de depressão?

Ele pode ajudar em muitos casos, mas eu sempre reforço: quanto mais grave o quadro, mais importante é combinar grupo com avaliação profissional, e às vezes com psiquiatria e outros suportes.

📌 Posso participar mesmo sem “vontade”?

Sim. Na depressão, “vontade” costuma ser o último sinal a reaparecer. Eu trabalho com a ideia do pequeno movimento: você não precisa estar motivado para começar; você começa para a motivação ter chance de voltar.

📌 Terapia em grupo funciona mesmo?

Funciona muito para várias pessoas, especialmente quando existe boa condução, segurança e constância. E, além disso, o efeito de pertencimento e redução do isolamento é uma peça que muita gente não consegue construir sozinho.

📌 E se eu piorar depois do encontro?

Isso pode acontecer, principalmente quando você encosta em emoções que estavam anestesiadas. A diferença é: um grupo bem conduzido te ajuda a organizar isso, não te abandona no caos. Se piorar de forma importante, procure atendimento profissional e suporte imediato.

Referências científicas e fontes confiáveis (para aprofundar)