Grupo de Apoio para Borderline Online

Olá, querido(a). Eu sou a Thais Barbi, psicóloga há mais de 15 anos. Se você vive emoções muito intensas, medo de ser abandonado(a), mudanças rápidas de humor, relações que parecem ir de “tudo ou nada”, impulsos difíceis de segurar e uma sensação de vazio que aperta… este grupo é para você. Eu te brindo:
 — e também um caminho prático para aprender habilidades de regulação emocional, tolerância ao mal-estar e relações mais estáveis, com técnicas baseadas em evidências científicas; como a TCC ou TDC, Mindfulness

Instituições e empresas que confiam na Thais Barbi

O que é e como funcionam os Grupos de Apoio Online

Na internet, existem muitos grupos de apoio conduzidos por voluntários ou por pessoas com vivências parecidas — e isso pode trazer acolhimento e sensação de “não estou sozinho(a)”. Mas, quando falamos de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB — emoções muito intensas, medo de abandono e relações instáveis), é comum que a pessoa precise de algo além de desabafo: um espaço estruturado, com segurança, limites claros e orientação profissional. Aqui, o objetivo não é “te consertar” — é te ajudar a entender seus gatilhos e aprender habilidades práticas para lidar com a avalanche emocional: Auto-controle emocional, tolerância ao mal-estar, comunicação e relacionamentos com mais estabilidade.

Responsável do grupo de apoio para Borderline
Desenho de um contrato de um grupo de apoio para borderline

Inscrição + alinhamento

Você entra na lista de espera e recebe as orientações do grupo (regras, formato e próximos passos).

Desenho de uma videoligação no grupo de apoio também para pessoas com transtorno borderline

Encontros semanais guiados

Encontros em grupo com condução profissional e foco em estratégias aplicáveis: rotina e sobrecarga, comunicação, emoções, limites, relações e autocuidado.

Desenho das tarefas do grupo de apoio para transtorno borderline

Plano de ação + apoio

Você sai com um plano simples para a semana e com apoio de comunidade para manter consistência (sem pressão para se expor além do que é confortável).

⚠️ Nota importante:

A maioria dos nossos grupos não são separados por transtornos. Acreditamos na inclusão de pessoas com diferentes características, com aceitação, respeito e acolhimento — para que todos possam se preparar para a vida real em sociedade.

Benefícios do Grupo de Apoio para Borderline (TPB) Online

Para quem quer estabilidade emocional, relações mais seguras e menos sofrimento

 

Foto da Thais Barbi - Facilitadora do grupo de apoio para pessoas com transtorno borderline

Quando a emoção vira uma onda impossível de segurar

No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB — emoções muito intensas e instáveis), às vezes um gatilho pequeno parece “explodir” por dentro: choro, raiva, ansiedade, desespero. No grupo, você encontra acolhimento e aprende habilidades práticas para atravessar a crise com mais segurançasem se culpar por sentir tanto.

Encontro de duas pessoas com Transtorno Borderline no grupo de apoio online

Medo de abandono e relações no “8 ou 80”

É comum alternar entre idealizar e se frustrar, querer proximidade e ao mesmo tempo se proteger. Aqui, você aprende comunicação mais clara, limites e formas de pedir o que precisa sem se apagar — diminuindo brigas, rupturas e a sensação constante de “vou perder todo mundo”.

Desenho das dicas e practicas psicológicas para o grupo de apoio online para borderline

Vazio, impulsos e arrependimento depois

Muita gente com TPB vive um vazio difícil de explicar e tenta aliviar na pressa: mensagens impulsivas, decisões no calor do momento, autossabotagem — e depois vem a culpa. No grupo, você desenvolve tolerância ao mal-estar e estratégias para escolher com mais calma, preservando sua autoestima e suas relações.

 
 

Confira quem me da carinho
Nos depoimentos do meu trabalho

Thais Barbi - responsável do grupo de apoio para borderline

Valor da Terapia Grupal Online

O que você Paga e o que você Recebe

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PARA QUEM É (E PARA QUEM NÃO É)

✅ É para você se…

  • quer aprender estratégias práticas para o dia a dia

  • busca um espaço acolhedor e sem julgamento

  • quer evoluir no seu ritmo 

❌ Talvez não seja para você se…

  • precisa de atendimento individual imediato/crise aguda

  • procura “cura” ou soluções milagrosas

  • não pode manter uma frequência mínima

(Se você estiver em crise, priorize atendimento individual/urgência.)

Desenho-de-uma-lista-de-beneficios.png

O QUE ESTÁ INCLUÍDO NA ASSINATURA

✅ Questionário VIP (97 perguntas) para entender melhor seus desafios e suas fortalezas

✅ Encontro em grupo (online) 1x/semana (1 hora e meia para grupos reduzidos ou 2 horas para grupos grandes)

✅ Temas guiados + exercícios práticos

✅ Plano de ação da semana (simples e aplicável)

✅ Materiais de apoio (infografias/resumos)

✅ Acompanhamento da lista de espera e comunicação por e-mail

✅ Participação ativa 

✅ Grupo de Whatsapp

🤏

POR QUE ESTE GRUPO É DIFERENTE

✅ CONDUÇÃO PROFISSIONAL E ESTRUTURA CLARA
Encontros guiados com temas e objetivos. Você sabe o que esperar (sem improviso, sem pressão).

✅ AMBIENTE SEGURO E RESPEITOSO
Regras de convivência e confidencialidade para reduzir ansiedade social e aumentar conforto.

✅ GRUPO PRIVADO NO WHATSAPP (COM MODERAÇÃO)
Um espaço para avisos, materiais e apoio entre encontros — com regras claras.

✅ ADAPTADO PARA TODO TIPO DE ADDULTOS(NO SEU RITMO)
Nada de exposição forçada.

✅ FOCO EM ESTRATÉGIAS PRÁTICAS
Menos teoria solta, mais ferramentas aplicáveis: rotina, sobrecarga, comunicação, limites e autocuidado.

✅ ACOMPANHAMENTO COM MATERIAIS
Resumos e exercícios simples para você levar para a semana.

🚀

O QUE VOCÊ VAI GANHAR NA PRÁTICA

✅ MENOS SOBRECARGA NO DIA A DIA
Você aprende a reconhecer gatilhos e criar ajustes realistas na rotina.

✅ MAIS CLAREZA E AUTOCONHECIMENTO
Entender padrões, necessidades e limites sem culpa.

✅ MELHOR AUTO-CONTROLE EMOCIONAL
Estratégias para lidar com ansiedade, frustração e cansaço.

✅ RELACIONAMENTOS MAIS SAUDÁVEIS
Comunicação mais direta, limites mais claros e menos conflitos.

✅ PERTENCIMENTO (SEM SE SENTIR “ESTRANHO”)
Contato com pessoas parecidas com você — e a sensação de não estar sozinho(a).

✅ SUPORTE ENTRE ENCONTROS (SEM FICAR SOZINHO[A])
No WhatsApp, você troca experiências, recebe lembretes e mantém constância com o grupo.

 

 

ASSINATURA ATIVA

R$ 350/mês Equivale à R$ 43,75/hora
  • ✅ 1 Sessão semanal
  • ✅ Max. 20 pessoas ativas
  • ✅ 120 Minutos (conforme tamanho do grupo)
  • ✅ Tarefinhas de Casa + Recursos cada semana (na área interna)
  • ✅ Grupo de Whatsapp para trocar ajuda e experiências
  • ✅ Atendimento prioritário por Whatsapp
  • ✅ 1 Terapia por mês personalizada em você dentro do grupo
  • ✅ Questionário VIP de 97 Perguntas

ASSINATURA OUVINTE

R$ 175/mês Equivale à R$ 21,88/hora
  • ✅ 1 Sessão semanal
  • ✅ Max. 50 pessoas ativas
  • ✅ 120 Minutos (conforme tamanho do grupo)
  • ✅Tarefinhas de casa + Recursos cada semana (na área interna
  • ❌ Grupo de Whatsapp para trocar ajuda e experiências
  • ❌ Atendimento prioritário por Whatsapp
  • ❌ Terapia por mês personalizada em você dentro do grupo
  • ❌ Questionário VIP de 97 Perguntas​

Bem-vind@ ao seu grupo Acolhedor Assertivo Confidencial Seguro

A Terapia em Grupo de Terapia Online quer que você aprenda, se descubra, se foque na sua qualidade de vida, faça amizades e muito mais!

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Acessando ao Grupo de Terapia Online você...

Perguntas sobre o grupo de Apoio para Borderline?

Ter diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não dá direito automático a benefício no Brasil. O que pode gerar direito é a comprovação de incapacidade para trabalhar ou de deficiência com impedimento de longo prazo e baixa renda, conforme o caso.

Quando a questão é incapacidade para o trabalho, o caminho costuma ser pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), por meio de benefício por incapacidade temporária (quando a incapacidade é por um período) ou benefício por incapacidade permanente (quando a incapacidade é considerada duradoura). Em ambos, a perícia avalia a incapacidade e também contam requisitos como manter a condição de segurado e, em regra, carência.

Quando a questão é baixa renda e impedimento de longo prazo que limita a vida em igualdade, pode existir a via do BPC/LOAS (Benefício de Prestação Continuada, da Lei Orgânica da Assistência Social). Não exige contribuição ao INSS, mas exige avaliação do impedimento e critérios de renda, além de Cadastro Único (CadÚnico) atualizado.

Próximo passo: me diga apenas isto — a pessoa está contribuindo (ou contribuiu recentemente) para o INSS, ou a situação é de baixa renda sem contribuição recente?

Os “gatilhos” mais comuns em pessoas com TPB (Transtorno de Personalidade Borderline) são situações (externas ou internas) que ativam, de forma rápida, medo de abandono, sensação de rejeição e emoções muito intensas. Variam de pessoa para pessoa, mas costumam cair nestes grupos:

  • Abandono (real ou percebido): atraso para responder, silêncio, cancelamento de planos, mudanças de combinado, alguém “sumir”.

  • Rejeição e crítica: bronca, feedback duro, tom de voz ríspido, sentir que foi “trocado” ou deixado de lado.

  • Conflitos e tensão em relacionamentos: discussões, ciúme, desconfiança, ameaças de término, limites (“não”, regras, cobrança).

  • Invalidação/ser desconsiderado: ouvir “você exagera”, “não é nada”, ser ignorado, sentir que não foi levado a sério.

  • Mudança e imprevisibilidade: mudanças de rotina, instabilidade no trabalho/casa, planos de última hora, incerteza prolongada.

  • Exclusão social: ver amigos saindo sem você, comparações em redes sociais, sentir-se “por fora” do grupo.

  • Vergonha e falha percebida: errar, se expor, sentir-se inadequado, humilhação, lembranças de episódios embaraçosos.

  • Lembretes de traumas: datas, lugares, cheiros, frases, situações parecidas com experiências antigas difíceis.

  • Estresse físico que baixa a tolerância emocional: pouco sono, fome, dor, cansaço, doença, sobrecarga.

  • Álcool e outras substâncias: podem intensificar impulsividade, irritação e oscilações de humor.

Apoiar alguém com TPB (Transtorno de Personalidade Borderline) costuma funcionar melhor quando você combina validação + limites + previsibilidade.

  • Valide a emoção (sem “validar” o comportamento):
    “Eu entendo que isso doeu / faz sentido você estar muito abalado(a).”
    Evite “você tá exagerando”, “não é nada”, “para com isso”.

  • Fale curto, claro e com tom calmo:
    Quanto mais discussão e detalhe, maior a chance de escalada.

  • Seja previsível e cumpra combinados:
    A incerteza e mudanças de última hora costumam piorar a crise.

  • Combine um “plano de crise” quando estiverem bem:
    Sinais de alerta, o que ajuda, o que piora, quem ligar, quais passos seguir.
    Ex.: “Se eu estiver muito ativado(a), vou tomar água, respirar, me afastar 10 min, e volto.”

  • Estabeleça limites firmes e respeitosos:
    “Eu quero conversar, mas não consigo se houver gritos/ofensas. Vou pausar 20 minutos e volto.”
    Limite é para proteger a relação, não para punir.

  • Não entre no jogo do tudo-ou-nada:
    Se vier “você nunca…” / “você sempre…”, responda com nuance:
    “Às vezes eu erro, mas eu me importo e estou aqui.”

  • Reforce comportamentos saudáveis imediatamente:
    “Obrigado(a) por me dizer como você se sentiu sem me atacar.”

  • Incentive tratamento baseado em evidência:
    A TCD/DBT (Terapia Comportamental Dialética) tem boa evidência para TPB.
    (Em português: TCD, que significa Terapia Comportamental Dialética.)

  • Cuide de você também:
    Apoiar não é “salvar”. Tenha seus limites, rede de apoio e, se possível, orientação terapêutica.

No Brasil, ter Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não torna a pessoa PcD automaticamente.

PcD (Pessoa com Deficiência) é, em regra, quem tem um impedimento de longo prazo (físico, mental, intelectual ou sensorial) que, junto com barreiras, limita a participação plena na sociedade. Ou seja: o critério é o impacto funcional e a duração, não apenas o diagnóstico.

Então, TPB pode ou não ser considerado PcD dependendo do grau de limitações no dia a dia e da avaliação do caso (por exemplo, em processos de benefício assistencial e/ou em avaliações oficiais quando cabível).

Sim, pode usar, desde que a pessoa tenha uma condição não aparente que gere necessidade de suporte/atendimento mais compreensivo no dia a dia.

Pontos importantes:

  • O cordão de girassol é um símbolo nacional para identificação de deficiência oculta (não aparente) e o uso é opcional.

  • O cordão não é prova por si só. Em situações formais (aeroporto, serviço público, etc.), podem pedir documento/laudo que justifique a condição.

  • Borderline (TPB) não vira “deficiência oculta” automaticamente só pelo diagnóstico; na prática, faz mais sentido usar quando a pessoa realmente tem limitações relevantes em determinados ambientes e o cordão ajuda a evitar conflitos e facilitar atendimento.

Em geral, pessoas com TPB (Transtorno de Personalidade Borderline) tendem a se irritar mais (ou “explodir” mais rápido) quando sentem:

  • Invalidação: “você tá exagerando”, “isso é drama”, “para com isso”.

  • Abandono/rejeição percebidos: silêncio, sumiço, demora sem aviso, cancelar em cima da hora.

  • Inconsistência e quebra de combinados: prometer e não cumprir, mudar regras do nada.

  • Crítica dura, desprezo ou humilhação: tom condescendente, sarcasmo, ridicularizar.

  • Controle/ameaça e jogos emocionais: chantagem, ultimatos, “se você fizer isso eu vou embora”.

Mais informações sobre o Grupo de Apoio para o Transtorno de Personalidade Borderline

Eu trabalho há anos com pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB) — tanto em atendimento individual quanto em grupos terapêuticos. E, se eu tivesse que resumir o que aprendi em uma frase, seria isto: a dor do TPB é real, intensa e, ao mesmo tempo, profundamente tratável quando existe um caminho claro, consistente e humano. 🌱

Quando alguém procura um Grupo de Apoio borderline, quase nunca está buscando “apenas conversar”. Na maioria das vezes, está buscando um lugar onde a dor não seja ridicularizada, onde a emoção não seja tratada como exagero, e onde exista um caminho possível para sair do ciclo de crise, culpa e isolamento.

No consultório, eu vejo um padrão que se repete com pequenas variações: pessoas brilhantes, sensíveis, frequentemente com histórico de invalidação emocional (“você é dramática”, “isso é coisa da sua cabeça”), carregando um medo crônico de abandono. Por fora, podem parecer “instáveis”. Por dentro, muitas vezes, é como se vivessem com o alarme de incêndio ligado o tempo todo. 🔥

Eu gosto de falar isso logo no começo porque muda o olhar: a pessoa não é “um problema”. Ela está tentando sobreviver com um sistema emocional que dispara rápido, alto e forte. E isso pode ser trabalhado.

O que é (de verdade) um grupo de apoio borderline

Na prática, eu vejo três formatos de grupo que as pessoas chamam de “grupo de apoio” — e entender essa diferença evita frustração:

  • Grupo de apoio: acolhimento, pertencimento, troca de experiências, menos isolamento. 🫂
  • Grupo terapêutico: além do acolhimento, há condução clínica e objetivos terapêuticos definidos (temas, intervenções, manejo de dinâmica).
  • Grupo de habilidades (TCD/DBT): é estruturado e prático. Ensina habilidades específicas para regulação emocional, tolerância ao mal-estar, atenção plena e efetividade interpessoal. 🧠

Meu trabalho se apoia muito na Terapia Comportamental Dialética (TCD), que é uma abordagem estruturada criada para ajudar pessoas com alta intensidade emocional, impulsividade e crises relacionais. “Dialética” significa sustentar duas verdades ao mesmo tempo: “você está fazendo o melhor que consegue” e “você precisa aprender habilidades novas para sofrer menos”. 🧭

Eu repito isso porque é libertador: não é culpa, é aprendizado. E grupo é um dos lugares onde esse aprendizado fica mais vivo — porque ele acontece no contato, no vínculo e na prática.

Por que grupo ajuda tanto no TPB (o que o consultório sozinho nem sempre consegue)

A parte que mais me marca, ao longo dos anos, é ver o momento em que alguém percebe — não só com a cabeça, mas com o corpo — que a emoção passa. Que não é infinita. E que existe um espaço entre o impulso e a ação.

Esse “espaço” muitas vezes nasce de algo que o grupo oferece como poucos lugares oferecem: testemunho. Quando uma pessoa ouve outra descrevendo a mesma vergonha, o mesmo medo, a mesma sensação de “eu sou demais”, algo relaxa por dentro. E é nesse relaxamento que a habilidade entra.

Eu vi isso com clareza no caso que mais me emocionou (e ainda me emociona quando lembro): uma paciente que vou chamar de Camila.

Camila chegou aos 28 anos, com um currículo impecável e uma vida afetiva em ruínas. Era comum ela me dizer: “Eu sei o que eu deveria fazer. Eu só não consigo fazer”. Ela alternava entre idealizar e odiar pessoas muito rápido, especialmente parceiros e amigas. Em semanas boas, descrevia um amor “finalmente verdadeiro”; em semanas ruins, a mesma relação virava “a prova de que ninguém fica”.

E, quando a sensação de abandono surgia — às vezes por um atraso de 20 minutos, às vezes por uma mensagem não respondida — o corpo dela entrava em pânico. Ela não chamava isso de pânico. Chamava de “certeza”.

A “certeza” de Camila era: “Eu vou ser deixada, e eu não vou sobreviver a isso”.

Como reconhecer um grupo seguro (e por que limites são parte do cuidado)

Se tem uma coisa que eu aprendi trabalhando com TPB é que limites consistentes não são punição; são segurança. Por isso, um grupo bom precisa de regras claras. Não é rigidez; é proteção.

Procure sinais como:

  • Regras explícitas de confidencialidade (o que é dito ali não vira assunto fora do grupo). 🔒
  • Combinados sobre crise (o que fazer quando alguém está “no limite”, quais recursos usar, quais limites de contato).
  • Moderação presente (facilitador que intervém quando há escalada, invalidação, agressões ou gatilhos).
  • Contrato de convivência: respeito, turnos de fala, linguagem, proibição de assédio, e orientação clara contra “conselhos médicos”.

No começo do tratamento da Camila, eu tive que ser firme de um jeito que muita gente confunde com frieza. Mas não era frieza. Era contenção. Eu expliquei que nós construiríamos duas coisas ao mesmo tempo: 1) uma relação terapêutica confiável e previsível; 2) um conjunto de habilidades para que ela não precisasse usar a crise como linguagem.

O poder de um plano de crise (passos pequenos, corpo primeiro)

Nós fizemos um acordo explícito: quando a urgência emocional aparecesse, antes de qualquer decisão impulsiva, Camila usaria um “plano de crise” simples e concreto. Esse plano tinha etapas curtas: respirar e aterrar o corpo, nomear a emoção, reduzir vulnerabilidades básicas (sono, fome, álcool, isolamento), e só então escolher uma ação.

Eu insisto nisso porque o “alarme” não negocia com lógica. Ele negocia com corpo e com passos curtos.

Grupo de apoio borderline online

Muita gente busca grupo de apoio borderline online por motivos reais: falta de opção na cidade, vergonha, rotina difícil, distância, ou porque o remoto facilita começar. Eu gosto do online quando é bem conduzido, porque ele amplia acesso. 🌍 Se você está buscando exatamente esse formato, aqui você encontra um Grupo de Apoio Online.

Antes de entrar, observe:

  • Privacidade: fone, ambiente reservado, orientação contra gravações. 🎧
  • Estrutura do encontro: abertura, tema, prática, fechamento — ou vira só “tempestade sem bússola”?
  • Regras de gatilho: como o grupo lida com detalhes que podem disparar outros membros?
  • Contato fora do grupo: existe limite? existe moderação? existe regra para evitar dependência e escalada?

O ponto não é proibir emoção. É organizar emoção para que ela não destrua vínculo.

A cena que me emocionou — de verdade — aconteceu por volta do quinto mês. Num domingo à noite, Camila me enviou uma mensagem breve (dentro das regras combinadas para crises): “Ele não respondeu. Eu tô no limite.”

Eu respondi dentro do combinado: “Use o plano. Faça duas habilidades e me diga o resultado.” Ela fez.

Na sessão seguinte, Camila entrou com os olhos vermelhos, mas sentou diferente. Postura diferente. Voz diferente. E disse algo que eu nunca esqueço, porque não foi uma frase bonita: foi um marco de autonomia.

“Eu queria que você tivesse me salvado. Eu queria que você me dissesse o que fazer. Mas eu fiz. Eu me salvei por uma hora. Depois por mais uma. Depois eu dormi.”

Ela descreveu que a vontade de “explodir” vinha em ondas. E que, pela primeira vez, ela tinha surfado uma onda sem se afogar. Ela não estava eufórica. Estava cansada. E estava orgulhosa — um orgulho quieto, sólido, adulto.

Grupo de apoio borderline WhatsApp

Quando alguém procura grupo de apoio borderline WhatsApp, geralmente está buscando acesso rápido e sensação de companhia imediata. Isso é compreensível — principalmente quando a pessoa vive com medo de abandono e com o “alarme” sempre pronto para tocar.

Mas eu preciso ser muito honesto aqui: WhatsApp pode ajudar… e pode piorar, dependendo do tipo de grupo. O risco não é “o aplicativo”. O risco é um grupo sem regra, sem moderação, com escaladas emocionais, invasões de privacidade e “conselhos” impulsivos no meio de crise.

Se você for entrar (ou criar) um grupo no WhatsApp, eu recomendo estes critérios de segurança:

  • Moderação ativa: alguém responsável por lembrar regras, conter conflitos e intervir quando necessário. 🛡️
  • Regras claras: respeito, turnos, proibição de humilhação/ameaça, nada de exposição de terceiros, nada de “testes” de lealdade.
  • Limites de horário: grupos 24h podem virar “ambulância emocional” e aumentar dependência e desgaste.
  • Plano para crise: o grupo não substitui urgência. Defina recursos (CVV 188, emergência, contato de confiança).
  • Confidencialidade: combinado explícito + orientação para não compartilhar prints.
  • Conteúdo gatilho: evitar detalhes que possam disparar outras pessoas; foco em “o que estou sentindo + o que vou fazer agora”.

O que eu mais busco é que a pessoa não use a crise como linguagem. Eu vi isso acontecer com a Camila: no grupo, ela viu outras pessoas descrevendo a mesma vergonha que ela achava “exclusiva” dela. E também viu pessoas que, meses antes, estavam quebradas, começando a reconstruir vida social, trabalho, limites e autoestima. A vergonha é um combustível silencioso do TPB. Quando ela encontra um ambiente seguro, ela perde força.

E vale um cuidado extra: quando a dor fica muito alta, algumas pessoas podem tentar “anestesiar” a emoção com comportamentos de escape (incluindo impulsos com apostas e jogos). Se isso estiver acontecendo com você, pode ajudar buscar um suporte direcionado como um grupo de apoio para viciados em jogos de azar.

Habilidades que mudam o jogo (e por que eu aposto nelas)

Quando eu falo de TCD, eu estou falando de quatro pilares que aparecem repetidamente como alavancas de mudança:

  • Atenção plena: notar a emoção sem virar a emoção. 🧘‍♀️
  • Tolerância ao mal-estar: atravessar a onda sem implodir relações.
  • Regulação emocional: reduzir vulnerabilidades (sono, fome, álcool, isolamento) e aumentar repertório.
  • Efetividade interpessoal: pedir, dizer não, negociar, reparar danos — sem “testar” o outro até quebrar. 🤝

Camila terminou o tratamento um ano depois com menos crises, menos comportamentos impulsivos, e — o mais importante — com linguagem. Ela conseguia dizer: “Estou com medo”, em vez de atacar. Conseguia pedir: “Você pode me confirmar que estamos bem?”, em vez de testar o outro até quebrar. E, quando recaía, ela não usava a recaída como prova de fracasso. Usava como sinal de ajuste.

E, como TPB frequentemente caminha junto com sofrimento depressivo e ansioso, algumas pessoas se beneficiam de espaços complementares de acolhimento — como um Grupo de Apoio – Depressão e um Grupo de Apoio para Ansiedade — especialmente quando a pessoa está reconstruindo rotina e rede.

Quando procurar ajuda imediata (segurança acima de qualquer teoria)

Se você está em risco de se machucar, ou sentindo que não vai aguentar, isso não é “fraqueza”. É sinal de que você precisa de suporte agora. 💛

  • Procure um serviço de urgência da sua cidade ou alguém de confiança para ficar com você.
  • No Brasil, existe apoio emocional gratuito 24h pelo telefone 188 (CVV).

Eu digo isso com toda clareza: um grupo ajuda muito, mas não substitui cuidado intensivo em crise aguda. Em momentos de perda recente, por exemplo, um espaço de suporte como o Grupo de Apoio ao Luto pode ser um complemento importante (sem substituir urgência quando necessário).

Fechamento

No nosso último encontro, Camila disse uma frase simples: “Eu ainda sinto tudo. Mas agora eu sei o que fazer com o que eu sinto.” E, para mim, isso é a definição prática de liberdade.

Se existe algo que eu levo para sempre desses anos trabalhando com TPB, é isto: ninguém escolhe sentir essa dor, mas muita gente pode aprender a viver sem ser governada por ela. E quando uma pessoa aprende isso, ela não muda só a própria vida. Ela muda, discretamente, a vida de quem está ao redor — porque relações melhores começam quando alguém decide parar de sangrar em cima dos outros e aprende, finalmente, a cuidar da própria ferida. 🌿

E, se parte da sua dor tem relação com identidade, pertencimento e medo de rejeição, um ambiente afirmativo e seguro pode fazer diferença. Nesse caso, você pode considerar também um Grupo de Apoio LGBT Online ou Grupo de apoio Bipolaridade como suporte complementar.

Referências e leituras recomendadas