Como puxar um bom assunto no WhatsApp
Eu gosto de começar com um princípio que muda tudo: o objetivo da primeira mensagem não é brilhar. É só abrir a porta. Muita gente trava porque acha que precisa começar com algo genial — e aí acontece aquilo que eu vejo direto: “Escreviam e apagavam várias vezes. A pessoa passava 10 minutos para mandar uma frase de 10 segundos.”
Se for com alguém que você já considera um crush, isso fica ainda mais comum — e aqui ajuda ter exemplos bem direcionados: como puxar assunto com o crush no WhatsApp.
O que te faz travar (e como destravar na prática)
- Medo de incomodar: você se antecipa e tenta “ser perfeito” para não dar brecha.
- Medo de parecer sem graça: você compara sua mensagem com uma versão idealizada de você.
- Ansiedade do “registrado”: você sente que não pode errar, porque “fica ali”.
A abertura mais forte é simples e contextual
Eu ensino a pessoa a começar sem depender de “assunto perfeito”. Por mensagem, a melhor abertura costuma ser simples e contextual:
uma observação do momento
algo que vocês já têm em comum
uma pergunta fácil, que não exige resposta longa
“Passei num lugar hoje e lembrei de vocêRepara que não tem mágica. Tem entrada fácil. E, principalmente, tem espaço para a conversa nascer.”
“Acabei de ver um negócio que é a sua cara… posso te mandar?”
“Como foi o seu dia? (prometo que é pergunta leve)”
“Você é time café ou time chá? Tô numa discussão séria aqui.”
Fórmula que eu mais uso no WhatsApp: pergunta curta → comentário curto → gancho
Uma das coisas que mais destrava as conversas é parar de mandar “pergunta-pergunta-pergunta”. Porque quando isso acontece, vira exatamente o que eu escuto: “Viravam entrevistadores. Faziam muitas perguntas seguidas, sem comentar nada. A conversa ficava fria e com cara de formulário.”
Eu ensino um formato bem prático para WhatsApp: pergunta curta → comentário curto → gancho. Exemplo (estrutura, não texto fixo):
- Pergunta: “Como foi X?”
- Comentário: “Eu também passei por algo parecido…”
- Gancho: “Aliás, vi tal coisa e lembrei de você…”
Como puxar assunto no WhatsApp: perguntas (sem virar entrevista)
Eu adoro perguntas — desde que elas venham com troca. Uma boa pergunta no WhatsApp tem três características:
é fácil de responder
dá margem para história (não só “sim/não”)
te permite comentar algo e puxar outro fio
Perguntas leves (para aquecer)
“Qual foi a coisa mais engraçada que você viu esses dias?”
“Você é mais time praia ou time campo?”
“Qual música você anda repetindo sem dó?”
“Você prefere planejar tudo ou decidir na hora?”
Cultura, gostos e rotina (para render)
“Que série/filme você recomenda sem medo?”
“Qual restaurante você me recomendaria?”
“O que você faz pra relaxar quando o dia pesa?”
Perguntas que aproximam (sem invadir)
“O que tem ocupado sua cabeça ultimamente?”E aqui entra a parte que muda o jogo: sempre devolva algo seu. Se você pergunta “qual música…?”, você pode responder também. Se você pergunta “o que te relaxa?”, você diz “pra mim funciona X”. É esse pedaço que faz parar de parecer interrogatório.
“Qual foi uma coisa legal que aconteceu com você esse mês?”
“Tem algum objetivo que você tá animado(a) pra cumprir?”
Como puxar assunto com a garota por mensagem
Quando é com a garota, muita gente fica preso em duas pontas ruins: ou manda algo genérico demais, ou tenta impressionar demais. E aí volta o ciclo: medo de incomodar, medo de parecer “sem graça”, e aquela sensação de que por mensagem tudo fica “registrado”.
Comece com leveza + especificidade
O que funciona melhor é específico, mas sem peso. Algo que mostra que você prestou atenção, sem virar declaração.
“Eu ri sozinho com isso aqui e lembrei do seu humor
”
“Sua foto me deu uma curiosidade: onde foi isso?”
“Você tem cara de quem tem uma indicação boa de série. Me salva?”
Flertes simples (sem forçar)
“Eu gosto quando você fala desse jeito. Fica leve.”
“Você é corajosa… me fez ficar com vontade de experimentar esse lugar também.”
“Ok, isso aqui foi fofo. Vou admitir.”
Eu vejo a conversa evoluir quando a pessoa entende que não precisa performar. “O ponto central é esse: mensagem vira uma habilidade treinável, não um teste de valor pessoal.”
Como puxar assunto no zap com a garota
No zap, o estilo mais natural geralmente é curto e com ritmo. Se você manda textão, a conversa pesa. Se você manda “oi”, você entrega a direção pro outro — e eu já vi isso dar ruim demais porque “Dependiam do outro para conduzir”.
Mensagens curtas que abrem porta
“Eu tenho uma pergunta importante: você é time áudio ou time texto?”
“Vi uma coisa hoje que me lembrou você. Quer que eu conte?”
“Tô numa dúvida real: você prefere rolê tranquilo ou agito?”
“Me indica uma música pra eu entrar no clima do seu dia.”
Se ela responder curto, não é sentença
Muita gente “Confundiam rapidez com interesse. Se o outro demorava, vinham pensamentos automáticos: ‘não gostou de mim’, ‘falei errado’.” Eu trabalho isso porque o WhatsApp é cheio de ruído: trabalho, cansaço, rotina, notificação acumulada.
Nesses casos, eu uso uma regra prática: ou você facilita, ou você encerra com elegância. Nada de cobrar, nada de se punir.
Como puxar assunto pelo WhatsApp com ela
Quando vocês já têm algum histórico (mesmo que pequeno), a melhor forma de puxar assunto é continuar um fio ou criar um fio novo com base em algo que ela já mostrou gostar.
Reativando sem passar vergonha
“Passei aqui e lembrei da nossa conversa sobre X. Eu ri e tive que te contar.”
“Lembrei de você quando vi isso. (não é pressão, só achei a sua cara)”
“Tô voltando aqui pra te contar: deu certo o negócio que eu tinha falado
”
Isso ajuda muito quem “Sumiam por vergonha. Se demoravam para responder, sentiam que ‘já era’, e preferiam não mandar mais nada para não se expor.” Reativar é só… reativar. Sem julgamento.
Como puxar assunto com homem no WhatsApp
Com homem, eu costumo ver que funciona bem quando a conversa tem direção e simplicidade. Não é porque homem “é assim” — é porque, no WhatsApp, muita gente responde melhor quando entende rápido qual é o fio.
Entradas que costumam render
“Me ajuda numa decisão rápida: você prefere X ou Y?”
“Qual foi a melhor coisa do seu dia hoje?”
“Você é mais do tipo que maratona série ou que enjoa rápido?”
“Tô escolhendo um lugar pra ir… qual tipo de rolê você curte?”
Humor (sem humilhar, sem teste)
“Tenho uma teoria sobre você. Posso testar?”
“Ok, isso aqui me fez rir e eu vim compartilhar a responsabilidade
”
E aqui vale ouro: se ele demorar, não conclua seu valor. “Outro ponto enorme: a pessoa aprende a tolerar silêncio e tempo. Nem todo atraso é desinteresse. E mesmo quando é, isso não define valor pessoal.”
Como puxar assunto com alguém no zap
Quando é “alguém” (amigo, conhecido, colega, alguém que você pegou contato), a chave é ajustar o nível de intimidade. Eu sempre penso: qual é a ponte mais natural entre eu e essa pessoa?
Amigo(a) que você já fala
“Me atualiza: como ficou aquela história do X?”
“Você acredita que aconteceu isso comigo hoje…?”
Conhecido(a) / contatinho recente
“Oi! Lembrei de você por causa de X (nada demais, só lembrei mesmo). Como você tá?”
“Pergunta rápida: você ainda tá naquela fase de X?”
Colega de trabalho (leve e seguro)
“Você tem 2 min? Queria sua opinião sobre X.”
“Vi uma dica sobre X e lembrei do nosso projeto. Quer que eu te mande?”
Quando a pessoa aprende isso, o relato muda: “Eu consigo conduzir uma conversa e até sugerir um encontro.”
Como manter conversa sem ansiedade (e lidar com resposta curta, demora e “vácuo”)
A parte que mais muda a vida de quem trava não é “a frase perfeita”. É o que eu chamo de regulação emocional: “conseguir agir mesmo com ansiedade”.
Se a resposta veio curta
- Opção 1 (facilitar): devolva algo curto + um gancho.
- Opção 2 (mudar de fio): troque para um assunto mais fácil (música, comida, meme).
- Opção 3 (encerrar leve): feche com naturalidade (e sem drama).
Exemplo: “hahaha entendi
Aliás, falando nisso… você já viu X?”
Exemplo: “Boa! Vou voltar aqui pro meu X e depois te conto como foi.”
Isso evita o ciclo “Sumiam por vergonha” e substitui por algo maduro: presença + leveza.
Se a pessoa demorou
Eu repito isso muito porque salva: “Confundiam rapidez com interesse”. Às vezes a pessoa só está vivendo. Se você quer mandar outra mensagem, mande com conteúdo, não com cobrança.
“Vi isso e lembrei de você. Sem pressa pra responder
”
“Voltei só pra te mostrar uma coisa que eu achei a sua cara
”
Como encerrar a conversa com naturalidade (sem sumir)
Muita gente acha que precisa “render” até o fim. E aí fica preso, cansa, e some. No treino, eu trabalho encerramentos leves porque isso reduz pressão e mantém vínculo:
“Vou voltar aqui para X, depois te conto como foi.”
“Boa noite, amanhã a gente continua.”
“Curti falar com você. Vou desligar um pouco agora e depois volto
”
Quando a pessoa aprende a fechar bem, ela para de desaparecer e começa a sentir controle. E aí aparece aquele relato que eu amo ouvir: “Eu não me sinto ridículo por puxar assunto.”
Como sugerir um encontro pelo WhatsApp (sem parecer pressão)
Eu gosto de convite que nasce do contexto. Se vocês falaram de comida, convide pra um lugar. Se falaram de música, convide pra um show. O convite fica natural quando ele é continuação, não “mudança brusca”.
“Você falou daquele lugar e eu fiquei com vontade real. Topa ir comigo um dia?”
“A gente combina demais nesse assunto… bora continuar ao vivo qualquer dia?”
“Sem pressão: se você curtir, a gente marca X. Se não, tá tudo bem
”
E se a resposta for morna ou negativa, entra maturidade emocional: “Se o outro não corresponde, eu não me destruo por dentro.”
Um mini-treino de 7 dias (pra destravar de verdade)
Eu vejo melhora quando a pessoa para de esperar “confiança” cair do céu e começa a praticar com estrutura.
- Dia 1: mande uma mensagem curta para um amigo (observação do momento + pergunta fácil).
- Dia 2: use a fórmula “pergunta curta → comentário curto → gancho”.
- Dia 3: mande um meme/figurinha e puxe um fio (“isso aqui foi você total”).
- Dia 4: reative alguém com “vi X e lembrei de você”.
- Dia 5: pratique encerrar bem (“vou voltar aqui pra X…”).
- Dia 6: faça uma pergunta “você prefere” e depois conte sua resposta também.
- Dia 7: convide algo simples e contextual (café, caminhada, evento).
É nessa hora que costuma aparecer o salto: “Eu mando mensagem sem ficar 20 minutos pensando.”
Se você quiser treinar isso com estrutura e acompanhamento
Se você quiser entender melhor como eu trabalho esse processo, está aqui a página principal do treino de habilidades sociais:
Treino de habilidades sociais (visão geral)
E se você sente que aprende melhor praticando com acompanhamento, exercícios e feedback (porque é na prática que o cérebro muda), existe o grupo de habilidades sociais — estruturado para treinar conversas, posicionamento e segurança social em um ambiente acolhedor:
Grupo de habilidades sociais (treino + prática)
Referências científicas e leituras recomendadas
- Beidel et al. (2014) — Social Skills Training/SET em ansiedade social (ensaio clínico, PMC)
- Kingsbury & Coplan (2016) — Interpretação de mensagens ambíguas e ansiedade social (Computers in Human Behavior)
- Doorley et al. (2020) — Comunicação digital vs. face a face e emoções na ansiedade social (diary studies, PMC)
- High & Caplan (2009) — Comunicação mediada por computador e ansiedade social (Computers in Human Behavior)
- Clark & Wells (1995) — Modelo cognitivo da ansiedade social (resumo clínico, Psychology Tools)
- Chen et al. (2024) — Preferência por texto vs. presencial e ameaça social (Human Communication Research)