🧠 Testes online gratuitos como este — e muitos outros que circulam na internet — funcionam como uma triagem rápida, oferecendo uma visão geral em poucos minutos. Ainda assim, não substituem uma Avaliação Neuropsicológica para TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), feita por profissionais capacitados e com instrumentos validados.
🧠 Para obter um Laudo/Relatório relacionado ao TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) — que pode ser exigido em situações de escola, ambiente de trabalho ou INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) — é necessário passar por uma avaliação neuropsicológica completa. Isso reduz o risco de interpretações erradas e de autodiagnóstico, que pode gerar consequências importantes.
🧠 Ao finalizar o teste, você verá na hora um resultado inicial. Mas apoiar-se somente nesses indícios pode adiar o cuidado adequado, aumentar a preocupação, intensificar sintomas e levar a escolhas precipitadas. cuide da sua saúde mental.
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Em mulheres, os sintomas podem aparecer como desatenção, esquecimentos, desorganização, procrastinação, dificuldade de manter foco e sensação de “mente acelerada”. O importante é avaliar se isso é frequente e gera prejuízo real.
O diagnóstico não vem só do teste. Normalmente envolve entrevista clínica, histórico desde a infância, sintomas em mais de um contexto (trabalho, estudo, casa) e instrumentos de triagem. Em alguns casos, recomenda-se avaliação neuropsicológica.
Ansiedade, estresse, depressão e privação de sono podem imitar sintomas de TDAH. Por isso, o passo mais seguro é uma avaliação cuidadosa para diferenciar o que é TDAH e o que é comorbidade (comorbidade: quando duas condições acontecem juntas).
Se você se reconhece nos sintomas e isso afeta rotina, trabalho, estudos, relacionamentos ou autoestima, vale buscar uma avaliação. O objetivo é entender o padrão e escolher o melhor caminho de cuidado.
Um “laudo de TDAH” (no contexto da Psicologia no Brasil) costuma ser um Laudo Psicológico — e, quando a demanda envolve avaliação neuropsicológica, pode vir como “Laudo Psicológico – Avaliação Neuropsicológica” no título/subtítulo. Ele é resultado de um processo de avaliação psicológica e serve para subsidiar decisões conforme a finalidade (escola, trabalho, saúde, perícias etc.).
De forma geral, o Laudo Psicológico é organizado em itens que deixam claro quem é o documento, por que foi feito, como foi conduzido e o que se conclui. Uma estrutura muito usada (e esperada em documentos técnicos) inclui:
Um laudo voltado para TDAH normalmente descreve, dentro de Análise e Conclusão:
Na prática profissional, é importante diferenciar: laudo (derivado de um processo de avaliação psicológica) e relatório (derivado de atendimento/acompanhamento). Essa diferença ajuda a evitar uso indevido do documento e desalinhamento de expectativas.
Desatenção: dificuldade em prestar atenção a detalhes ou cometer erros por descuido.
Desatenção: dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades.
Desatenção: parece não escutar quando lhe dirigem a palavra diretamente.
Desatenção: dificuldade em seguir instruções ou terminar tarefas (não por oposição, mas por se perder no processo).
Desatenção: dificuldade em organizar tarefas e atividades.
Desatenção: evita ou reluta em tarefas que exigem esforço mental constante (tende a procrastinar).
Desatenção: perde com frequência objetos necessários (chaves, material, documentos, carteira, celular).
Desatenção: é facilmente distraído por estímulos externos (ou por pensamentos internos).
Desatenção: é esquecido em atividades diárias (compromissos, prazos, recados).
Hiperatividade/Impulsividade: agita mãos ou pés ou se remexe na cadeira.
Hiperatividade/Impulsividade: levanta-se em situações em que se espera que permaneça sentado.
Hiperatividade/Impulsividade: corre ou escala em situações inadequadas (em adolescentes/adultos pode ser “inquietação interna”).
Hiperatividade/Impulsividade: tem dificuldade de brincar ou se envolver silenciosamente em lazer.
Hiperatividade/Impulsividade: parece estar “a mil por hora”, como se fosse movido por um motor.
Hiperatividade/Impulsividade: fala em excesso.
Hiperatividade/Impulsividade: responde antes de as perguntas serem concluídas.
Hiperatividade/Impulsividade: tem dificuldade em aguardar sua vez.
Hiperatividade/Impulsividade: interrompe ou se intromete em conversas/atividades dos outros.
Em mulheres, o TDAH costuma aparecer mais como desatenção e sobrecarga mental do que como “hiperatividade visível”. Por isso, muitas passam anos sem suspeitar.
Como costuma se manifestar
Distração interna: pensamentos acelerados, mente “pulando”, dificuldade de sustentar foco, especialmente em tarefas longas.
Desorganização e procrastinação: começar coisas e não terminar, perder prazos, esquecer compromissos, dificuldade de planejar e priorizar.
Oscilação de desempenho: dias de hiperfoco (hiperfoco: concentração intensa e prolongada) alternando com dias de travamento.
Sensação de esforço dobrado: fazer o básico exige muita energia; depois vem culpa e autocrítica.
Regulação emocional: irritabilidade, impaciência, choro fácil, “pavio curto”, frustração intensa.
Relação com autoestima: histórico de se sentir “preguiçosa”, “desleixada” ou “incapaz”, apesar de se esforçar muito.
Por que muitas mulheres demoram a perceber
Camuflagem (masking: camuflagem): compensam com perfeccionismo, listas, excesso de esforço e ansiedade para “dar conta”.
Expectativas sociais: cobrança por organização, cuidado da casa, trabalho, família → a sobrecarga evidencia sintomas.
Comorbidades (comorbidades: condições associadas): ansiedade e depressão podem virar o foco principal e esconder o TDAH.
Pistas comuns em adultas
Esquece coisas com frequência (chaves, mensagens, prazos).
Dificuldade de manter rotina e constância.
Sensação de estar sempre atrasada e “apagando incêndio”.
Cansaço mental desproporcional e dificuldade de iniciar tarefas.
Impulsividade mais sutil: compras, interrupções, decisões rápidas, comer por impulso.
Diagnóstico: o que é necessário
Não é “um teste e pronto”. Em geral envolve entrevista clínica, histórico desde a infância, sintomas em mais de um contexto, avaliação de prejuízo funcional e, quando indicado, avaliação neuropsicológica (avaliação neuropsicológica: exame aprofundado de atenção, memória, funções executivas e impacto na vida).
Uma pessoa com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade: condição do neurodesenvolvimento que pode afetar atenção, impulsividade e organização) pode demonstrar amor de formas bem intensas, mas às vezes “fora do padrão” — não por falta de sentimento, e sim por como o cérebro dela regula foco, energia e constância.
Formas comuns de demonstrar amor:
Presença intensa em momentos-chave: quando está junto, costuma estar muito “ali”, com entusiasmo e espontaneidade.
Gestos impulsivos e generosos: surpresas, mensagens carinhosas do nada, presentes simbólicos, atitudes rápidas para ajudar.
Hiperfoco em você: períodos em que a pessoa fica muito atenta, interessada e curiosa sobre você (hiperfoco: atenção muito intensa por um tempo).
Cuidado prático: resolve coisas, protege, facilita sua vida, faz favores, conserta problemas.
Afeto físico e brincadeira: toque, humor, leveza, criatividade para sair da rotina.
Lealdade emocional: mesmo quando “some” ou se atrapalha com horários, pode sentir amor de forma profunda e constante por dentro.
O que pode confundir (mas não significa falta de amor):
Inconstância de contato: esquece de responder, perde a noção do tempo, adia mensagens.
Desorganização: atrasos, esquecimento de datas, dificuldade em planejar.
Distração durante conversas: a mente desvia, interrompe, muda de assunto rápido.
Oscilações de energia: dias muito presentes vs. dias esgotados.
Um bom “sinal de amor” no TDAH costuma ser: a pessoa tenta ajustar o ambiente para te incluir (ex.: cria lembretes, combina rotinas simples, pede desculpa e repara quando erra), mesmo que nem sempre acerte.
OUTRAS VERSÕES: INFANTIL | ADOLESCENTE | ADULTO
O Teste ASRS (Adult Self-Report Scale), para TDAH em adultos, foi desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Se você chegou até aqui pensando em “TDAH feminino: teste”, eu já quero te adiantar uma coisa importante: o teste é um começo — e, para muita mulher, é o primeiro momento em que a história inteira faz sentido. Eu escuto com uma frequência quase impressionante: “Eu sempre achei que eu era só preguiçosa, desorganizada e dramática.” E quando aparece uma triagem (como ASRS), a pessoa respira: “não era falta de caráter”.
Mas eu também vejo o outro lado: o teste vira uma sentença na cabeça da pessoa, como se marcasse um destino. Na clínica, eu trato o teste como o que ele realmente é: um ponto de partida para conversa clínica, não um carimbo.
Em mulher adulta, o TDAH muitas vezes não aparece como aquela hiperatividade “clássica” de estereótipo. Ele pode vir como:
E tem um detalhe que pesa: muitas mulheres aprenderam a compensar com perfeccionismo, controle, listas e uma ansiedade que funciona como motor. Isso é o que eu vejo como camuflagem. Por fora, a pessoa parece dar conta; por dentro, está pagando um preço alto. Eu ouço: “Eu faço pelos outros para ninguém perceber que eu estou me perdendo.”
Serve para: levantar a hipótese, organizar sintomas, criar uma linguagem comum para você conversar com profissionais e entender padrões de funcionamento.
Não serve para: fechar diagnóstico sozinha, nem para “provar” que você tem TDAH como se fosse exame de sangue.
Eu gosto de explicar com clareza: “Teste é triagem; diagnóstico é processo.” Quando uma mulher faz um teste e se reconhece, eu acolho. Quando ela faz o teste e se desespera, eu acolho também. O objetivo não é rotular — é entender, tratar, e devolver qualidade de vida.
Se você quer usar um teste feminino para mulher com inteligência (sem transformar isso em ansiedade), eu sugiro um passo a passo bem pé no chão:
Eu escuto muito: “Eu consigo focar no que eu amo, mas travo no que é burocrático.” Esse tipo de frase, com exemplos, é mais útil do que qualquer “resultado” solto.
Alguns sinais que aparecem demais em consultório (e que nem sempre as pessoas ligam ao TDAH):
E uma frase que eu ouço direto: “Meu corpo até para, mas minha cabeça não desliga.” Muita gente chama isso de ansiedade. Às vezes é ansiedade mesmo. Às vezes é TDAH. Às vezes é os dois. Por isso, interpretar teste sem contexto costuma dar ruim.
Quando você faz um teste feminino para mulheres (mesmo que ele não tenha sido criado “só para mulheres”), eu recomendo olhar para o resultado como um “mapa de conversa”. Em vez de pensar “deu X, então pronto”, pense assim:
Eu costumo alinhar expectativas bem cedo: “Não existe um único teste que fecha diagnóstico sozinho; a força está no conjunto.” Se o teste deu alto e você se reconheceu, ótimo: você tem um ponto de partida. Se deu baixo, mas você sente prejuízo real, isso também merece investigação — porque muita mulher se camufla tanto que subestima sintomas.
O TDAH, para ser diagnosticado, envolve critérios além de “eu me distraio”. Um bom processo clínico avalia:
Essa parte do diagnóstico diferencial é gigante. Nem toda desatenção é TDAH. Trauma, depressão, ansiedade, TEA, privação de sono e condições médicas podem simular sintomas. Por isso eu repito: “Teste é triagem; diagnóstico é processo.”
Camuflagem (masking) é quando a mulher cria estratégias para “não deixar transparecer” que está se perdendo. O problema é que isso funciona por um tempo… até não funcionar mais. Eu vejo muito:
Uma participante de grupo uma vez resumiu de um jeito perfeito: “Eu faço pelos outros para ninguém perceber que eu estou me perdendo.” Quando essa frase aparece, eu já sei que o trabalho não é só organizar agenda — é reduzir culpa, treinar limites e criar um jeito sustentável de viver.
A avaliação neuropsicológica ajuda a tirar o tema do campo do “achismo” e levar para o campo do funcionamento. Eu explico assim: a avaliação não é para você passar em prova; é para mapear seu cérebro em ação.
Em geral, a gente combina:
E eu sempre digo a frase que salva muita ansiedade: “Não existe um único teste que fecha diagnóstico sozinho; a força está no conjunto.” Isso é especialmente importante quando a pessoa é muito inteligente e muito adaptada — porque ela pode “compensar” em parte dos testes e, ainda assim, viver com um prejuízo enorme no dia a dia.
Eu lembro de uma paciente que chegou com a pontuação alta em um autoteste online e com vergonha, como se tivesse “falhado na vida adulta”. Ela era excelente quando havia urgência, mas vivia apagando incêndios. Ela dizia: “Eu só funciono no 220 volts.” O mapa neuropsicológico ajudou a reduzir culpa e a construir estratégias realistas.
Na prática, o que mais ajuda costuma ser uma combinação de três frentes: psicoeducação, estratégia e cuidado emocional.
Uma paciente me disse algo que eu nunca esqueci: “Eu me sentia uma fraude todo dia que eu não cumpria.” Isso aconteceu porque ela tentava copiar rotina de influencer (mil hábitos, agenda perfeita). O que funcionou foi simplificar: menos metas, mais consistência.
Em psicoterapia individual, eu gosto de trabalhar em três camadas: entender o funcionamento (por que acontece), reduzir culpa (o custo emocional), e criar estratégia (o que fazer amanhã de manhã). Parece simples, mas muda tudo.
Porque uma parte enorme do sofrimento no TDAH feminino não é só o sintoma: é a narrativa. “Eu sou bagunçada”, “eu sou irresponsável”, “eu não termino nada”. Quando a gente troca isso por uma leitura mais precisa — “meu cérebro tem dificuldade com funções executivas” — abre espaço para mudança real.
E aqui eu volto a uma frase que aparece muito: “Eu consigo focar no que eu amo, mas travo no que é burocrático.” Em terapia, a gente pega o “burocrático” e transforma em micro-passos, com gatilhos ambientais (deixar visível, reduzir fricção) e acordos de energia (o que fazer nos dias bons e nos dias ruins).
Em grupo terapêutico, eu vejo algo muito bonito acontecer: as mulheres percebem que não estão sozinhas. E, ao mesmo tempo, elas aprendem a diferenciar apoio de comparação.
No grupo, a gente treina habilidades de organização, priorização e regulação emocional, mas também treina limites: dizer não, reduzir sobrecarga, dividir tarefas, parar de tentar “dar conta de tudo”. Quando a participante diz “Eu faço pelos outros para ninguém perceber que eu estou me perdendo”, o grupo ajuda a construir um plano concreto: o que delegar, o que renegociar, o que simplificar.
Outra situação comum: mulheres que chegam depois de maternidade, ou em fases de oscilação hormonal, e falam que “piorou do nada”. Eu nunca trato isso como frescura. Eu olho para sono, demandas, carga mental, e para como o corpo influencia atenção e humor.
Muitas vezes, o que funciona é fazer o básico bem feito: sono minimamente protegido, rotina mais simples, e metas realistas. O que não funciona é tentar “compensar” com mais controle e mais cobrança.
E, por favor, lembre: “Teste é triagem; diagnóstico é processo.” Você não precisa se definir por um resultado. Você precisa de um caminho.