Grupo de Apoio para Bipolares

Olá! Sou psicóloga desde há quase 20 anos e sei que quando você convive com oscilações de humor que parecem “tomar o volante” – fases de mente acelerada, energia alta, irritação ou impulsividade (e depois a queda: desânimo, culpa, cansaço e vontade de sumir) –  significa que você poderia ter o tem Transtorno Bipolar. Este grupo de é um espaço seguro e confidencial e você não precisa passar porisso sozinho(a). Eu te brindo:

Instituições e empresas que confiam na Thais Barbi

O que é e como funcionam os Grupos de Apoio Online

Na internet, muitos grupos de apoio são conduzidos por voluntários ou por pessoas com vivência e boa escuta. Isso pode ajudar — mas, no transtorno bipolar (TB), faz diferença ter um espaço profissional, com acolhimento e técnica ao mesmo tempo. O desafio é não perder o ritmo: sono desregulado, mente acelerada, irritação e impulsos (decisões, conflitos, gastos) — e depois a queda com culpa, cansaço e isolamento. 

Thais Barbi - responsável do grupo de apoio para bipolares
Desenho de um contrato de um grupo de apoio para bipolares

Inscrição + alinhamento

Você entra na lista de espera e recebe as orientações do grupo (regras, formato e próximos passos).

Desenho de uma videoligaçao no grupo de apoio também para bipolares

Encontros semanais guiados

Encontros em grupo com condução profissional e foco em estratégias aplicáveis: rotina e sobrecarga, comunicação, emoções, limites, relações e autocuidado.

Desenho das tarefas do grupo de apoio para transtorno bipolar

Plano de ação + apoio

Você sai com um plano simples para a semana e com apoio de comunidade para manter consistência (sem pressão para se expor além do que é confortável).

⚠️ Nota importante:

A maioria dos nossos grupos não são separados por transtornos. Acreditamos na inclusão de pessoas com diferentes características, com aceitação, respeito e acolhimento — para que todos possam se preparar para a vida real em sociedade.

Benefícios do Grupo de Apoio para Bipolaridade (ou qualquer outro transtorno)

Para quem quer realmente melhorar e evoluir para ter uma vida mais saudável

Desenho das tarefinhas de casa no grupo de apoio para bipolares

Quando o humor “acelera” e você perde o freio

Tem dias em que o sono diminui, a mente não desliga, a fala acelera e tudo parece urgente. Você fica mais irritado(a) ou confiante demais — e aí vêm decisões por impulso, brigas, gastos ou riscos. Aqui você aprende a reconhecer sinais precoces do transtorno bipolar (TB) e criar um plano de proteção antes que vire crise.

A queda depois: culpa, vergonha e “estragos”

Depois da fase de aceleração, pode vir a queda: cansaço, vazio, arrependimento e a sensação de ter “bagunçado tudo”. Mensagens, compras, conflitos… e a autocrítica pesa. No grupo, você encontra acolhimento sem julgamento e estratégias práticas para reparar, se reorganizar e voltar ao eixo com mais segurança.

Desenho das instrucoes e praticas psicológicas para o grupo de apoio online

Viver em alerta: medo da próxima crise e solidão

Muita gente vive tentando se vigiar o tempo todo — com medo de “subir” ou “descer” de novo. E, por não se sentir compreendido(a), se isola. No grupo, você ganha pertencimento, clareza e ferramentas para estabilizar rotina (sono, limites, gatilhos) e reduzir essa sensação de estar sempre à beira.

Confira quem me da carinho
Nos depoimentos do meu trabalho

Valor da Terapia Grupal Online

O que você Paga e o que você Recebe

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PARA QUEM É (E PARA QUEM NÃO É)

✅ É para você se…

  • quer aprender estratégias práticas para o dia a dia

  • busca um espaço acolhedor e sem julgamento

  • quer evoluir no seu ritmo 

❌ Talvez não seja para você se…

  • precisa de atendimento individual imediato/crise aguda

  • procura “cura” ou soluções milagrosas

  • não pode manter uma frequência mínima

(Se você estiver em crise, priorize atendimento individual/urgência.)

Desenho-de-uma-lista-de-beneficios.png

O QUE ESTÁ INCLUÍDO NA ASSINATURA

✅ Questionário VIP (97 perguntas) para entender melhor seus desafios e suas fortalezas

✅ Encontro em grupo (online) 1x/semana (1 hora e meia para grupos reduzidos ou 2 horas para grupos grandes)

✅ Temas guiados + exercícios práticos

✅ Plano de ação da semana (simples e aplicável)

✅ Materiais de apoio (infografias/resumos)

✅ Acompanhamento da lista de espera e comunicação por e-mail

✅ Participação ativa 

✅ Grupo de Whatsapp

🤏

POR QUE ESTE GRUPO É DIFERENTE

✅ CONDUÇÃO PROFISSIONAL E ESTRUTURA CLARA
Encontros guiados com temas e objetivos. Você sabe o que esperar (sem improviso, sem pressão).

✅ AMBIENTE SEGURO E RESPEITOSO
Regras de convivência e confidencialidade para reduzir ansiedade social e aumentar conforto.

✅ GRUPO PRIVADO NO WHATSAPP (COM MODERAÇÃO)
Um espaço para avisos, materiais e apoio entre encontros — com regras claras.

✅ ADAPTADO PARA TODO TIPO DE ADDULTOS(NO SEU RITMO)
Nada de exposição forçada.

✅ FOCO EM ESTRATÉGIAS PRÁTICAS
Menos teoria solta, mais ferramentas aplicáveis: rotina, sobrecarga, comunicação, limites e autocuidado.

✅ ACOMPANHAMENTO COM MATERIAIS
Resumos e exercícios simples para você levar para a semana.

🚀

O QUE VOCÊ VAI GANHAR NA PRÁTICA

✅ MENOS SOBRECARGA NO DIA A DIA
Você aprende a reconhecer gatilhos e criar ajustes realistas na rotina.

✅ MAIS CLAREZA E AUTOCONHECIMENTO
Entender padrões, necessidades e limites sem culpa.

✅ MELHOR AUTO-CONTROLE EMOCIONAL
Estratégias para lidar com ansiedade, frustração e cansaço.

✅ RELACIONAMENTOS MAIS SAUDÁVEIS
Comunicação mais direta, limites mais claros e menos conflitos.

✅ PERTENCIMENTO (SEM SE SENTIR “ESTRANHO”)
Contato com pessoas parecidas com você — e a sensação de não estar sozinho(a).

✅ SUPORTE ENTRE ENCONTROS (SEM FICAR SOZINHO[A])
No WhatsApp, você troca experiências, recebe lembretes e mantém constância com o grupo.

 

 

ASSINATURA ATIVA

R$ 350/mês Equivale à R$ 43,75/hora
  • ✅ 1 Sessão semanal
  • ✅ Max. 20 pessoas ativas
  • ✅ 120 Minutos (conforme tamanho do grupo)
  • ✅ Tarefinhas de Casa + Recursos cada semana (na área interna)
  • ✅ Grupo de Whatsapp para trocar ajuda e experiências
  • ✅ Atendimento prioritário por Whatsapp
  • ✅ 1 Terapia por mês personalizada em você dentro do grupo
  • ✅ Questionário VIP de 97 Perguntas

ASSINATURA OUVINTE

R$ 175/mês Equivale à R$ 21,88/hora
  • ✅ 1 Sessão semanal
  • ✅ Max. 50 pessoas ativas
  • ✅ 120 Minutos (conforme tamanho do grupo)
  • ✅Tarefinhas de casa + Recursos cada semana (na área interna
  • ❌ Grupo de Whatsapp para trocar ajuda e experiências
  • ❌ Atendimento prioritário por Whatsapp
  • ❌ Terapia por mês personalizada em você dentro do grupo
  • ❌ Questionário VIP de 97 Perguntas​

Bem-vind@ ao seu grupo Acolhedor Assertivo Confidencial Seguro

A Terapia em Grupo de Terapia Online quer que você aprenda, se descubra, se foque na sua qualidade de vida, faça amizades e muito mais!

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Acessando ao Grupo de Terapia Online você...

Perguntas sobre o grupo de Apoio para Bipolares?

Apoiar uma pessoa com transtorno bipolar:

  • Entenda as fases (mania/hipomania e depressão) e aprenda os sinais de alerta.

  • Ajude a manter rotina, principalmente sono regular e menos estresse.

  • Evite julgamentos; valide e fale com calma.

  • Incentive e sustente o tratamento (psiquiatra, terapia, medicação).

  • Se notar sinais de crise, busque ajuda cedo.

  • Cuide de você também (limites e rede de apoio).

No Brasil, quem tem transtorno bipolar pode ter direitos, mas não automaticamente pelo diagnóstico. Depende do impacto na vida e no trabalho.

  • INSS: benefício por incapacidade temporária ou permanente, se houver incapacidade comprovada e contribuição.

  • BPC/LOAS: se houver impedimento de longo prazo + baixa renda, mesmo sem contribuição.

  • Trabalho/estudo: possíveis adaptações e, em alguns casos, cota PcD.

  • Saúde: tratamento gratuito pelo SUS e acompanhamento em CAPS.

O direito depende sempre de avaliação do caso, não só do diagnóstico.

No Brasil, ser bipolar não torna a pessoa PcD automaticamente.

PcD (Pessoa com Deficiência) é quem tem impedimento de longo prazo que, junto com barreiras, limita a participação plena na sociedade. No caso do transtorno bipolar, depende do impacto funcional: se houver limitações duradouras e significativas no dia a dia, pode ser reconhecido como PcD após avaliação do caso. Se não houver esse nível de limitação, não é considerado PcD.

No Brasil, ter Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não torna a pessoa PcD automaticamente.

PcD (Pessoa com Deficiência) é, em regra, quem tem um impedimento de longo prazo (físico, mental, intelectual ou sensorial) que, junto com barreiras, limita a participação plena na sociedade. Ou seja: o critério é o impacto funcional e a duração, não apenas o diagnóstico.

Então, TPB pode ou não ser considerado PcD dependendo do grau de limitações no dia a dia e da avaliação do caso (por exemplo, em processos de benefício assistencial e/ou em avaliações oficiais quando cabível).

Sim, pode usar, desde que a pessoa tenha uma condição não aparente que gere necessidade de suporte/atendimento mais compreensivo no dia a dia.

Pontos importantes:

  • O cordão de girassol é um símbolo nacional para identificação de deficiência oculta (não aparente) e o uso é opcional.

  • O cordão não é prova por si só. Em situações formais (aeroporto, serviço público, etc.), podem pedir documento/laudo que justifique a condição.

  • Borderline (TPB) não vira “deficiência oculta” automaticamente só pelo diagnóstico; na prática, faz mais sentido usar quando a pessoa realmente tem limitações relevantes em determinados ambientes e o cordão ajuda a evitar conflitos e facilitar atendimento.

Em geral, pessoas com TPB (Transtorno de Personalidade Borderline) tendem a se irritar mais (ou “explodir” mais rápido) quando sentem:

  • Invalidação: “você tá exagerando”, “isso é drama”, “para com isso”.

  • Abandono/rejeição percebidos: silêncio, sumiço, demora sem aviso, cancelar em cima da hora.

  • Inconsistência e quebra de combinados: prometer e não cumprir, mudar regras do nada.

  • Crítica dura, desprezo ou humilhação: tom condescendente, sarcasmo, ridicularizar.

  • Controle/ameaça e jogos emocionais: chantagem, ultimatos, “se você fizer isso eu vou embora”.

Ter transtorno bipolar não impede automaticamente tirar CNH. A habilitação depende de avaliação médica e psicológica. Se a pessoa estiver estável, em tratamento e sem prejuízo para dirigir, a CNH é concedida. Em alguns casos, pode haver restrições ou exigência de acompanhamento médico.

Mais informações sobre o Grupo de Apoio para pessoas com transtorno bipolar

Se você chegou até aqui procurando grupo de apoio emocional para bipolares, eu já quero começar do jeito mais humano possível: você não precisa carregar isso sozinho(a) 💛. E eu falo isso com a experiência de quem já acompanhou de perto, na prática clínica e no SUS, pessoas vivendo com transtorno bipolar, familiares exaustos e redes de apoio tentando “acertar a mão”.

Eu tive experiências — tenho, nétanto em psicoterapia individual, quando eu trabalhava no NASF e também no matriciamento, que é o atendimento do médico da família, junto com o médico psiquiatra, junto com o psicólogo, ao mesmo tempo. E isso me ensinou uma coisa: quando existe rede (tratamento + família + apoio + rotina), a chance de estabilidade aumenta muito. Quando a pessoa fica isolada, tudo pesa mais.

Grupo de Apoio: Bipolaridade

Um grupo de apoio para transtorno bipolar é um espaço (online ou presencial) onde pessoas que vivem com bipolaridade — e muitas vezes também familiares — se reúnem para escuta, acolhimento e troca de experiências 🤝. Em geral, não é um lugar de “dar diagnóstico”, nem de “mandar parar ou tomar remédio”, nem de virar debate sobre quem está certo. É um lugar para construir pertencimento e reduzir o peso do estigma.

Na prática, eu via isso acontecer até em contextos bem comunitários: na terapia comunitária, dentro das Unidades Básicas de Saúde, chegavam pessoas com transtornos de humor e, às vezes, também em sofrimento por questões familiares e sociais. E mesmo quando o paciente fazia atendimento individual no CAPS, ele acabava aproveitando e participando do grupo para eu passar algumas orientações de psicoeducação — e isso fazia diferença porque ele saía com um mapa: “ok, eu entendi o que acontece comigo e o que observar”.

Grupo de apoio não é terapia (mas pode ser terapêutico)

Eu gosto de explicar assim: terapia tem método, plano e objetivos clínicos claros. Grupo de apoio é um dispositivo de cuidado e convivência: ele não substitui acompanhamento, mas pode ser um “pilar” de sustentação — especialmente nos dias em que a cabeça tenta convencer você de que “ninguém entende”.

E tem algo importante: a pesquisa científica aponta que psicoeducação (especialmente em grupo) é uma estratégia que ajuda na prevenção de recaídas e na adesão ao tratamento quando usada como complemento ao cuidado médico e psicológico ✅.

grupo de apoio transtorno bipolar

Quando alguém busca um grupo de apoio transtorno bipolar, quase sempre está buscando pelo menos uma destas coisas:

  • alívio do isolamento (“sou só eu que penso assim?”)
  • normalização (entender sintomas sem culpa)
  • estratégias práticas (sono, rotina, gatilhos, recaída)
  • acolhimento (sem julgamentos, com empatia)
  • esperança realista (sim, dá pra estabilizar)

E aqui eu costumo ser bem direta: o transtorno bipolar é um transtorno de humor que pode variar bastante de pessoa para pessoa. Eu mesma sempre explicava que ele tem três tipos, né? Tem o tipo um, o tipo dois e o ciclotímico — e tem gente que vive oscilações mais leves e crônicas, e tem gente que pode ter episódios muito intensos. Por isso, grupo de apoio bom não é “receita pronta”; é troca com responsabilidade.

Por que o diagnóstico do transtorno bipolar pode demorar

Uma coisa que aparece muito na vida real (e confunde demais) é que o diagnóstico pode não vir rápido. Às vezes se demora de dez até vinte anos, porque tem pacientes que não são “sintomas de livro” claramente, e muitos ficam por longos períodos mais no polo depressivo e acabam recebendo diagnóstico de depressão primeiro. Se esse polo depressivo é o que mais pesa para você hoje, pode ajudar somar suporte em paralelo, como um Grupo de Apoio para Depressão.

Isso não é “frescura” nem “drama”: existem estudos mostrando atrasos longos no diagnóstico de bipolaridade, muitas vezes de vários anos, justamente pela semelhança com depressão unipolar e outras condições. E esse atraso cobra um preço: tratamento inadequado, mais crises, mais sofrimento. E, em muitos casos, a ansiedade também entra no pacote — e ter um espaço de acolhimento específico pode facilitar a organização do cuidado, como um Grupo de Apoio para Ansiedade.

O que eu observo na prática: resistência ao tratamento e gatilhos

Eu via muito — e você talvez se identifique — que é muito comum a resistência no tratamento. Tem pacientes que não aderem facilmente à medicação, seja por efeitos colaterais, seja por vergonha, por preconceito social e familiar, ou porque melhora e pensa: “não preciso mais”.

E aqui eu repetia quase a mesma frase em consultório e em grupo: “você está melhorando porque o medicamento está agindo no cérebro e a psicoterapia está ajudando você a se autoconhecer”. Isso não é para assustar ninguém; é para tirar a culpa e colocar método. Quando a pessoa entende o mecanismo, ela para de brigar com o cuidado.

Eu também via como o ambiente pode virar gatilho. Você mesmo descreveu exatamente como eu explicava: existe uma base genética forte em muitos casos, e o ambiente pode acender o pavio — estresse, conflito, privação de sono, mudanças bruscas, substâncias, rotina bagunçada. E, às vezes, a impulsividade vira um risco real (gastos, apostas, jogos): se isso tem sido um problema junto, um suporte específico como o Grupo de Apoio – Viciados em Jogo pode ser um complemento importante.

Quando a crise vem forte: mania, psicose e o “curto circuito”

Nos casos mais graves, o episódio de mania pode vir com perda de crítica, impulsividade intensa e, em algumas situações, sintomas psicóticos. Eu já expliquei assim: é como se desse um curto circuito ali nos neurônios, como se fosse um fio de uma casa que queima. É uma metáfora, claro, mas ela ajuda a pessoa a entender por que a prevenção é tão séria.

E eu observava (e a literatura também descreve) que com episódios repetidos e mal tratados, algumas pessoas podem ter mais dificuldade com atenção e memória ao longo do tempo. Isso reforça algo essencial: crise não é “fase” para ignorar; crise é sinal para organizar cuidado.

Família no grupo de apoio: ajuda ou atrapalha?

Depende do formato do grupo — e da postura. Eu sempre digo: família pode ser o maior fator de proteção ou o maior fator de estresse. Quando funciona, funciona porque existe psicoeducação familiar e um combinado claro: apoiar não é controlar, e também não é fingir que não está acontecendo.

Na TCC, a gente trabalha a psicoeducação para o paciente e para a família, porque eles vão precisar acompanhar junto. Eu falava muito sobre monitoramento do medicamento (sem paranoia, com parceria) e monitoramento do comportamento (sem acusação, com observação).

Aliás, eu via muito esta cena: o paciente melhora, a família diz “viu? era só força de vontade, pode parar”. E eu precisava traduzir: “você estabilizou porque o medicamento tá agindo no cérebro”. A família aprende isso e vira aliada. E, quando a família está atravessando uma perda (o que bagunça o chão emocional de todo mundo), um espaço específico como o Grupo de Apoio ao Luto pode ajudar a sustentar esse processo.

Grupo de apoio online x presencial: qual é melhor?

Eu não compro a ideia de “um é bom e o outro é ruim”. Eu olho para: acesso, constância, segurança e qualidade.

  • Online: facilita para quem mora longe, para quem está sem energia, para quem tem vergonha no começo; tende a aumentar a adesão porque “cabe na rotina”.
  • Presencial: fortalece vínculos de maneira diferente, pode ajudar quem precisa sair do isolamento social “na prática”, e muitas vezes dá uma sensação maior de pertencimento corporal, de comunidade.

O melhor é o que você consegue frequentar com regularidade e que tem regras claras de convivência. Se o online for o caminho possível agora, você pode começar por um Grupo de Apoio Online — e, se você busca um espaço afirmativo e seguro para pertencimento e identidade, o Grupo de Apoio LGBT Online pode ser uma boa opção.

Como escolher um grupo de apoio seguro (de verdade)

Eu recomendo observar estes pontos antes de se comprometer:

  • Regras de confidencialidade (o que é falado ali não vira fofoca)
  • Mediação (tem facilitador? profissional? ou ao menos moderação séria?)
  • Sem incentivo a parar tratamento (grupo bom não “milita” contra cuidado médico)
  • Respeito aos limites (ninguém invade, humilha, ou disputa quem sofre mais)
  • Encaminhamento em crise (se alguém está em risco, o grupo orienta buscar serviço de saúde)

Se o grupo vira um lugar de “competição de tragédia” ou “manual de como se autodestruir”, fuja. Grupo bom é acolhedor e também é responsável.

Psicoeducação na prática: o que eu ensino em grupo e funciona

Psicoeducação é simples e potente: é ensinar o que é o transtorno, quais são os sintomas, como é o tratamento e como monitorar sinais. E eu repito: isso pode ser feito em grupo ou individual.

Na TCC, eu organizo isso em três frentes: sono, humor e gatilhos. Quando a pessoa aprende a observar essas três coisas, ela ganha autonomia.

1) Registro do sono (7 dias que mudam o jogo) 😴

Eu uso muito uma ferramenta simples: registro do sono. O paciente vai anotando por uma semana: que horas dormiu, se acordou, que horas acordou e se voltou a dormir. Isso serve para duas coisas:

  • o paciente ganhar autoconhecimento (“nossa, eu não durmo direito faz meses”)
  • levar um dado concreto para o psiquiatra ajustar conduta (“o remédio está ajudando ou não?”)

E aí entra a higiene do sono. Como eu acompanho semanalmente, eu consigo ajustar micro-hábitos: luz, tela, cafeína, rotina de desaceleração, regularidade. O psiquiatra às vezes vê 1x por mês (ou de 2 em 2 meses quando estabiliza), então essa ponte semanal é valiosa.

2) Manejo do humor: diário do humor e sinais precoces

Outra ferramenta que eu uso muito é o manejo do humor. A pessoa registra diariamente: humor deprimido? eufórico? irritado? estável? E junto: “o que aconteceu hoje?”.

Eu incentivo que ela identifique: quais são os gatilhos? É estresse? é insônia? é conflito relacional? é excesso de compromisso? Quando ela faz isso, ela para de ser “refém do humor” e vira alguém que lê padrões.

3) Prevenção de recaída: recaída não é fracasso

Eu trabalho muito com prevenção de recaída e eu digo quase literalmente: quando você estiver estabilizado um ano, um ano e pouquinho, a recaída pode acontecer — e não é sinal de que você é fraco. A recaída é um evento possível dentro de uma condição recorrente. O objetivo é reconhecer cedo.

Então a gente combina sinais de alerta: menos necessidade de sono, pensamentos acelerados, irritabilidade, impulsividade, “mania de grandeza”, aumento de energia sem freio… ou, no outro polo, retraimento, desesperança, lentidão, anedonia. O grupo de apoio ajuda porque alguém vira e diz: “isso aconteceu comigo também; eu percebi assim; eu fiz assim”.

CAPS, UBS, NASF e matriciamento: onde isso entra no mundo real (Brasil)

Eu gosto de falar do SUS porque muita gente acha que “não tem nada”. Tem, sim. Eu vivi isso de dentro: NASF, Unidade Básica de Saúde, matriciamento e CAPS são portas importantes.

No matriciamento, eu via a potência do cuidado compartilhado: médico de família + psiquiatra + psicólogo pensando junto. E no CAPS, eu via como o atendimento pode ser individual e em grupo — e como o grupo vira um lugar para fortalecer autonomia, vínculo e rotina.

Se você quer começar, muitas vezes o primeiro passo é: procure sua UBS e pergunte por saúde mental, e/ou o CAPS de referência do seu território. E, se você já está em acompanhamento, pergunte diretamente ao seu profissional se ele recomenda algum grupo de apoio confiável.

O que falar no primeiro encontro (quando dá aquele branco)

Se você travar, tá tudo bem. Eu já vi isso mil vezes. Você não precisa “performar”. Pode ser algo simples como:

  • “Eu estou aqui porque quero entender melhor o que acontece comigo.”
  • “Eu tenho dificuldade de aderir ao tratamento e queria ouvir como vocês lidam.”
  • “Meu maior gatilho tem sido sono/estresse, e eu não sei como organizar.”
  • “Eu sou familiar e não sei como ajudar sem piorar.”

E se você só quiser ouvir no começo, perfeito. Em muitos grupos, o silêncio do início é parte do processo de segurança.

Quando o grupo de apoio não é suficiente (e você precisa de urgência)

Eu sempre reforço: grupo é suporte, mas existem momentos que pedem serviço de saúde com prioridade. Por exemplo:

  • risco de se machucar ou machucar alguém
  • sintomas psicóticos (delírios, alucinações) com perda de crítica
  • insônia total por dias, agitação intensa, impulsividade perigosa
  • ideias persistentes de morte ou suicídio

Nesses casos, procure emergência, UPA, SAMU (192), ou o CAPS (especialmente em crise, quando disponível). No Brasil, você também pode ligar para o CVV (188) se estiver em sofrimento intenso e precisar conversar agora.

Perguntas frequentes sobre grupo de apoio para bipolares

Precisa ter diagnóstico fechado?

Não necessariamente. Mas eu recomendo transparência: você pode dizer “estou em investigação” e, se estiver em tratamento, alinhar com seu profissional. Como eu já disse, o diagnóstico pode ser difícil e demorar anos em alguns casos. E, se no seu caminho apareceu hipótese comorbidade ou diagnóstico diferencial (como transtorno de personalidade), ter um espaço específico pode organizar melhor a caminhada — por exemplo, um Grupo de Apoio – Borderline.

Posso ir se eu estiver em fase depressiva?

Pode. Inclusive, muitas pessoas procuram grupo justamente na depressão. Só é importante combinar estratégias de segurança se houver risco.

Familiar pode participar?

Muitos grupos aceitam, e alguns têm grupos específicos para familiares. E eu, sinceramente, gosto quando a família topa aprender, porque o cuidado melhora quando todo mundo fala a mesma língua.

O grupo vai me dizer qual remédio tomar?

Não deveria. Isso é decisão médica. O grupo pode compartilhar vivências, mas o que funciona para um pode não funcionar para outro. O lugar seguro é: “converse com seu psiquiatra”.

Vale a pena mesmo?

Na minha experiência, vale muito quando o grupo é bem conduzido e quando você usa o grupo como parte de um tripé: psiquiatra + psicoterapia + rede de apoio. Eu vi gente mudar a trajetória quando começou a monitorar sono, humor e gatilhos — e quando parou de se sentir “um ET” no mundo.

Fechamento: apoio é estratégia, não “fraqueza”

Eu gosto de terminar do jeito que eu falaria para um paciente e para a família: procurar apoio não é sinal de fraqueza. É sinal de inteligência emocional e de compromisso com estabilidade. O transtorno bipolar pode ser desafiador, sim — mas quando a pessoa aprende a reconhecer sinais, reduzir gatilhos e se manter em acompanhamento, ela ganha vida de volta.

E se hoje o seu passo possível é só entrar num grupo de apoio para bipolares e ouvir, então esse passo já é grande. Um encontro por semana pode ser o começo de uma rede que sustenta você por anos 🌱.

Bibliografia e referências científicas (para aprofundar)