Introdução sobre: Como era tratado o autismo antigamente
Tem pergunta que parece simples, mas vem com uma mala cheia de história. Quando alguém digita “como era tratado o autismo antigamente”, quase sempre não é curiosidade pura é tentativa de entender uma dor da família, uma lembrança de infância, um “por que comigo ninguém percebeu?” ou até um susto ao comparar o passado com o que a gente busca hoje.
Eu, Thais Barbi, já ouvi essa pergunta em consultório, em corredor de serviço público, em reunião de escola e em grupo de família. E, se eu pudesse resumir em uma frase, seria: antigamente, a sociedade tentava encaixar a pessoa autista em uma ideia de ‘normal’; hoje, com muito caminho andado, a gente tenta construir suporte para ela existir com dignidade.
Trabalhei no SUS por 5 anos e, nesse tempo, vi de perto como o desconhecimento vira rótulo: “difícil”, “birrento”, “mudo”, “agressivo”, “sem limite”. Às vezes era uma criança; às vezes um adulto que atravessou a vida carregando vergonha. E é aqui que eu repito algo que eu falo muito na clínica: o entender muda o sentir. Entender o passado não é passar pano; é organizar a memória para não repetir o erro.
Quando a gente fala em “tratamento” do autismo, vale um cuidado: autismo não é uma doença que se ‘cura’. O que existe é cuidado, suporte, intervenção quando necessário, adaptações e construção de autonomia. Só que, por muito tempo, a palavra “tratamento” foi usada como se o objetivo fosse “consertar” a pessoa. Isso abriu espaço para práticas duras e, em alguns casos, violentas.
Na minha prática, a pergunta que realmente importa é: o que aquela pessoa precisa para viver melhor? Hoje isso parece óbvio. Antigamente, nem sempre.
E eu vou te contar uma cena que se repetiu mais do que eu gostaria no SUS: mãe chegando com a criança exausta, a escola pressionando, a família dividida e alguém soltando um “isso é falta de palmada” ou “essa mãe é mole”. Eu via o rosto dessa mãe desmoronar ali, na minha frente. A culpa virava um buraco. E, muitas vezes, o primeiro “tratamento” que eu fazia era tirar a culpa do colo dela e colocar informação no lugar.
🧩 Visão social: como o autismo era visto antigamente, entre mito e medo
Quando a gente olha para trás, percebe que o autismo já foi interpretado por lentes bem diferentes. No começo do século XX, a palavra “autismo” aparece ligada a descrições de isolamento como sintoma de quadros psicóticos. Décadas depois, o que hoje chamamos de TEA chegou a chamado de “psicose infantil” e “esquizofrenia infantil” em classificações diagnósticas antigas.
O resultado prático disso era pesado: se era visto como “loucura”, o destino provável era esconder, internar, afastar. Se era visto como “má criação”, o destino era punir. Se era visto como “falta de afeto”, o destino era culpar a família. E em qualquer dessas versões… a pessoa autista perdia voz.
Eu, como neuropsicóloga, já acompanhei adultos que só receberam o diagnóstico depois dos 30, 40 anos. Gente que passou a vida ouvindo “você é estranho”, “você não se esforça”, “você é frio”. Quando finalmente entendem que aquilo tem nome e explicação, costuma vir um misto de alívio e luto: alívio por se reconhecer; luto pelo tempo sem suporte. E eu gosto de dizer (com cuidado, sem romantizar): o diagnóstico não muda o passado, mas muda a forma de carregar o passado.
🧊 Quando a culpa caiu na família: o mito da “mãe geladeira”
Nos anos 1950 e 1960, circularam teorias que atribuíram o autismo a suposta frieza emocional dos pais, especialmente das mães. Essa ideia ficou conhecida como “mãe geladeira” e hoje é considerada equivocada e estigmatizante. O estrago emocional foi enorme: mães foram tratadas como causa do sofrimento do filho. Pensa no peso disso…
Na prática clínica, eu ainda vejo ecos disso. Já ouvi mãe dizendo: “Thais, eu trabalhei demais, será que foi por isso?” E eu respondo com firmeza e carinho: não. Autismo é transtorno do neurodesenvolvimento, envolve múltiplos fatores, e culpa não é tratamento.
Eu, lembro de uma mãe do SUS (vou mudar nomes e detalhes) que chegou pedindo desculpas por tudo: pelo atraso, pelo choro do filho, pelo barulho. Quando ela me contou que um profissional tinha dito “você não dá limite, por isso ele está assim”, ela falou como se fosse sentença. Naquele dia, a virada foi simples e profunda: nomeamos o que estava acontecendo, validamos a exaustão, e começamos a construir rotina e estratégias. O filho não virou “outro”; ele virou mais compreendido. E, de novo: o entender muda o sentir.
🏥 Como era tratado o autismo antigamente na prática clínica e institucional
Se eu pudesse desenhar uma linha do tempo do cuidado, eu diria que, por muito tempo, o “tratamento” foi sinônimo de controle. Controlar o corpo, controlar o comportamento, controlar o incômodo que aquilo causava nos outros. Em muitos lugares do mundo e também no Brasil a saída para crianças e adultos com grandes dificuldades foi a institucionalização, muitas vezes sem proposta terapêutica real.
Antigamente, era comum a pessoa autista ser considerada “ineducável”. Isso impactava a escola: a criança era expulsa, isolada ou colocada em ambientes sem estímulos adequados. E, quando havia agressividade ou autoagressão, em vez de investigar causa (dor, sobrecarga sensorial, comunicação, ansiedade), o foco virava “segurar”.
Eu vi no SUS situações em que a família chegava depois de tentar “tudo”: castigo, promessa, bronca, levar em benzedeira, trocar de escola, trocar de bairro… e nada funcionava porque ninguém tinha explicado o básico: comportamento é linguagem. Quando eu comecei a trabalhar com essa lente identificar gatilhos, criar previsibilidade, ajustar demandas a casa ficava menos em guerra.
⚠️ Práticas que hoje a gente reconhece como inadequadas
É importante falar com responsabilidade: houve épocas e serviços em que se usaram contenções físicas com frequência, isolamento, punições. Parte disso vinha do desconhecimento; parte vinha de uma cultura de exclusão. Hoje, o cuidado em saúde e educação tem outra direção: segurança com dignidade.
Eu, no dia a dia na clínica, encontro adultos que foram crianças nos anos 80 e 90 e contam lembranças difíceis: “me amarravam”, “me colocavam numa sala sozinho”, “me forçavam a olhar no olho”. E aí eu faço uma pausa, respiro com a pessoa e digo: isso foi sobre a época, não sobre o seu valor. Porque, sim, tem história que precisa ser olhada sem maquiagem, mas com acolhimento.
Uma coisa que quase nunca funcionou (e ainda aparece, às vezes, disfarçada) é a ideia de “apagar” sinais autistas a qualquer custo: impedir estereotipias sem oferecer alternativa, exigir performance social, treinar “normalidade”. Pode até produzir obediência por um tempo, mas cobra um preço alto: ansiedade, burnout, sensação de inadequação. O foco atual é outro: habilidades para a vida + qualidade de vida.
🔁 A virada: desenvolvimento, evidências e ética
Com o avanço da pesquisa e da clínica, o autismo foi sendo compreendido como condição do neurodesenvolvimento, e isso mudou tudo: mudou a forma de avaliar, de intervir e, principalmente, de enxergar a pessoa. Houve marcos importantes, como a consolidação de critérios diagnósticos mais específicos e a noção de espectro, que ajudou a entender a diversidade de perfis e necessidades de suporte.
Na prática, essa virada aparece quando a equipe para de perguntar “como eu faço ele parar?” e começa a perguntar “o que ele está tentando comunicar?” e “como eu posso tornar o ambiente mais acessível?”. Eu, Thais Barbi, vivi isso bem de perto em grupo terapêutico: quando os pais entendiam o motivo das crises (sobrecarga, mudança de rotina, dificuldade de comunicação), eles deixavam de agir no desespero e começavam a agir com estratégia. E aí, curiosamente, o comportamento mudava, não porque a criança foi “domada”, mas porque o mundo ficou menos ameaçador.
🏷️ Nomes e rótulos: como era chamado o autismo antigamente e o que cada termo carregava
Os nomes importam. Eles podem abrir portas ou virar pedra na mochila. E, historicamente, o autismo já foi chamado (ou encaixado) em categorias diferentes, dependendo da época e do olhar dominante.
Alguns termos que você pode encontrar em relatos antigos, prontuários e histórias de família:
- ‘Psicose infantil’ / ‘esquizofrenia infantil’: rótulos usados quando ainda havia muita confusão entre quadros do desenvolvimento e quadros psicóticos.
- ‘Autismo infantil precoce’: termo associado às primeiras descrições clínicas clássicas do autismo em crianças pequenas.
- ‘Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)’ ou ‘Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID/PDD)’: guarda-chuva diagnóstico que incluía subtipos e expressava a ideia de múltiplas áreas do desenvolvimento afetadas.
- ‘Síndrome de Asperger’: por um período, usada para descrever pessoas com perfil autista sem atraso intelectual significativo e com linguagem formal preservada.
- TEA, Transtorno do Espectro Autista: termo atual, que reconhece o espectro e enfatiza necessidades de suporte em diferentes áreas.
Eu, como neuropsicóloga, tomo muito cuidado quando converso sobre esses termos com famílias. Porque, às vezes, a avó diz “na minha época isso era criança malcriada” e os pais se sentem atacados. Eu prefiro convidar: vamos olhar com lente histórica. Informação não serve para culpar ninguém; serve para organizar o cuidado.
🧭 O que mudou de verdade quando a gente saiu das “caixinhas” e foi para o espectro
Quando falamos em espectro, não estamos dizendo “todo mundo é igual”. Estamos dizendo o contrário: existe uma diversidade de apresentações, de habilidades, de desafios e de necessidades de apoio. Isso ajuda a explicar por que uma pessoa autista pode precisar de suporte intenso para comunicação, enquanto outra precisa de suporte para flexibilidade, sensorial e vida social e por aí vai.
Na avaliação neuropsicológica, isso é bem visível. Eu, faço entrevistas, observo comportamento, aplico testes e, principalmente, escuto a história de vida. Em muitos casos, o ponto de virada é quando a família entende que a crise não é “teimosia”: é sobre cérebro em sobrecarga, dificuldade de prever, dificuldade de traduzir emoções, dificuldade de comunicar necessidade.
Eu me lembro de um adolescente que chegava dizendo “eu odeio gente” e a mãe completava “ele é grosso”. Quando a gente investigou, vimos que ele tinha pânico de ambientes barulhentos, sentia dor física com certos sons e já tinha passado vergonha por não entender ironia. O “grosso” era proteção. Quando ajustamos escola, rotina e treino de habilidades sociais com respeito, ele não virou “extrovertido” (e nem precisa). Ele ficou menos em guerra com o mundo.
🎬 Cultura pop: filme antigo sobre autismo, o que ajudou e o que atrapalhou
Filme tem poder. Pode criar empatia… e pode cristalizar estereótipo. E quando a gente fala de filme antigo sobre autismo, alguns títulos foram importantes para colocar o tema em circulação, mas também deixaram heranças complicadas (principalmente a ideia de que “autista = gênio savant”).
Aqui vão alguns filmes mais antigos que tocam no tema, com um olhar bem pé no chão:
- Rain Man (1988): um clássico que abriu conversa no mundo inteiro, mas popularizou a associação automática entre autismo e habilidades “extraordinárias”. Nem toda pessoa autista tem savantismo — na verdade, é raro.
- The Boy Who Could Fly (1986): traz um personagem autista não verbal e mostra como a incompreensão do entorno pode virar contenção e medo; é um retrato que conversa com as marcas sociais da época.
- Silent Fall (1994): usa um menino autista como peça central de um thriller; vale o alerta sobre como o cinema às vezes transforma a pessoa autista em ‘mistério’ a ser decifrado.
- Mercury Rising (1998): também gira em torno do estereótipo do “autista que decifra códigos”; entretém, mas reforça mito.
- Molly (1999): discute institucionalização e traz uma narrativa de ‘cura’ por procedimento experimental um ponto crítico, porque pode alimentar expectativas irreais e capacitistas.
- Snow Cake (2006) e Mozart and the Whale (2005): já mais recentes, importantes por trazerem adultos e (no caso de Snow Cake) uma mulher autista em foco algo bem menos comum nas telas por muito tempo.
Eu, Thais Barbi, costumo sugerir que a família assista com duas perguntas na cabeça: o que esse filme acerta sobre experiência humana? e o que ele simplifica demais?. Assim, o cinema vira ponte, não cartilha.
💡 O que eu observo na clínica quando a família chega influenciada por filmes
Às vezes, a família chega esperando um “talento escondido” ou uma “memória fotográfica”, porque foi isso que a cultura pop ensinou. E quando a criança não corresponde, vem frustração. Outras vezes, chega o medo: “Meu filho vai ser institucionalizado?” “Ele vai sofrer bullying para sempre?”
Eu respondo com carinho e realidade: o futuro não está escrito num roteiro. O que existe é uma combinação de suporte, ambiente, acesso a serviços, acolhimento emocional e respeito às particularidades. Em grupo terapêutico, eu vi pais saírem do “meu filho nunca vai…” para “eu tenho um plano, eu tenho aliados, eu consigo respirar”. E isso muda o clima da casa. O entender muda o sentir e muda o viver.
Uma coisa que não funcionou (e eu vi acontecer): tentar fazer a criança “performar normalidade” para aliviar o olhar dos outros. Funciona por uma semana e depois cobra a conta. O que funciona é construir comunicação, rotina, previsibilidade, autonomia e rede.
🧠 Então, afinal: como era tratado o autismo antigamente e o que a gente faz diferente hoje
Se eu for bem direta: antigamente o “tratamento” muitas vezes mirava o incômodo social; hoje, a gente mira suporte para a pessoa. Isso não significa que está tudo perfeito (não está), mas a direção mudou.
O cuidado atual, quando bem feito, costuma ter alguns pilares:
- Avaliação cuidadosa e multiprofissional: entender perfil, comunicação, sensorial, cognição, habilidades adaptativas, saúde mental e contexto familiar.
- Intervenções baseadas em evidências e com ética: fonoaudiologia, terapia ocupacional, apoio psicológico, abordagens comportamentais com foco em habilidade e autonomia, sem práticas aversivas.
- Trabalho com família: não para “culpar”, mas para apoiar, organizar rotina, reduzir estresse e melhorar comunicação.
- Inclusão e adaptações: escola, trabalho, vida social, ambiente sensorial. Não é favor; é acessibilidade.
- Saúde mental: ansiedade, depressão, burnout, trauma, tudo isso pode coexistir e precisa de cuidado.
Eu, gosto de lembrar que o objetivo não é “tirar o autismo” da pessoa. É tirar barreiras do caminho. E isso muda tudo.
🧩 Crises, ‘birras’ e o que realmente estava acontecendo
Um dos maiores erros históricos (e que ainda aparece) é ler crise como “manipulação”. Às vezes é. Mas, no TEA, muitas crises são sinal de sobrecarga. Barulho, luz, mudança de plano, fome, dor, frustração por não conseguir comunicar, demanda social excessiva… o corpo entra em modo alarme.
Na minha vivência no SUS, quando a equipe conseguia mapear gatilhos e ensinar a família a antecipar transições, o cenário mudava de forma quase “mágica”, mas não era mágica, era previsibilidade. Teve uma criança (nome fictício) que “explodia” no banho. Todo mundo achava que era teimosia. Era sensorial: água no rosto, temperatura, cheiro do sabonete, eco do banheiro. Mudamos o jeito: combinados visuais, banho em etapas, ajuste de temperatura, tempo de adaptação. A crise reduziu muito. A mãe chorou e disse: “Eu achei que eu estava errando como mãe.” E eu disse: você estava sem ferramenta. Agora tem.
🫶 O que a gente pode aprender com o passado sem ficar preso nele
Tem família que sente raiva: “Meu filho teria sofrido menos se tivesse nascido hoje.” Tem adulto autista que sente luto: “Eu não teria me odiado tanto.” Essas emoções são legítimas. E, ao mesmo tempo, o passado não muda. O que muda é o que a gente faz com ele.
Eu, costumo sugerir três movimentos (simples, mas profundos):
- Nomear: reconhecer o que foi injusto e o que foi fruto de época.
- Reparar: ajustar o presente rede de apoio, terapia, escola, rotina, autocuidado.
- Construir linguagem nova: sair de “ele é assim” para “ele precisa disso”.
E aqui entra um ponto bonito: muita gente autista encontra alívio quando conhece o conceito de neurodiversidade a ideia de que cérebros humanos variam, e que diferenças não são automaticamente defeitos. Isso não apaga dificuldades reais; mas muda a forma de se enxergar.
🧭 Quando procurar avaliação e suporte
Se você está lendo isso pensando em você, no seu filho ou em alguém da família, eu deixo um recado bem prático: não precisa esperar ‘ficar grave’ para buscar orientação. Quanto antes a gente entende o perfil, mais cedo consegue ajustar ambiente, comunicação e expectativas.
Uma avaliação bem feita não é só “dar um rótulo”. É descrever funcionamento, necessidades, potenciais e caminhos. Eu, no dia a dia na clínica, vejo a diferença quando a escola recebe orientações claras, quando a família aprende a ler sinais de sobrecarga e quando a pessoa autista encontra um espaço terapêutico onde não precisa se “defender” o tempo todo.
Se fizer sentido para você, busque uma equipe qualificada (psicologia/neuropsicologia, psiquiatria/neuropediatria, fono, TO, psicopedagogia). E, principalmente: fuja de promessas milagrosas. Autismo não é falta de amor, não é falta de limite e não é “moda”. Autismo é uma forma de desenvolvimento com desafios reais e também com possibilidades reais.
📌 Fechando com carinho (e verdade)
Se você chegou até aqui, talvez esteja tentando costurar passado e presente. E eu quero te dizer, com muito respeito: dá para fazer diferente. Dá para olhar para trás, reconhecer os erros históricos, e ainda assim construir um agora mais seguro.
Eu, aprendi no SUS e na clínica que informação sem acolhimento vira cobrança. Mas acolhimento sem informação vira colo que não resolve. A gente precisa dos dois.
Se você quer apoio para avaliação, para organizar intervenções, para lidar com escola, crises, rotina e saúde mental, procure acompanhamento. Você não precisa carregar isso sozinho(a). ❤️
📚 Referências e leituras para ir além
Separei materiais confiáveis (e variados) para você aprofundar ciência, diretrizes e história.
- American Psychiatric Association — What is Autism Spectrum Disorder?
- NICE — Autism spectrum disorder in under 19s: recognition, referral and diagnosis (CG128)
- NICE — Autism spectrum disorder in adults: diagnosis and management (CG142)
- Wing L. (1981) — Asperger’s syndrome: a clinical account (PubMed)
- Lovaas OI. (1987) — Behavioral treatment… (PubMed)
- Tamanaha AC et al. (2008) — Revisão histórica sobre a construção dos conceitos (SciELO)
- Marfinati & Abrão (2014) — Antecedentes históricos à origem do conceito de autismo
- Evans B. (2013) — How autism became autism (PMC)
- Kamp-Becker et al. (2024) — Autism spectrum disorder in ICD-11 (Nature)
- WHO — ICD-11 (Classificação Internacional de Doenças)
- WHO (2025) — Reafirma que não há ligação causal entre vacinas e autismo
- Brasil — Lei 12.764/2012 (Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA)
- Neurodiversity Hub — What is neurodiversity?
Referências de filmes citados (para contexto cultural): Rain Man (1988) · The Boy Who Could Fly (1986) · Silent Fall (1994) · Mercury Rising (1998) · Molly (1999) · Snow Cake (2006) · Mozart and the Whale (2005).
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